Caio César

Está no ar a campanha de financiamento coletivo do COMMU

A partir do último sábado, 05/01/2019, passou a ser possível apoiar as iniciativas do COMMU via crowd funding (financiamento coletivo). Estou ansioso para tentar chegar mais longe e continuar na ativa. Com o agravamento da crise econômica e as experiências adquiridas desde 2014, ficou evidente que o COMMU depende principalmente de uma única pessoa (ou seja, eu, Caio César) para quase tudo. E o quase tudo, quando colocado na pontinha do lápis consome tempo, saúde e dinheiro. A estratégia de continuar utilizando o Telegram como celeiro de ideias e espaço de discussão segue existindo, no entanto, apenas um grupo de discussões com dezenas de pessoas não é suficiente. Acredito genuinamente que as ações do COMMU poderiam ser muito melhores com mais gente e mais recursos. Desafios à parte, já são cerca de 200 artigos publicados, uma marca louvável considerando como foram produzidos. Não dá pra desistir agora.

Continuar lendo

Não há uma resposta simples para a mobilidade na Zona Leste de São Paulo

No último domingo, 06/01/2019, um leitor fez uma intrigante pergunta numa publicação do COMMU no Facebook: Será que algum dia o problema de mobilidade da ZL será resolvido? Outras áreas da cidade precisam de transporte rápido sobre trilhos e não dão a mesma atenção! Como mencionado em uma reportagem do Portal G1, a Zona Leste da capital “reúne quase 4 milhões de habitantes, mais do que países como o Uruguai, com 3,5 milhões”. Uma metáfora envolvendo este número tão expressivo chegou a ser utilizada pelo ex-prefeito Fernando Haddad, que opinou que não basta apenas investir em transporte público, como podemos ver em dois parágrafos de uma reportagem do Portal R7:

Continuar lendo

Reajustes tarifários recém-anunciados não estimulam discussões sobre fontes de financiamento

Introdução Sem delongas, gostaria de recuperar argumentos que foram publicados no passado e podem nos ajudar em mais um momento de contagem moedas e aperto no orçamento. Sei que a população já está reclamando dos reajustes, contudo, o papel do COMMU é formar consciência crítica. Sem consciência crítica o nível do debate não sobe e as reclamações perdem força muito rapidamente. O primeiro artigo que quero recuperar foi publicado pela sucursal brasileira do think tank WRI, intitulado “Além das tarifas: fontes alternativas para financiar um transporte coletivo de qualidade”, o artigo sumariza pontos de um evento que contou com a presença de dezenas de pessoas do setor de mobilidade urbana. De imediato, seleciono a fala de Arturo Ardila-Gomez, que argumenta que “se você se beneficia de determinada infraestrutura, deve ajudar a financiá-la”, apontando em seguida algumas possibilidades:

Continuar lendo

Privatização da CPTM e do Metrô não é mais uma questão de “se”, mas sim de “quando”

O sinal já foi dado Com a posse de João Doria (PSDB), o governo paulista fruto das últimas eleições começa a mostrar a que veio: a assinatura de um projeto de lei para extinguir, fundir ou incorporar a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp), Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), Imprensa Oficial do Estado São Paulo (Imesp) e a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), demonstra que não existe nenhum bom motivo para que ignorarmos os riscos impostos pelos ideais desestatizantes que ficaram claros durante o período eleitoral.

Continuar lendo

Comércio ambulante merece “tolerância zero”?

A ideia de uma política do tipo “tolerância zero” aparece comumente quando a questão do comércio ambulante é abordada. Obviamente, existem nuances e nem todos que são contrários acreditam, necessariamente, que o combate ao comércio ambulante deve ser pautado a partir de uma perspectiva punitivista. Recentemente veio ao meu conhecimento a agressão de um agente de segurança (BAZANI; MARQUES, 2018) da Companhia do Metropolitano de São Paulo (oficialmente abreviada como METRÔ, abreviada aqui por mim como CMSP). A discussão feita em um grupo do Telegram teve como elemento central a necessidade de “combater a zona”, especialmente a partir da valorização de experiências do tipo “tolerância zero”, como a do passado de Nova Iorque e de seu sistema de metrô, que passou por um agudo processo de sucateamento nas décadas de 1970 e 1980.

Continuar lendo

Problemas de drenagem na Estação Ipiranga

O verão praticamente já começou e as chuvas características também. Infelizmente a Estação Ipiranga, com sua estrutura de quase 60 anos, não é uma das mais confortáveis para ser acessada quando está chovendo. As plataformas não são totalmente cobertas e poças de água se formam com grande facilidade. Para quem não usa algum tipo de bota, é preciso ter cuidado para não molhar os pés, para não falar do risco de acidentes por escorregamento.

Continuar lendo

Dividir a 574J-10 em duas linhas? É pra ontem, SPTrans!

Introdução A proposta deste artigo é discutir um pouco sobre a Linha 574J-10 (Terminal Vila Carrão-Metrô Conceição), operada pela empresa Via Sul Transportes Urbanos Ltda., apontando que a ideia de seccioná-la parece ser razoável. Trata-se de uma linha de ônibus que existe pelo menos desde a década de 1980, tendo sobrevivido a uma série de mudanças institucionais e também do próprio tecido urbano. A Via Sul e o Grupo Ruas não possuem sites na Internet.

Continuar lendo

O turismo na Grande São Paulo merece um olhar mais atento

Introdução Em 27/09/2018, a Agência Mural publicou uma reportagem a respeito da busca por recursos adicionais, oriundos do título de MIP (Município de Interesse Turístico). Os municípios dotados do título recebem, a cada ano, R$ 550 mil do Governo do Estado de São Paulo para que invistam no setor turístico. O tema é interessantíssimo, pois a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) abriga cerca de 20 milhões de habitantes e, considerando o uso do transporte coletivo, há um grande potencial turístico. Mesmo combinando vários meios de transporte, o custo do deslocamento ainda assim provavelmente é mais baixo do que passagens rodoviárias para destinos como a Estância Balneária de Praia Grande, que em determinados períodos do ano vê sua população ultrapassar a marca de 1 milhão de pessoas. Mais do que incentivo ao turismo por meio de repasses de recursos do erário estadual, trata-se de uma oportunidade para pensarmos a metrópole de São Paulo “fora da caixa”, fugindo de estereótipos e também de Ibirapueras e shopping centers lotados.

Continuar lendo

Linha 5-Lilás: expansão reforça velhos clichês

Com a inauguração das estações Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, a Linha 5-Lilás (que finalmente passou a ser Capão Redondo-Chácara Klabin) tem no momento apenas uma estação pendente de inauguração: Campo Belo, na qual deverá ser possível a transferência para a também inacabada Linha 17-Ouro (o trecho Morumbi-Congonhas/Morumbi-Jd. Aeroporto está em construção; a linha operará em Y). As páginas da imprensa hegemônica e também de veículos especializados em mobilidade foram tingidas de lilás com fotografias e dados sobre a linha e suas novas estações e, com as páginas repletas de reportagens, vieram também discursos, digamos… bastante discutíveis.

Continuar lendo

Setembro é marcado por denúncias contra vigilantes da CPTM

Na última terça-feira, 18, fomos surpreendidos pelo seguinte relato, que nos foi enviado por meio de uma mensagem à nossa página no Facebook: MASSACRE NA LINHA 10 TURQUESA DA CPTM Hoje, por volta das 7:30h, um grupo de seguranças da CPTM que atuam na Estação Prefeito Celso Daniel — Santo André, agrediram brutalmente um rapaz que aparentava 16 anos e trajava camiseta e crachá de uma famosa loja de departamentos.

Continuar lendo