Integração Centro

Os fragmentos de uma estatal em extinção

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nasceu originalmente com a missão de maquiar a precariedade das linhas e entregá-las à iniciativa privada. O plano era ridículo, mas deixou bons frutos com o Integração Centro, responsável por transformar as estações Luz e Brás, além de promover outras intervenções menos visíveis. Legenda: Diagrama da rede de transporte metropolitano com o Integração Centro. Fonte: captura mais recente da Wayback Machine para quadro no site oficial do consórcio formado por Enger Engenharia e PCI, 30 de janeiro de 2005. Clique sobre a imagem para abri-la e ampliá-la Ao contrário do que alguns podem estar pensando, o Integração Centro se arrastou por mais de duas décadas e envolveu o Banco Mundial, que forneceu não apenas o empréstimo, mas também a doutrina econômica e política para a empreitada. A empresa Maubertec, responsável pelo projeto básico envolvendo estudos de traçados e projetos geométricos, torna pública sua participação num trabalho que consumiu, ainda em dezembro de 1993, Cr$ 19.962.467,70, antes do Plano Real, portanto.

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Março e a Estação Luz, mês de um aniversário inglório

Introdução Em 26/02/2015 a CPTM realizou algumas comemorações ligadas ao edifício atual da Estação Luz, inaugurado em 01/03/1901. Ora, não poderíamos deixar a data passar em branco, não é mesmo? Imponente por fora, a estação vive hoje cenas de saturação, que muitas vezes levam a comportamentos no mínimo duvidosos no horário de pico. A Estação da Luz merece viver melhores dias. Se você concorda, embarque conosco em mais uma leitura. Projeto Integração Centro Oficialmente, a CPTM informa como data de inauguração a data de 30/11/2004, a informação está contida na área de linhas do site, como podemos ver aqui. O ano de 2004 está relacionado com o fracassado Projeto Integração Centro, uma tentativa de conexão entre as seis linhas da CPTM e o eixo central (Brás-Luz-Barra Funda), que na altura acabou subestimando a demanda dos subúrbios e o próprio papel do sistema de trilhos, que passava a ganhar contornos de malha integrada, algo que até então ainda não era tão enfatizado.

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Os 130 km de trilhos da CPTM esquecidos dentro da capital

A rede da CPTM, com cerca de 260 km, atendendo 22 municípios, com mais de 90 estações, aproximadamente 170 trens e movimentação de quase 3 milhões de usuários em média por dia útil apresenta não só números superlativos, mas também descaso em igual ou superior escala. A capital possui cerca de 130 km (136,5 km, para ser mais exato, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos), o que é mais do que a rede do Metrô inteira, mesmo se somarmos a Linha 4, operada pela CCR ViaQuatro em regime de concessão patrocinada).

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