Mobilidade Urbana

Uso da água e CPTM: mais polêmica nos trilhos da Grande São Paulo

Introdução A CPTM opera uma malha com cerca de 260 km de extensão, cuja metade dos trilhos estão dentro da capital. Com 92 estações e cerca de 3 milhões de usuários se movimentando em média a cada dia útil pelos trens, é natural imaginar que algumas viagens são longas e que os banheiros são cruciais para garantir o mínimo de conforto (e até mesmo dignidade) para a parcela da população que depende do trem para se deslocar.

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SPTrans e a volta dos ônibus circulares na capital

Com a última apresentação realizada pela SPTrans (veja detalhes aqui), a volta dos ônibus circulares foi colocada como certa pela diretora de planejamento, Ana Odila. Segundo as informações fornecidas, a empresa pretende criar linhas pequenas, com intervalo girando na casa dos 10 minutos (dependerá da demanda de passageiros) e que percorrerão distâncias relativamente curtas, até 3 km de distância em média. Também foram prometidas melhores ligações entre bairros vizinhos. Atualmente o funcionando do sistema de ônibus parece ter estimulado o aumento do trânsito de automóveis nos bairros. O Sistema Local (micro-ônibus que geralmente são alimentadores dos terminais e do Metrô e CPTM) é muito submisso ao Sistema Estrutural (ligações de caráter mais troncal, operando com ônibus maiores, que em alguns casos são articulados ou biarticulados), enquanto o Sistema Estrutural, por ter a capilaridade limitada, é voltado para levar o usuário do terminal até outro terminal em/ou uma centralidade forte (por exemplo, levar o usuário até o Terminal Parque Dom Pedro II, Praça da Sé ou Pinheiros), deixando o atendimento aos bairros restritos a eixos viários estratégicos.

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Março e a Estação Luz, mês de um aniversário inglório

Introdução Em 26/02/2015 a CPTM realizou algumas comemorações ligadas ao edifício atual da Estação Luz, inaugurado em 01/03/1901. Ora, não poderíamos deixar a data passar em branco, não é mesmo? Imponente por fora, a estação vive hoje cenas de saturação, que muitas vezes levam a comportamentos no mínimo duvidosos no horário de pico. A Estação da Luz merece viver melhores dias. Se você concorda, embarque conosco em mais uma leitura. Projeto Integração Centro Oficialmente, a CPTM informa como data de inauguração a data de 30/11/2004, a informação está contida na área de linhas do site, como podemos ver aqui. O ano de 2004 está relacionado com o fracassado Projeto Integração Centro, uma tentativa de conexão entre as seis linhas da CPTM e o eixo central (Brás-Luz-Barra Funda), que na altura acabou subestimando a demanda dos subúrbios e o próprio papel do sistema de trilhos, que passava a ganhar contornos de malha integrada, algo que até então ainda não era tão enfatizado.

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Rio Grande da Serra, a estação e o descaso

Fomos motivados pelo aniversário da estação, comemorado pela empresa no Facebook… Conforme podemos ver na rede social, a CPTM fez uma publicação comemorando o aniversário de algumas estações. O post foi feito no Facebook em 16/02/2014 e, entre as estações, está Rio Grande da Serra. Diferentemente da vizinha Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra amarga um estado que beira o de abandono. A passarela está sendo apoiada por uma estrutura metálica adicional, além disso, não é só a estrutura metálica que parece ter risco de desabar, uma espécie de sala operacional, na única plataforma usada, está claramente cedendo.

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Google Transit e a Região Metropolitana de São Paulo

Introdução Se você nos acompanha no Twitter, já deve ter visto que pedimos sugestões de pauta, pois bem, recebemos uma e vamos tentar abordá-la. Vamos abordar brevemente o GTFS e mostrar como faz falta uma organização integrada. Conceituando É melhor conceituar as coisas para tornar as informações mais acessíveis a todos. Primeiramente: o que é GTFS? Conforme o próprio Google explica, GTFS ou General Transit Feed Specification Reference, pode ser descrito da seguinte maneira:

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Quando vamos iniciar a transformação das nossas cidades?

Estava pensando aqui: já percebeu que existem situações nas quais se noticia novas invenções como se fossem “o que faltava para resolver a mobilidade urbana”? É quase mágico, as invenções passam a ser noticiadas como se não houvesse amanhã, geralmente de forma rasa e… bem, em seguida o hype cessa e a mobilidade urbana volta ao esquecimento. ☹ Legenda: Land Airbus Lembrei-me de uma invenção chinesa que foi ventilada por vários veículos da mídia, até aqueles voltados ao público jovem, como o Catraca Livre ou Superinteressante. O que me levou à seguinte reflexão:

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O acesso é super fácil!

Costumo dizer que só na capital paulista tenho a sensação de que no lugar de uma cidade, existem várias cidades. E hoje gostaria de abordar algumas colocações com as quais não raramente me deparo, que me fazem pensar na “São Paulo do carro”. Vamos aos exemplos: O acesso é superfácil! Não foi difícil estacionar o carro nas redondezas. Chegamos e deixamos o carro em frente ao local, sem grandes dificuldades. O local conta com manobrista, basta entregar as chaves e curtir a noite. Daí fica a pergunta: facilidade se traduz sempre em facilidade de estacionar? Ou facilidade de acesso, aquela em que, digamos, você lista e avalia as formas de chegar num determinado local, não somente de automóvel, mas principalmente de ônibus e sistemas de transporte rápido (metrô, por exemplo)?

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Qual transporte público você quer?

Quantas vezes você já se perguntou qual tipo de transporte público gostaria de utilizar? Talvez nos momentos de fúria, quando as coisas não saem como esperado? Talvez durante as férias, quando a rotina é quebrada e a relação com a cidade muda? Trata-se de um questionamento importante: Qual é o metrô que você quer? Ou então os ônibus, como eles devem ser? Não é uma questão de falar em utopia, como em “eu quero um metrô a cada 30 segundos, silencioso, sempre com bastante espaço para ir sentado e passando na porta da minha casa”, mas talvez seja uma questão de pensar algo mais razoável, pelo qual todos podemos lutar, digamos “eu quero um sistema sem superlotação, com intervalo entre 3 e 5 minutos, no qual boa parte da metrópole seja atendida, mas eu também encontre uma estação nos principais pontos das cidades, talvez uma estação a cada no máximo uns 600, 800 metros nas principais centralidades”.

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Twitter e mobilidade urbana: o limite foi atingido?

Introdução Desde 2010 tenho acompanhado pelo Twitter o transporte coletivo na Região Metropolitana de São Paulo, cheguei até mesmo a colaborar assiduamente mandando informações com hashtags e ainda hoje mando esporadicamente. Mas…. ultimamente tenho pensado… Será que o Twitter chegou no seu limite diante do papel desempenhado pelos coletivos? Ando preocupado. É grande quantidade de perfis concorrentes, numa competição talvez sem sentido, em que a solidariedade e a colaboração parecem ter ficado de lado. No mínimo curioso, pois quando falamos de mobilidade urbana, de transporte público, com números superlativos de passageiros sendo transportados (e em alguns casos humilhados e maltratados) diariamente pela metrópole, solidariedade deveria ser a palavra-chave, mas não é.

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Por que escrevemos textos de opinião?

a) A imprensa não cobre todos os aspectos do transporte público Se jornais como Folha de S.Paulo e Estadão deixam algumas lacunas, alguém precisa supri-las, melhor ainda quando não se tem um automóvel ou condomínio fechado sendo anunciado bem ao lado da manchete. Menos rabo preso significa mais chances de desagradar setores que ajudam a criar os problemas, mas também significa mostrar outros pontos de vista para a população. Veja um exemplo de “acidente de percurso” da Folha de S.Paulo:

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