Trens Expressos

Uma visão geral sobre serviços expressos

E daí? Bom, você já deve estar perguntando: “tá, mas e daí que só tem duas vias?”, daí que construímos linhas com 40, 50 km, que não oferecem múltiplos serviços e todo mundo parece achar normal ir pingando o caminho inteiro, ou pior, todo mundo parece achar normal quase se matar para arranjar um assento no horário de pico. Vamos fazer contas. Um trem típico da CPTM tem 8 carros. Cada carro tem 32 pares de portas. Considerando 5 minutos de intervalo, vão passar 12 trens ao longo de uma hora. Vamos considerar que 10 pessoas vão disputar aos empurrões e correria os poucos assentos disponíveis (as outras irão em pé). As portas se abrirão apenas de um lado, logo, serão 32 portas, ou seja, uma de cada par. Então temos 10 pessoas × 32 portas = 320 pessoas × 12 trens = 3.840 pessoas. Três mil oitocentos e quarenta pessoas se arriscaram em apenas uma hora. Situação ilustrada, podemos continuar.

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Onde estão os serviços expressos?

Legenda: Trem da Linha 11-Coral da CPTM. Trens como este circulam nas áreas que ainda não receberam o padrão do Expresso Leste. Obras em Suzano, Ferraz e Poá, obviamente, estão atrasadas Temos hoje na chamada Zona Leste de São Paulo pelo menos 3,3 milhões de habitantes (dados de 2004), 3 linhas de trem metropolitano/metrô e um fluxo de pessoas oriundo de cidades como Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos, assim, somando a população de aproximadamente 1,2 milhões de habitantes (dados do Censo 2010), temos um superlativo número de 4,5 milhões de habitantes. Quando verificamos dados mais delicados, tais como IDH e renda média por habitante, contudo, percebemos que há algo errado, muito errado.

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