Rodoviarismo

Eles não desistem!

E saiu mais um editorial pra lá de questionável do Estadão, que faz uso de argumentos baseados numa necessidade de rigorosos estudos de demanda e impacto de vizinhança para justificar a expansão cicloviária (dando a entender que absolutamente nada existe, o que não é bem verdade). Novamente, não ficaremos calados! A verdade é uma só: o Estadão é, historicamente, conivente e negligente na cobertura das questões do transporte coletivo em toda a metrópole, de Francisco Morato a Mogi das Cruzes, de Itapevi a Rio Grande da Serra, passando pelas regiões mais nobres ou mais estigmatizadas da capital paulista, o periódico sempre mediu esforços, tendo uma equipe minúscula (principalmente nos dias atuais) e, não seria exagero dizer, nada incentivada a pautar com seriedade e abrangência o transporte metroferroviário e o incentivo irresponsável ao automóvel (que não é restrito ao IPI, como alguns tentam mostrar, criticando seletivamente parte do Estado Brasileiro). Como esperar uma cobertura razoável de questões ligadas às bicicletas, não é mesmo? Finalmente, o mesmo tabloide não envida esforços similares na cobertura de questões ligadas ao automóvel ou à matriz logística rodoviária, sendo pouco crítico com relação ao uso indiscriminado do carro, à baixa segurança dos carros populares, à poluição atmosférica, à má ocupação do solo urbano e à ausência de opções às rodovias para deslocamentos de cunho regional (como uma simples ida ao litoral, feita por pessoas das mais variadas classes pelo menos uma vez por ano).

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O motorista do automóvel é um vilão?

Legenda: Charge que compartilhamos no Facebook em 23/04/2015 Aproveitamos a polêmica gerada naquela altura para recuperar algumas colocações que fizemos, de forma a não permitir que sejam esquecidas num post antigo do Facebook. Vilão ou vítima? O motorista do automóvel é um vilão? Não. Nós, indivíduos, cidadãos, pessoas comuns, em geral respondemos aos incentivos que recebemos. Se a cidade, sociedade ou Estado fornece boas ruas para os carros e más alternativas para o restante, é razoável supor que as pessoas comprarão mais carros. Louvável aquele que, por pensar na cidade, mobilidade ou mero altruísmo, buscar alternativas mesmo contra todos os incentivos. Mas não dá pra imaginar que ele seja a regra.

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Manifesto a favor da redução da velocidade nas marginais

A Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo e o Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana manifestam aqui sua posição favorável à redução da velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê na cidade de São Paulo. Antes de tudo, somos a favor da vida. Se reduzir a velocidade dos carros é uma maneira de garantir que vidas sejam poupadas, e, com isso, famílias inteiras deixem de sofrer, não podemos ter outra posição senão apoiar tal medida.

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Quatro minutos a mais na marginal ou mais de quatro décadas com menor qualidade de vida?

Introdução Usando contra a Folha de S.Paulo material da própria Folha de S.Paulo, lembremos de uma célebre frase do arquiteto e urbanista Jaime Lerner: “ O carro é o cigarro do futuro A declaração foi feita no Fórum de Mobilidade Urbana organizado pelo jornal em 2013, como podemos verificar aqui. Na altura, Lerner foi usado para depreciar as ações da prefeitura da capital paulista em relação aos ônibus, agora, de forma menos discreta, o tablóide paulistano expressa sua preocupação com a perda de 4 minutos devido à redução do limite de velocidade nas pistas expressas.

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Estrutura do automóvel como régua

Legenda: A Short History of Traffic “Engineering”, de Copenhagenize Design Co. O condicionamento do traçado da ciclovia à estrutura de uma via expressa, numa situação em que o meio mais lento deve se adaptar ao mais rápido, acaba por criar situações extremamente desfavoráveis aos ciclistas, como a necessidade de percorrer um trajeto muito maior do que o razoável para o deslocamento, por conta da baixíssima conectividade inerente à estrutura, com muito poucas oportunidades de travessia sinalizada.

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Vamos acabar com os trens em Mogi das Cruzes? (Ou como tentar resolver um problema criando outro muito pior)

Não, não estamos falando de pedir por racionalidade na infraestrutura viária, cedendo espaço para pessoas e transporte público. Infelizmente, estamos falando do inverso, de remover trilhos da CPTM, acabando com os trens. Tudo para abrir uma nova avenida para automóveis. O equívoco Abaixo reproduzimos o discurso que levou à produção do artigo. Trata-se da reprodução do original, publicado num grupo de discussão sobre a cidade de Mogi das Cruzes: “deixa eu dar um ponto de vista pois não conheço a cidade direito , não seria mais pratico este trem que vem de sp, parar antes da cidade e eliminar estas linhas que atravessam ela,travando o transito pois tem horas que o trem é a cada 10 minutos???, veja quanta economia pro municipio evitando de fazer viadutos, pontes e desapropriando comercio e residencias, usar o mesmo leito da ferrovia como uma grande avenida escoando o transito caotico do centro??”

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Por que os feriados prolongados são uma ótima oportunidade para irmos além das rodovias?

Introdução Quem vive em São Paulo (na capital ou em outras cidades que compõem a Região Metropolitana de São Paulo) sabe que a cada feriadão, a cena se repete: centenas de milhares aproveitam a maior quantidade de dias de descanso para fugir da metrópole. Além daqueles que visitam cidades fora do Estado de São Paulo, uma parcela expressiva busca refúgio no campo ou na praia, o que significa ir para o interior ou para o litoral do estado.

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Atrapalhando o trânsito de São Paulo

Alguns parecem tratar o trânsito de São Paulo como uma entidade diferenciada, que merece extremos cuidados e máxima prioridade, bem… temos uma má notícia para tais pessoas: aqui não tratamos o trânsito de São Paulo com tapete vermelho e muita pompa, ao invés, o Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana prefere discutir formas de melhorar a mobilidade metropolitana, indo além dos automóveis. Quem faz o trânsito são pessoas dirigindo seus carros e a cidade é feita para todos, não só para aqueles que estão atrás do volante. Colocar o trânsito em posição de destaque não é a solução para a cidade.

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Racionalizar não significa radicalizar

Introdução Quando falamos de transporte coletivo, a questão não pode girar apenas em torno da lotação, primeiramente, é preciso lembrar do potencial de oferta de lugares, ou seja, da capacidade de transporte. O transporte coletivo apresenta desconforto, verdade seja dita, mas optar pelo automóvel não tornará o transporte coletivo melhor, apenas reforçará a lógica de que ele não deve ter prioridade. A lógica que precisamos é a de melhorar o transporte coletivo, seja pela expansão da rede, seja pela modernização, seja pelo aumento de qualidade nos serviços prestados.

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Rebatendo argumentos anti-ciclovia

Em 21/02/2015, sábado, a Folha de S.Paulo divulgava na sua página no Facebook a reportagem “Justiça manda Prefeitura de SP retirar ciclovia da frente de colégio particular”. Com comentários no Facebook que tentam minar qualquer perspectiva de tornar São Paulo uma cidade mais humana e menos carrocêntrica, decidi então, rebatê-los, tentando qualificar mais o debate, colocando várias fontes e informações, tentando “arejar” um pouco as discussões. Faltou planejamento! As pessoas não são contrárias às ciclovias/ciclofaixas, apenas querem planejamento… É um argumento muito utilizado, mas extremamente frágil. É notável que diversas ciclofaixas em São Paulo apresentam problemas, é óbvio, mas o fato de problemas existirem não implica, necessariamente, numa implantação irresponsável ou supérflua.

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