mobilidade urbana

Jardim Zaíra: Será possível solucionar o problema dos congestionamentos de um bairro tão populoso?

Introdução O Jardim Zaíra é o maior bairro da cidade de Mauá, no Grande ABC, contando com uma população calculada em quase 80 mil habitantes, segundo Censo de 2010 do IBGE. O bairro é composto majoritariamente por residências, sendo boa parte dessas em aglomerados subnormais, e um eixo comercial bem dinâmico, onde é possível encontrar agências bancárias, supermercados, lojas das mais variadas, clínicas odontológicas, escolas de idioma, entre outras variedades. A principal e mais longa via do bairro é a Avenida Presidente (sic) Castello Branco, com quase 3,5 km, é por ela que se estendem a maioria dos serviços utilizados pela população do Jardim Zaíra e adjacências, incluindo uma estação de transferência de ônibus, parte de um sistema tronco-alimentador.

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O Grande ABC precisa mesmo se sujeitar à EMTU?

Mais uma vez moradores e frequentadores do Grande ABC se depararam com uma greve parcial nos ônibus intermunicipais (veja aqui e aqui), um tipo de greve que expõe não apenas os problemas trabalhistas, mas também a situação de falência e precariedade das empresas que atuam na região, um verdadeiro museu a céu aberto, abrigando a frota de intermunicipais mais velha e mal conservada de toda a Grande São Paulo, na única área do sistema da EMTU que não opera em regime de concessão, mas sim majoritariamente de permissão.

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A grama do VLT do vizinho é mais verde

Tenho ficado assustado com o apreço pela estética que tem sido defendido. Parece-me ser um tipo de apreço classista, que não dialoga com as desigualdades e surge de impressões ainda muito preliminares e, portanto, pouco maduras. Ao invés de buscar entender a proposta das linhas e qual o público que se pretende atender, a discussão não avança além da polarização entre feio e bonito, que se mistura com o desejo de romper com o rodoviarismo que ainda recorta e molda cidades pouco humanas.

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Você também é pedestre, não se esqueça!

Minhas relações com a mobilidade a pé, ao menos nos últimos anos, têm se baseado numa perspectiva intermodal, que funciona basicamente da seguinte forma: caminhada + transporte coletivo (preferencialmente de alta capacidade) + caminhada, ou seja, eu saio da minha casa, caminho um pouco até um ponto de ônibus, embarco, sigo até uma estação da malha metroferroviária, embarco mais uma vez e depois volto a ser caminhante quando desembarco no meu destino, que pode estar a 10, 20 ou até 50 km de distância.

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Embarque com a gente!

Nosso caminho tem sido apontar os problemas e discutir soluções, tem sido mostrar que o mesmo que sistema que causa inegável sofrimento e cansaço, também é responsável por sustentar relações sociais e territoriais que influenciam diretamente na economia e no acesso a equipamentos públicos e privados dos mais diversos. Precisamos do transporte coletivo, mas não somente, precisamos aprender a discuti-lo. Para que nossas cidades sejam capazes de nos proporcionar uma melhor qualidade de vida, inclusive com uma menor necessidade de longos deslocamentos, o transporte coletivo precisa funcionar muito bem, para tanto, suas relações com o planejamento urbano não podem ser subestimadas.

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Duas linhas da CPTM podem parar nas mãos da iniciativa privada

Prólogo A ideia de conceder a CPTM à iniciativa privada não é nova, na realidade, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos nada mais é do que uma empresa que planeja e projeta a expansão de uma malha que é totalmente dependente da contratação de empresas privadas para funcionar, seja na manutenção dos trens, passando pela limpeza das estações e atendimento de balcão, até chegar nas obras de modernização da infraestrutura.

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A gente tá falando da mesma cidade?

Introdução Tudo bem, São Paulo é gigante, tudo bem, envolver toda a Grande São Paulo torna tudo mais gigante ainda, mas por qual motivo a gente, que discute e luta por cidades melhores, precisa repetir os mesmos erros da imprensa e mais uma porção de pessoas, que só olham para meia dúzia de bairros e esquecem de todo o resto? Pior, por qual motivo a população que vive na parte esquecida só se torna importante quando realmente é conveniente para ser lembrada, como para ser utilizada como escudo ou munição em discussões, disputas políticas etc?

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Estrangeiros no próprio país

Em primeiro lugar, não, não quero falar aqui sobre uma região de 20 milhões nas quais ninguém precisa gastar horas e horas se deslocando, não por desmerecer aqueles que acreditam em algo assim, mas por entender que a missão do Coletivo é lutar por um melhor transporte coletivo, que por sua vez, representa os alicerces para uma cidade mais humana e racional, na qual o transporte coletivo é uma ferramenta de acesso que não deixa cicatrizes, na qual o transporte coletivo não é um triste espelho de realidades e dilemas que são, em muito, fruto de uma cidade voltada para o automóvel e na qual as áreas com melhor infraestrutura de transporte possuem um valor de m² pornográfico.

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Arrastão na Linha 11: cadê o debate sobre políticas públicas?

A imprensa, sempre a imprensa Agora a crítica não vai para o Estadão, mas para a Globo, que por meio de seu portal G1 e da afiliada TV Diário, decidiu cobrir algo que, até então, só havia sido comentado no Twitter: @tamara_its arrastão? — Linha 11 Coral (@Linha11Coral) April 23, 2016 @tamara_its nossa, que horas aconteceu isso? — Linha 11 Coral (@Linha11Coral) April 23, 2016 E qual o problema da cobertura feita pela emissora e seu portal de notícias?

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Prata da casa

Construção rápida, melhor inserção no tecido urbano e menor custo de implantação. Estas foram algumas das promessas em relação ao novo modal de transporte apresentado em meados de 2009 pelo então governador do estado de São Paulo, José Serra (PSDB), em parceria com o então prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD). O projeto do monotrilho foi apresentado tanto como alternativa ao então corredor de ônibus Expresso Tiradentes, proposta original para o eixo mas que supostamente não daria conta da alta demanda da região, como também foi vendida como uma forma mais rápida de levar o Metrô aos bairros mais distantes e necessitados de transporte.

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Eles não desistem!

E saiu mais um editorial pra lá de questionável do Estadão, que faz uso de argumentos baseados numa necessidade de rigorosos estudos de demanda e impacto de vizinhança para justificar a expansão cicloviária (dando a entender que absolutamente nada existe, o que não é bem verdade). Novamente, não ficaremos calados! A verdade é uma só: o Estadão é, historicamente, conivente e negligente na cobertura das questões do transporte coletivo em toda a metrópole, de Francisco Morato a Mogi das Cruzes, de Itapevi a Rio Grande da Serra, passando pelas regiões mais nobres ou mais estigmatizadas da capital paulista, o periódico sempre mediu esforços, tendo uma equipe minúscula (principalmente nos dias atuais) e, não seria exagero dizer, nada incentivada a pautar com seriedade e abrangência o transporte metroferroviário e o incentivo irresponsável ao automóvel (que não é restrito ao IPI, como alguns tentam mostrar, criticando seletivamente parte do Estado Brasileiro).

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Continuam tingindo a CPTM de cinza

Vamos brincar Vou propor aqui uma coisa bem simples: de 1 a 4, teremos algumas colocações sobre a realidade de quem depende do transporte sobre trilhos, leia, pense na malha de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e no quanto as colocações parecem verdadeiras ou falsas, em seguida, continue lendo o nosso texto. Pronto? Então vamos lá! “A situação econômica não é boa (…) Pessoas estão enfrentando dificuldades para procurar um emprego e permanecer nele.

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Precisamos falar sobre o Expresso Leste

Introdução Com a inauguração da Estação Suzano sendo adiada pela nona vez — a promessa agora é entregá-la em fevereiro/2016, embora o contrato, que deveria durar 15 meses, tenha sido assinado em outubro/2010 — , é chegada a hora de cutucar um pouco a ferida do Expresso Leste, parte da Linha 11-Coral (Luz-Guaianazes-Estudantes) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM. O Expresso Leste hoje é um trecho com 24 km na Linha 11, no qual o passageiro desfruta integralmente de trens com ar condicionado, baixos intervalos (nos picos, um trem a cada quatro minutos em média) e estações mais modernas, numa ligação paralela à Linha 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera) da Companhia do Metropolitano, sendo o único serviço expresso sobre trilhos da Zona Leste e também de toda a malha de trilhos da Região Metropolitana de São Paulo.

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Vá além do Centro Expandido de São Paulo

Introdução Quando falamos de mobilidade urbana, a palavra “descentralização” surge com grande facilidade, é muito comum desejar e encontrar pessoas desejando maneiras de reduzir seus deslocamentos e depender menos do transporte coletivo para o dia-a-dia, algo assim, teoricamente, aumenta o tempo livre e aumenta a liberdade para viver a cidade e ter uma vida mais saudável. Eu tenho notado que existe, porém, um comportamento muito interessante: um morador do Centro Expandido, com bom nível de consciência política e não raramente já desfrutando de maior tempo livre devido à dinâmica da região, que concentra não só muitos postos diversos (ou seja, com diferentes níveis de qualificação) de trabalho, mas uma imensidão de equipamentos públicos e privados, defendendo a tal “descentralização”, porém, se o mesmo morador não sai do Centro Expandido e pré-concebe uma imagem do restante do município de São Paulo e também dos outros municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (também chamada de Grande São Paulo), passa a existir, portanto, uma incoerência.

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Retrospectiva 2015

Janeiro Publicamos o artigo “Centro Velho, Marginal Tietê, projetos, possibilidades” Fevereiro Marcamos presença na 11ª Reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte Publicamos o artigo “Rebatendo argumentos anti-ciclovia” Março Publicamos o artigo “Por que o enterramento da CPTM no eixo Lapa-Brás é tão importante?” Legenda: Participação na Jornada pela Democracia. Fotos cedidas pela Rede TVT Abril Solicitamos uma reunião com a CPTM e fomos atendidos, participando de um encontro com outras pessoas, sobretudo envolvidas com divulgação de informações no Twitter Fomos convidados para a Jornada pela Democracia, participando da mesa “As cidades que queremos”, na primeira e na segunda parte Publicamos o artigo “Linha 13-Jade: uma ligação para Guarulhos que já nasce limitada” Maio Fomos entrevistados pelo Programa Nova Cidade da TV Aberta São Paulo Legenda: Vídeo da entrevista de maio Publicamos o artigo “Linha 9-Esmeralda da CPTM: 4 críticas estruturais” Junho A CPTM cumpre sua promessa e realiza um novo encontro, agora envolvendo o presidente da empresa.

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O smartphone pode ajudar quem usa transporte coletivo?

Como foi feito? Para o teste, a plataforma móvel adotada foi o Android 4.4, sendo os seguintes aplicativos avaliados ao longo de outubro e metade de novembro de 2015: Cadê o Ônibus?; CittaMobi; Moovit; Trafi. Importante: como podemos ver acima, a lista está em ordem alfabética, não indicando, portanto, uma preferência de todos os membros do Coletivo por qualquer aplicativo. De uma forma ou de outra, os seguintes aspectos entraram na avaliação:

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A linha de metrô mais barata de São Paulo

Bem, é. Convenientemente, os discípulos do rodoviarismo deixaram aberta essa possibilidade com o imenso espaço, sem cruzamentos, lisinho, do eixo rodoviário que corta a cidade de norte a sul. As faixas centrais desse eixo têm mais do que a largura necessária para se passar por elas um trem; só precisariam ser feitos túneis em alguns momentos (para as estações — nem todas — e nos trevos), mas muito poucos comparados com o tamanho da linha que seria criada.

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Por que devemos lutar pela transformação dos subúrbios?

É muito comum para nós do COMMU recebermos ataques no Facebook quando defendemos, por exemplo, mais infraestrutura cicloviária ou a abertura da Avenida Paulista para as pessoas, muito mais raro, porém, é recebermos propostas ou comentários visando uma nova ocupação de espaços comerciais movimentados na periferia da capital ou nas cidades da Grande São Paulo. Quando surge alguém mencionando a periferia, o que encontramos é a utilização desonesta das regiões periféricas para defender o status quo, para defender que tudo permaneça como está, num claro tom de aproveitamento da situação.

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Participamos da 1ª Semana de Tecnologia do Transporte na Fatec Tatuapé

No dia 16/10/2015, às 15h, o COMMU participou de uma palestra na unidade Tatuapé (Victor Civita) da Faculdade de Tecnologia, nela apresentamos o Coletivo aos presentes, explicando o que levou ao surgimento e como tem sido nossa jornada até o momento. Contando apenas com o apoio de uma empresa de grande porte, a 1ª Semana de Tecnologia do Transporte é um esforço pioneiro e conjunto, envolvendo o Prof. Edegar Keretch e alunos do Tecnólogo em Transporte Terrestre, sendo um deles integrante do COMMU.

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SPTrans se rende aos novos tempos e se reúne com blogueiros e ativistas

Em 01/10/2015 participamos de um animado bate-papo com a São Paulo Transporte, comumente conhecida por SPTrans e responsável por gerenciar e planejar o sistema de ônibus da capital paulista. Recebemos o convite definitivo em 24/09/2015 e nele a atividade foi apresentada como sendo uma continuidade à Semana da Mobilidade 2015. O encontro seguiu de forma leve e descontraída. Os presentes foram apresentados às instalações da SPTrans na zona central de São Paulo e em seguida conduzidos para uma sala de reunião, na qual puderam se servir (foram oferecidos sucos, bolachas etc) e acompanhar uma apresentação sobre a São Paulo Transporte, além de discutir sobre o sistema de ônibus da Prefeitura de São Paulo.

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