Tarcísio Gomes De Freitas

Debate insosso encontra redes sociais repletas de idiotas

Prólogo O clima pós-debate é de profunda imbecilidade. A rivalidade é puramente superficial. O caráter propositivo se perde em meio a rótulos como “pior prefeito de São Paulo”, “pior ministro”, “Pedágio de Freitas” etc. Legenda: Vídeo com a íntegra do debate no canal Band Jornalismo no YouTube. Até o momento, número de visualizações ultrapassa o meio milhão Tudo isso é uma formidável burrice. Se poderia haver lastro para a trajetória política e pessoal, ele é perdido (ou desprezado) por premissa comportamental. A disputa é entre achismos. O rótulo que pegar, pegou.

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Após criar crise, Tarcísio volta a responder com migalhas

Para alguns, a curtíssima greve que afetou as linhas 11-Coral (Palmeiras·Barra Funda-Estudantes), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto·Guarulhos) deixou um gosto amargo, agravado pela falha que afetou brevemente as linhas 11 e 12 por volta das 6h30 de ontem, 6. Legenda: Diagrama das linhas e estações envolvidas na concessão, conforme página da agência reguladora em agosto de 2026. Artefato foi coincidentemente corrigido após apontamentos no nosso Instagram e neste mesmo site Respeitamos o sofrimento da população e não negamos as cenas envolvendo ônibus apinhados de gente e muito sufoco, entretanto, uma greve como a recém-terminada vai bastante além da simples paralisação. Já passamos por muitas greves e continuaremos passando, sempre de cabeça erguida, sempre respeitando aqueles que vivem e morrerão como nós. Nenhum trabalhador de base da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deveria ser tratado como uma espécie de marajá ao entrar em greve.

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É claro que o Serviço 710 foi para o vinagre! Pelo fim da amnésia eleitoral

A princípio, estava relutante em escrever sobre o melancólico fim do Serviço 710, responsável por oferecer uma operação unificada das linhas 7-Rubi (na altura, Jundiaí-Francisco Morato-Brás) e 10-Turquesa (então, Brás-Rio Grande da Serra). Relutei não por não achar relevante, mas por achar cansativo. Legenda: Detalhe de diagrama do Serviço 710 na plataforma com destino a Francisco Morato/Jundiaí, na Estação Tamanduateí. Retrato do passado. Fotografia de outubro de 2024 Não há novidade em mais um ataque contra a população usuária, que tem seu bem-estar refém de arranjos privatizantes que unem os governos estadual e federal. Aliás, não há, nem mesmo, solidariedade. Como boa parte das causas ligadas à maioria do povo, o Serviço 710 passou em branco. Foi ignorado, marginalizado, trivializado.

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Amizade ou vassalagem?

Em sua recente visita ao Alto Tietê, o atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou clara a chantagem que se tornou regra em seu mandato: para ele, a discussão dos pedágios em rodovias que passam por solo mogiano não só está superada, mas faz parte de um modelo inevitável. O governador bolsonarista considera que o pedágio é um pilar inegociável da concessão almejada, que, por sua vez, é a única maneira de viabilizar a retirada de recursos do erário. Para Tarcísio, sem contar com a presença de capital privado, São Paulo simplesmente não tem capacidade para encarar os desafios que sua administração enxerga.

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Com extinção da CPTM no horizonte, ainda há o que dizer?

Em meio à privatização da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), tenho me perguntado se há muito mais o que cobrir criticamente para o Coletivo. À medida que os contratos de concessão são celebrados, temos uma noção mais ou menos clara em torno dos investimentos futuros. Como já apontado por mim no âmbito deste Coletivo, o histórico sugere uma redução nos investimentos: média irrisória de R$/ano e ausência de grandes obras de infraestrutura, mesmo algumas intuitivamente necessárias, como a expansão da Linha 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto·Guarulhos) em direção à porção sudeste da capital, facilitando o acesso às novas (e mais relevantes) centralidades de negócios nas regiões da Paulista e Berrini.

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Privatização do Trem Metropolitano avança em meio ao silêncio de petistas e intelectuais

Quando falamos sobre os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em processo de desestatização), normalmente, é razoável assumirmos que as composições serão associadas à imagem de superlotação. Os trens, repletos de indivíduos oriundos das mais diversas periferias, há muito, espelham territórios deliberadamente tomados como irrelevantes, a despeito de qualquer fator concreto que indique o contrário. Numa angústia furiosa, mais uma vez, disparo palavras no vazio cibernético da Internet, denunciando que o Trem Metropolitano, com as inúmeras contradições que permeiam seu processo de recapacitação de mais de meio século, nunca carregou ou foi alvo de tanta hipocrisia.

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Os fragmentos de uma estatal em extinção

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nasceu originalmente com a missão de maquiar a precariedade das linhas e entregá-las à iniciativa privada. O plano era ridículo, mas deixou bons frutos com o Integração Centro, responsável por transformar as estações Luz e Brás, além de promover outras intervenções menos visíveis. Legenda: Diagrama da rede de transporte metropolitano com o Integração Centro. Fonte: captura mais recente da Wayback Machine para quadro no site oficial do consórcio formado por Enger Engenharia e PCI, 30 de janeiro de 2005. Clique sobre a imagem para abri-la e ampliá-la Ao contrário do que alguns podem estar pensando, o Integração Centro se arrastou por mais de duas décadas e envolveu o Banco Mundial, que forneceu não apenas o empréstimo, mas também a doutrina econômica e política para a empreitada. A empresa Maubertec, responsável pelo projeto básico envolvendo estudos de traçados e projetos geométricos, torna pública sua participação num trabalho que consumiu, ainda em dezembro de 1993, Cr$ 19.962.467,70, antes do Plano Real, portanto.

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Privatização do sistema de trilhos leva emburrecimento do estado a novo patamar

Retomando a provocação envolvendo o mercado imobiliário, como seria um futuro arrasado pela privatização de todo o sistema metroferroviário? Mais pessoas precisariam madrugar ou postergar o expediente, tentando driblar horários de pico ainda mais caóticos? O êxodo rumo ao interior paulista, parcela do estado sabidamente indutora do uso indiscriminado do automóvel, ganharia ainda mais força? Imóveis nas localizações com maior e melhor oferta de trabalho disparariam de preço, pois seriam enxergados como uma das poucas alternativas à precarização da Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)?

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Renegociação de contratos não pode ser única alternativa para concessões fracassadas

Em 20 de agosto, a Folha de S.Paulo opinou que, em relação aos problemas com a concessão de quase mil km de rodovia, no âmbito da BR-040 (Juiz de Fora, MG-Brasília, DF), “a escassez de interessados” deixava “pouca alternativa além da renegociação dos contratos com os prestadores existentes”. Para fins de rápida contextualização, o contrato com Invepar — mesmo grupo que controla, não sem requintes de incompetência, o MetrôRio e o GRU Airport, concessionárias do Metropolitano do Rio de Janeiro e do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, respectivamente — terminou em agosto, conforme reportagem da TV Integração, publicada pelo G1 Zona da Mata um dia antes da Folha nos brindar com mais uma brilhante opinião.

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Marginalização da CPTM é combustível para privatização

É importante que a população compreenda que a privatização das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Mendes·Vila Natal) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) é resultado de uma marginalização duradoura, que não se limita às classes mais baixas, mas também afeta um imenso contingente de classe média. Há anos, a impressão é de que poucos deram ouvidos aos alertas sobre a Linha 4-Amarela (Luz-Vila Sônia), feitos por nós e outras pessoas e organizações.

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