Mobilidade Urbana

SuperVia, recém-comprada pela Mitsui, reforça que não existem concessões milagrosas

A compra da SuperVia pela japonesa Mitsui não demonstra ainda quais serão os caminhos para sanar a dívida de mais de R$ 1,5 bi, que tem entre os credores bancos como Bradesco e Itaú, para não falar do imbróglio envolvendo a Light, que já chegou a pedir a falência da empresa. É difícil sustentar qualquer expectativa otimista, como parece ter feito O Globo ontem, 8 de março, em reportagem intitulada Japoneses da Mitsui fecham acordo de compra da SuperVia por R$ 800 milhões:

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Dinamização da CPTM no Alto Tietê

Introdução Uma vantagem de viver e pensar o transporte para além do extremo leste da capital paulista, é enxergar possibilidades que muitas vezes não aparecem nos grandes jornais. Numa visita recente a Itaquaquecetuba, voltei pensando em algumas possibilidades com relação à Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), sem dúvida uma das mais judiadas e que passou por transformações significativas nos últimos anos, principalmente na primeira década de 2000. Como um bônus, aproveito para também propor uma estação extra na Linha 11-Coral (Luz-Guaianazes-Estudantes).

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Vale-transporte em São Paulo sob ataque

As recentes alterações na política tarifária da capital paulista soam como verdadeiros ataques a uma classe trabalhadora cada vez mais precarizada. Bruno Covas e sua trupe anunciaram um decreto que contempla uma mudança no regime de integração do vale-transporte: 3 horas para embarcar em até dois ônibus, enquanto os outros bilhetes continuam permitindo o uso de até quatro ônibus durante 2 horas. Opto aqui por me abster de comentar as perfumarias para obtenção de receita tarifária que também foram incluídas no decreto, como a possibilidade de inclusão de publicidade nos cartões.

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O campo progressista só pode estar de brincadeira

Antes de começar, saliento que os debates sobre temas como passe livre e faixas exclusivas que, sem sombra de dúvida, possuem grande importância, seguem restritos, pior ainda, seguem sazonais, ocorrendo geralmente depois do incêndio, numa eterna e pouco frutífera corrida contra o tempo. O campo progressista (e a esquerda, principalmente), precisa colocar as mãos na cabeça e adotar uma postura mais pragmática, coesa e robusta em prol de uma agenda para a mobilidade na cidade. É nítido que o fenômeno que consolidou a cidade como principal habitat do brasileiro não vai ser revertido. A cidade corresponde ao lugar no qual passamos e passaremos a maior parte de nossas vidas, porém, ainda assim não o discutimos muito, não gostamos de falar sobre ele e não nos debruçamos sobre os problemas adequadamente. A cidade não vai deixar de existir da noite para o dia, nem perderá o protagonismo que já adquiriu. Urge que olhemos para a cidade com disposição para encarar todos os desafios a ela associados.

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Discutindo privatizações: o fracasso do Reino Unido e o sucesso do Japão

Recentemente o Financial Times decidiu abordar a polêmica questão dos serviços ferroviários privatizados do Reino Unido. Polêmica, pois a opinião pública (e também de certos veículos da imprensa, vide vídeo a seguir) tem crescentemente favorecido a renacionalização. Aparentemente a perspectiva ideológica de promover a competição, o que supostamente elevaria a qualidade e reduziria os preços, acabou provocando justamente o efeito inverso. Legenda: Reportagem do Channel 4 News intitulada “Por que os trens da Grã-Bretanha são tão ruins — a nacionalização poderia resolvê-los?” Considerando que dificilmente o sistema metroferroviário de São Paulo permanecerá estatal se as promessas do atual governador, João Doria (PSDB), forem cumpridas, chegou a hora de abordar o assunto pelo viés da postura ideológica, ou seja, podemos partir da seguinte pergunta: se a privatização é uma escolha ideológica e inegociável por parte do atual governo, então como nós passageiros poderemos garantir que não vamos enfrentar retrocessos durante as próximas décadas?

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Opção pelo financiamento coletivo reforça compromissos importantes

Recentemente expliquei que a maior parte do trabalho do COMMU é feito por uma única pessoa e, assim sendo, nada mais justo do que tentar recompensá-la, porém, algumas coisas não foram ditas e gostaria de esclarecer outros aspectos sobre a campanha de financiamento que está no ar. Uma coisa importante é que desde o princípio nós apostamos na plataforma Medium, que chegou a ter curadoria em português do Brasil e inclusive a destacar artigos nossos na época. O Medium tem inúmeras vantagens, como a facilidade de produzir conteúdo a partir de um editor intuitivo e de simples utilização, estar sempre no ar, suportar feeds RSS sem necessidade de configuração adicional e, principalmente, não exibir propagandas indesejadas.

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Sobre assentos preferenciais, individualismo e falta de empatia

Transformar todos os assentos dos ônibus da SPTrans em preferenciais, eis o projeto de lei do vereador Ricardo Teixeira (PROS) que foi apresentado perante o Legislativo paulistano. O que chamou a atenção, no entanto, não foi a proposta. Os comentários negativos não foram poucos, alguns em tom de chacota ou depreciando a velhice alheia. Mesmo se nos restringirmos ao tipo de manifestação que foi feita na nossa fanpage, teve de tudo: compartilhamento com sarcasmo, usando a frase “pau no c* de quem trabalha”; gente dizendo que é melhor ter ônibus separado para os idosos, “eles que esperem o deles”; além do ceticismo impessoal: “se todos os assentos forem preferenciais, então mais nenhum é”, “todos vão fingir que estão dormindo”, “era pra ser assim sempre, mas não dá certo, vai sair briga”.

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CPTM testa viagens diretas entre Luz e Estudantes: conferimos e aprovamos!

Ontem, 25, fizemos uma visita na Linha 11-Coral para conferir de perto a operação direta entre as estações Luz e Estudantes, sem necessidade de transferência na Estação Guaianazes. Apesar de alardeado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nas redes sociais e também nas estações, o teste parece ter surpreendido passageiros, a julgar pelos comentários e olhares de alívio que pudemos perceber durante a viagem. Legenda: Exemplo da divulgação realizada pela CPTM no Twitter Em cerca de uma hora saímos da Estação Tatuapé e chegamos no Centro Histórico e Tradicional de Mogi das Cruzes, na volta, um acréscimo de uns 5 minutos, pois partimos da Estação Estudantes. Nos dois casos a lotação dos trens não foi exagerada, tanto que foi possível ir sentado (quem usa a Linha 11-Coral sabe que conseguir um lugar pode ser tarefa difícil, mesmo aos finais de semana e feriados).

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Estadão defende reajuste e opta por escamotear discussão envolvendo fontes de financiamento

Prólogo Em um editorial pouco surpreendente, o jornal O Estado de S. Paulo defendeu a postura do prefeito Bruno Covas, argumentando que o aumento da tarifa é uma decisão que “corresponde aos interesses dos paulistanos” e que houve “sensatez e realismo”. Para nossa infelicidade, o editorial não passa de uma sucessão de erros que reproduzem uma opinião rasa e pouco comprometida com o bem-estar dos passageiros e passageiras do transporte público.

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Não há uma resposta simples para a mobilidade na Zona Leste de São Paulo

No último domingo, 06/01/2019, um leitor fez uma intrigante pergunta numa publicação do COMMU no Facebook: Será que algum dia o problema de mobilidade da ZL será resolvido? Outras áreas da cidade precisam de transporte rápido sobre trilhos e não dão a mesma atenção! Como mencionado em uma reportagem do Portal G1, a Zona Leste da capital “reúne quase 4 milhões de habitantes, mais do que países como o Uruguai, com 3,5 milhões”. Uma metáfora envolvendo este número tão expressivo chegou a ser utilizada pelo ex-prefeito Fernando Haddad, que opinou que não basta apenas investir em transporte público, como podemos ver em dois parágrafos de uma reportagem do Portal R7:

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