Menção — […] Além de corredores existentes, o plano também sugere expandir rapidamente a infraestrutura de transportes em leitos onde é possível fazer obras baratas acima da superfície: rodovias urbanas, linhas de transmissão, faixas de domínio vagas. […] Esse conjunto de corredores expressos é apelidado de macrô no Plano QUERO, um termo originalmente cunhado nas propostas do COMMU para trens macrometropolitanos em SP, assim como metrô abrevia trens metropolitanos. […] [Citando os artigos “A linha de metrô mais barata de São Paulo”, e “Para reduzir trapalhadas com trens regionais, governo deveria adotar múltiplas tipologias”]
Trens não operam no vácuo e merecem mais conversas adultas
Acredito que problematizar o uso e ocupação do solo é indispensável para que a sociedade rompa com discursos eleitoreiros e oportunistas envolvendo o transporte sobre trilhos. A natureza do transporte sobre trilhos pode ser descrita como indelével e impactante, ou seja, dependente de obras caras, demoradas, que causam grandes incômodos e transformam a paisagem de uma maneira praticamente irreversível. A natureza do transporte sobre trilhos, entretanto, não torna a malha homogênea. A distribuição dos trilhos pelo espaço não se traduz numa mesma capacidade de acesso ou numa mesma conectividade. Não se traduz, nem mesmo, numa mesma qualidade urbanística das cercanias (ou seja, das imediações das linhas) ou de uma taxa de atividade similar (relação entre pessoas residentes e empregos gerados localmente).