Caio César

Campanha por ciclovia que retira espaço dos trens continua preocupante

Em 24 de julho de 2020 a repórter Larissa Rodrigues d’O Diário de Mogi lançou um texto com a seguinte manchete “CPTM cede faixas para ciclovia na capital”, que apesar de não ter saído no site do jornal até a publicação deste artigo, circulou pelas redes sociais, despertando mais uma vez a nossa preocupação. Foi a quarta reportagem em menos de uma semana (as anteriores foram “Secretários apoiam projeto para ciclovia entre César de Souza e Jundiapeba”, publicada no dia 23, e “Secretário aprova sugestão de ciclovia entre Jundiapeba e César de Souza”, publicada no dia 21).

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Texto-resposta: para ampliar a malha cicloviária mogiana, não é preciso prejudicar o crescimento do transporte sobre trilhos e ameaçar o (pouco) espaço a ele dedicado

Introdução O objetivo deste artigo é discutir alguns aspectos de uma proposta elaborada pelo Coletivo MTB - Mogi das Cruzes, Colégio de Arquitetos e pelo arquiteto Paulo Pinhal e apoiada por BiciMogi e Rede Nossa Mogi das Cruzes. Para tanto, citamos alguns trechos, tal como foram publicados quando da elaboração deste texto-resposta, para, em seguida, fornecermos nosso ponto de vista enquanto um coletivo de mobilidade que atua na escala metropolitana e, logo, entende que o papel da Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) está fortemente associado a vida não só na Zona Leste de São Paulo, mas também nos municípios da Sub-região Leste da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), nomeadamente Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.

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Entre 12 participantes de mesa sobre mobilidade organizada pelo Instituto de Engenharia, não havia nenhuma mulher

Admitimos que somos um coletivo de indivíduos muito menor e, sem falsa modéstia, menos relevante do que o Instituto de Engenharia (fundado em 1916), ainda assim, como coletivo de indivíduos, o COMMU faz parte da sociedade civil organizada. Temos convicção que as discussões envolvendo temas caros à mobilidade e às cidades precisam ser mais inclusivas, contemplando a diversidade étnica-racial e de gênero tão presente no tecido social. Finalmente, acreditamos que o Instituto de Engenharia, por sua trajetória, não encontrará entraves para incluir mais mulheres em futuros debates e seminários. O evento do Instituto de Engenharia foi transmitido pelo YouTube.

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Folha de S.Paulo acerta ao publicar editorial que defende pedágio urbano e corredores de ônibus

O jornal Folha de S.Paulo publicou recentemente um editoral intitulado “O que a Folha pensa: transporte em crise”, no qual admite que o aumento recorrente de tarifas transfere o ônus dos operadores para a parcela mais necessitada da população: Para o longo prazo, a saída passa, antes, por uma pisada no freio dos incentivos ao transporte individual. Isso poderia começar, por exemplo, com introdução do pedágio urbano e ampliação decidida de corredores exclusivos.

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Em busca do seletivo perfeito: reflexões sobre a mobilidade regional a partir do Trem Metropolitano e do fomento à mobilidade como serviço

Justificativa Considerando as últimas discussões que realizamos internamente a respeito do transporte sob demanda, uma das possibilidades levantadas é a de que o modelo do fretamento (quando pessoas ou grupos de pessoas contratam um ônibus para se deslocarem entre pelo menos dois pontos, a partir de necessidades em comum) possui o espaço e a força que conhecemos, sendo onipresente na capital paulista, devido à situação da malha de transporte sobre trilhos.

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Apesar de atrasada, entrega da nova estação de Francisco Morato inicia novo e importante capítulo na história da Linha 7-Rubi

Francisco Morato, município localizado a cerca de 40 km de distância do Marco Zero da capital paulista, está prestes a ganhar o que provavelmente virá a ser, junto com o novo Paço Municipal, um símbolo de extrema relevância para a criação e manutenção de uma identidade positiva em torno da cidade. A STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) anunciou que a inauguração ocorrerá no dia 31 de agosto. Legenda: Francisco Morato e municípios vizinhos. Fonte: DataGEO, GeoSampa e OpenStreetMap Enquanto a Estação de Franco da Rocha foi inaugurada em 2014, representando outro marco para o norte metropolitano, a população de Francisco Morato viveu um verdadeiro imbróglio e foi forçada a conviver com uma estação provisória que já dura dez anos.

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Nota pública contrária ao Projeto de Lei 217/2020

Mais uma vez, alterações no Plano Diretor e no Zoneamento são propostas de forma irregular pela Câmara dos Vereadores Projeto de lei em discussão pode aumentar as desigualdades no longo prazo Está em tramitação na Câmara dos Vereadores de São Paulo o Projeto de Lei (PL 217/2020) que propõe alterar estratégias e parâmetros do Plano Diretor de 2014 e da Lei de Zoneamento de 2016, sob o mote da criação de um Plano Emergencial de Ativação Econômica. Essa proposta altera normas urbanísticas, sem evidências de que haverá impacto positivo na economia, utilizando-se da pandemia para tramitar sem amplo debate com a sociedade. Além disso, esse PL pode acirrar ainda mais as desigualdades socioespaciais do município. Se a COVID-19 colocou na pauta do dia esse grande problema da nossa sociedade, os incentivos urbanísticos propostos no PL podem piorar a desigualdade no longo prazo, como apresentamos a seguir:

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Reflexões sobre o Expresso Turístico no Alto Tietê e no Grande ABC

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. Prólogo A graça do Expresso Turístico não está no trem, pois em nenhum dos trajetos a paisagem é espetacular (com exceções pontuais aqui e ali, mas bem pontuais, como talvez a Serra do Itapeti ao entardecer), nem no material rodante (que não tem nada de especial), mas nos três destinos oferecidos: Mogi das Cruzes, Jundiaí e Paranapiacaba. Parece-nos evidente o quanto os destinos oferecidos influenciam na escolha do passageiro, tanto que Mogi das Cruzes e Jundiaí possuem muito menor procura do que Paranapiacaba, o que talvez se deva ao fato de que nenhuma das duas primeiras oferecem um contacto com um lugar imediatamente icônico e pitoresco.

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Sem mudanças drásticas, ampliação do Expresso Turístico não faz sentido

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. A “nova” litorina Atualmente, o Expresso Turístico da CPTM utiliza locomotivas fabricadas há décadas e carros de passageiros tão ou mais antigos, que foram restaurados por uma organização não governamental. O arranjo é resumido a seguir pelo hotsite de turismo da Prefeitura de Jundiaí:

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Gostou? O COMMU está de casa nova!

A utilização do Medium, que parecia prática e infalível em 2014, acabou ficando desgastada com o passar do tempo. Ao longo do nosso “casamento” com o Medium, os problemas foram diversos e foi ficando claro que não havia outra solução: precisávamos migrar. Abaixo, resumimos os principais problemas que permearam nossa trajetória até aqui: O suporte ao português brasileiro, que nunca foi pleno (chegamos a ter problemas com caracteres acentuados durante um período); As inconveniências do modelo de negócio da plataforma começaram a crescer, com banners e outros elementos incentivando agressivamente a criação de uma conta; Com as mudanças constantes para monetização de conteúdo por parte do Medium, começamos a temer perda de visibilidade, já que a plataforma se fechou para o mundo anglófono e nunca tivemos um bom controle das métricas de acesso (o que tornava impossível falar em otimização para resultados em buscadores, o famoso SEO, Search Engine Optimization); Em várias situações o Embedly saiu do ar e os artigos ficaram com parte do conteúdo indisponível; Quando o Embedly não suportava o tipo de conteúdo a ser embarcado, nós não tínhamos nenhuma alternativa a não ser inserir uma hiperligação tradicional, uma imagem estática ou criar o conteúdo dentro de um site suportado pelo Embedly, o que limitava a interconectividade; O formato de publicações do Medium se mostrou muito limitado, porque não só estávamos disputando visibilidade, mas também disputando o interesse num ambiente que não convidava à exploração; Não tínhamos um “cartão de visitas” adequado e, com o abandono da opção de registro de domínios, o Medium basicamente deixou claro que queria distribuir conteúdo sem dar grande relevância para quem o criava, fortalecendo apenas a própria marca; A integração com outras redes e, principalmente, com plataformas de financiamento coletivo, era muito restrita ou então inexistente. O novo site (made in Zona Leste, diga-se de passagem) está muito melhor integrado com as nossas redes sociais e nossa página no Facebook, principal janela entre o COMMU e o mundo, fica sempre em evidência no rodapé. Nossas duas principais publicações no Medium, Trens Metropolitanos e Metropolização em Debate, seguem listadas na seção Artigos, lógica que também se aplicará à nossa terceira (e menos movimentada) publicação: O Coletivo em Movimento. Nossa série fotográfica sobre as centralidades da Região Metropolitana, chamada de Série Centros, ficará no Medium por enquanto, uma vez que se tratou de uma iniciativa experimental de pequeno alcance, mas não está descartada a criação de uma galeria de fotos no futuro.

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