Punitivismo

Comércio ambulante merece “tolerância zero”?

A ideia de uma política do tipo “tolerância zero” aparece comumente quando a questão do comércio ambulante é abordada. Obviamente, existem nuances e nem todos que são contrários acreditam, necessariamente, que o combate ao comércio ambulante deve ser pautado a partir de uma perspectiva punitivista. Recentemente veio ao meu conhecimento a agressão de um agente de segurança (BAZANI; MARQUES, 2018) da Companhia do Metropolitano de São Paulo (oficialmente abreviada como METRÔ, abreviada aqui por mim como CMSP). A discussão feita em um grupo do Telegram teve como elemento central a necessidade de “combater a zona”, especialmente a partir da valorização de experiências do tipo “tolerância zero”, como a do passado de Nova Iorque e de seu sistema de metrô, que passou por um agudo processo de sucateamento nas décadas de 1970 e 1980.

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