Arrastão na Linha 11: cadê o debate sobre políticas públicas?
A imprensa, sempre a imprensa Agora a crítica não vai para o Estadão, mas para a Globo, que por meio de seu portal G1 e da afiliada TV Diário, decidiu cobrir algo que, até então, só havia sido comentado no Twitter: E qual o problema da cobertura feita pela emissora e seu portal de notícias? A priori, nenhum, mas quando temos um serviço de transporte historicamente estigmatizado, que não necessariamente atende as áreas mais prestigiadas da Grande São Paulo, o mínimo que se espera é bom senso e a falta dele, observe, já começa pelo título, um belo alerta de sensacionalismo: ‘Quando olhei, tinha um 38 na minha cara’, diz vítima de arrastão, com uma escolha tão chamativa (e infeliz), a narrativa não tem outro tom: no espetáculo da violência, ninguém é convidado a pensar sobre políticas públicas, sobre papel do Trem Metropolitano, que como elemento indutor de desenvolvimento, não deveria ficar refém de problemas que ele, como elemento estruturante do território, poderia amenizar.