2026

São Paulo abre inscrições: vai pagar ciclistas da periferia para pedalar

Legenda: Adaptado de publicação no Instagram A prefeitura de São Paulo, em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), vai iniciar o 2° projeto piloto do Bike SP e está com inscrições abertas. Trata-se de reconhecer os benefícios que os deslocamentos feitos de bicicleta trazem à cidade e estimular esta prática de forma direta, remunerando cada km percorrido nos trajetos cotidianos com um valor em créditos. Faz anos que discutimos esse projeto, aprovado no final da gestão Haddad e que atravessou as gestões Dória, Bruno Covas e Ricardo Nunes sem regulamentação. Cobrado mensalmente pelos membros da Câmara Temática de Bicicleta, o projeto vem se desenvolvendo em ritmo glacial, sempre com a justificativa da necessidade de “mais estudos”.

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Estadão vomita editorial canalha para defender fim da CPTM

No calor da mobilização que culminou na paralisação parcial das linhas 11-Coral (Palmeiras·Barra Funda-Estudantes), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto·Guarulhos), o tabloide conservador Estadão decidiu que seria de bom tom publicar um editorial a respeito, intitulado “Greve irresponsável”. Quem gosta de bater, também precisa saber apanhar. Vamos ao exercício. De partida, o Estadão tenta esvaziar a legitimidade da greve sob o pretexto de que teria sido política, como se o momento atravessado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus trabalhadores, não fosse, de maneira óbvia e escandalosa, eminentemente político, no bojo de uma série de decisões que têm sido suportadas de forma mais ou menos silenciosa há, pelo menos, quase uma década.

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Debate insosso encontra redes sociais repletas de idiotas

Prólogo O clima pós-debate é de profunda imbecilidade. A rivalidade é puramente superficial. O caráter propositivo se perde em meio a rótulos como “pior prefeito de São Paulo”, “pior ministro”, “Pedágio de Freitas” etc. Legenda: Vídeo com a íntegra do debate no canal Band Jornalismo no YouTube. Até o momento, número de visualizações ultrapassa o meio milhão Tudo isso é uma formidável burrice. Se poderia haver lastro para a trajetória política e pessoal, ele é perdido (ou desprezado) por premissa comportamental. A disputa é entre achismos. O rótulo que pegar, pegou.

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Após criar crise, Tarcísio volta a responder com migalhas

Para alguns, a curtíssima greve que afetou as linhas 11-Coral (Palmeiras·Barra Funda-Estudantes), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto·Guarulhos) deixou um gosto amargo, agravado pela falha que afetou brevemente as linhas 11 e 12 por volta das 6h30 de ontem, 6. Legenda: Diagrama das linhas e estações envolvidas na concessão, conforme página da agência reguladora em agosto de 2026. Artefato foi coincidentemente corrigido após apontamentos no nosso Instagram e neste mesmo site Respeitamos o sofrimento da população e não negamos as cenas envolvendo ônibus apinhados de gente e muito sufoco, entretanto, uma greve como a recém-terminada vai bastante além da simples paralisação. Já passamos por muitas greves e continuaremos passando, sempre de cabeça erguida, sempre respeitando aqueles que vivem e morrerão como nós. Nenhum trabalhador de base da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deveria ser tratado como uma espécie de marajá ao entrar em greve.

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Estreia da Trivia nas linhas 11, 12 e 13 está sendo um vexame

Como esperado, a operação da Trivia Trens começou decepcionando: no primeiro dia, a operação estava degradada no Brás em pleno horário de pico, enquanto no segundo dia, relatos nas redes sugeriam estratégias agressivas de contenção de fluxo na Estação Jardim Romano, aparentemente por uma falha nos validadores, também observada na Estação Poá. Foram flagrados mapas com erros grotescos (aqui e aqui). Legenda: Diagrama das linhas e estações envolvidas na concessão, conforme página da agência reguladora em julho de 2026, contendo alguns erros, como: (i) a omissão das integrações com outras linhas em Palmeiras·Barra Funda; (ii) a integração entre as linhas 11 e 12 na Estação Calmon Viana, que consta como inexistente na Linha 12; e (iii) a presença das estações Cangaíba e União de Vila Nova, como se já estivessem concluídas e operacionais, quando ainda não passam de promessas Saliento que o diretor da Trivia, Cláudio Andrade, trabalhou por mais de 25 anos na Motiva (antigo Grupo CCR), com uma passagem de quase 7 anos pela ViaQuatro e mais de 4 anos em sistemas no Rio de Janeiro e na Bahia. Ninguém tem a obrigação de massageá-lo.

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Operando apenas uma linha, CPTM agora respira por aparelhos

Hoje é um dia profundamente triste, mas que, principalmente desde 2022, eu sabia que viria, cedo ou tarde. Fundei o Coletivo em 2014. Mais de uma década depois, a situação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) me deixa profundamente triste. É uma sensação de luto que não sei descrever. Sinto que joguei 10 anos da minha vida fora. Por causa da CPTM… Apostei numa graduação voltada ao planejamento do território, para descobrir depois que não garante emprego decente; Perdi a fé no ativismo, afinal, é só mais um trabalho precário, com resultados precários; Perdi tempo inestimável com mandatos que não passam de blogueiros oportunistas. Eu entendi ou, talvez, ainda tento entender, que a CPTM importa pouco.

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Ônibus em São Paulo: outra audiência “mais do mesmo”?

Graças à gentileza do nosso membro Lucian De Paula, soube que o vereador Nabil Bonduki (PT) realizará uma audiência pública na data de hoje. A iniciativa é um esforço conjunto com a vereadora Renata Falzoni (PSB). Estranhamente, não consegui encontrar uma divulgação recente da audiência nas redes sociais dos dois mandatos (considerando X e Instagram). O evento parece ter circulado apenas pelo WhatsApp, o que não inspira lá muita confiança, lamento.

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Preguiça, alucinação e distorção: uso indiscriminado de IA emporcalha o debate

Nos últimos meses, tenho observado um fenômeno preocupante: a utilização indiscriminada de modelos de IA (“inteligência artificial”, sim, com aspas) para produção de ilustrações fotorrealistas e infográficos. Os resultados, que eu suspeito serem tratados como “bom o suficiente” pela maioria do público-alvo, são deprimentes. Graças à utilização eticamente irresponsável de novas tecnologias, cujos efeitos e impactos a longo prazo ainda desconhecemos, um punhado de indivíduos pode bombardear redes sociais com imagens mentirosas e exageradas sobre a realidade que se propõem a transformar. O tom, apesar de dramático, é profundamente vazio.

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Trens não operam no vácuo e merecem mais conversas adultas

Acredito que problematizar o uso e ocupação do solo é indispensável para a sociedade romper com discursos eleitoreiros e oportunistas envolvendo o transporte sobre trilhos. A natureza do transporte sobre trilhos pode ser descrita como indelével e impactante, ou seja, dependente de obras caras, demoradas, que causam grandes incômodos e transformam a paisagem de uma maneira praticamente irreversível. A natureza do transporte sobre trilhos, entretanto, não torna a malha homogênea. A distribuição dos trilhos pelo espaço não se traduz numa mesma capacidade de acesso ou numa mesma conectividade. Não se traduz, nem mesmo, numa mesma qualidade urbanística das cercanias (ou seja, das imediações das linhas) ou de uma taxa de atividade similar (relação entre pessoas residentes e empregos gerados localmente).

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A rede invisível

Introdução Em 22 de maio, detectei que um trabalho potencialmente interessante apareceu no Teses USP, mas, ao folheá-lo, fiquei com a impressão de que ele falhou na interpretação da malha. A seguir, quero discutir o que pode ser considerado um conjunto de impressões preliminares e, ao mesmo tempo, parte de uma leitura que talvez não volte a ser retomada. Não prometo uma segunda ou terceira parte sobre o trabalho que abordo a partir deste ponto.

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