O campo progressista só pode estar de brincadeira
Antes de começar, saliento que os debates sobre temas como passe livre e faixas exclusivas que, sem sombra de dúvida, possuem grande importância, seguem restritos, pior ainda, seguem sazonais, ocorrendo geralmente depois do incêndio, numa eterna e pouco frutífera corrida contra o tempo. O campo progressista (e a esquerda, principalmente), precisa colocar as mãos na cabeça e adotar uma postura mais pragmática, coesa e robusta em prol de uma agenda para a mobilidade na cidade. É nítido que o fenômeno que consolidou a cidade como principal habitat do brasileiro não vai ser revertido. A cidade corresponde ao lugar no qual passamos e passaremos a maior parte de nossas vidas, porém, ainda assim não o discutimos muito, não gostamos de falar sobre ele e não nos debruçamos sobre os problemas adequadamente. A cidade não vai deixar de existir da noite para o dia, nem perderá o protagonismo que já adquiriu. Urge que olhemos para a cidade com disposição para encarar todos os desafios a ela associados.