Baixada Santista

Flagra de trem da CPTM em Santos dá margem a especulações irresponsáveis

O COMMU tem, a despeito das dificuldades, alertado veementemente sobre promessas de trens de passageiros eleitoreiros, porém, não raramente notícias sobre os mesmos trens veiculadas em nossa página no Facebook são mais acessadas do que as análises críticas que publicamos. Entre março e junho publicamos três grandes artigos sobre o tema: Trem intercidades ignorar Mogi das Cruzes é apenas a ponta do iceberg Linha 7-Rubi e o trem intercidades: uma proposta de conciliação Concessão da Linha 7-Rubi: sobram dúvidas e incertezas Atualização (20/06/2019, 21h44): publicamos um vídeo sobre o tema no Facebook e no YouTube, que complementa este e os outros artigos:

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A grama do VLT do vizinho é mais verde

Tenho ficado assustado com o apreço pela estética que tem sido defendido. Parece-me ser um tipo de apreço classista, que não dialoga com as desigualdades e surge de impressões ainda muito preliminares e, portanto, pouco maduras. Ao invés de buscar entender a proposta das linhas e qual o público que se pretende atender, a discussão não avança além da polarização entre feio e bonito, que se mistura com o desejo de romper com o rodoviarismo que ainda recorta e molda cidades pouco humanas. Ora, se a questão não tem um mínimo de aprofundamento, como podemos esperar que sirva para romper com o rodoviarismo? No máximo teremos o velho conservadorismo de sempre, atentando contra qualquer tentativa de promover uma expansão mais veloz e mais barata da rede de transporte de massa. Atente-se: no passado já vimos ataques de conservadores à infraestrutura cicloviária, excelente ponte para transformações e mudanças de hábito, principalmente na escala local ou dentro de uma perspectiva intermodal, integrada a outros meios de transporte, e o monotrilho, ainda mais diante dos atrasos e problemas, todos dissociados da escolha (ou seja, de optar por uma linha de metrô baseada em monotrilhos, ao invés de trens maiores e mais pesados numa ferrovia convencional), não deixa de ser alvo.

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