Conscientização

A gente tá falando da mesma cidade?

Introdução Tudo bem, São Paulo é gigante, tudo bem, envolver toda a Grande São Paulo torna tudo mais gigante ainda, mas por qual motivo a gente, que discute e luta por cidades melhores, precisa repetir os mesmos erros da imprensa e mais uma porção de pessoas, que só olham para meia dúzia de bairros e esquecem de todo o resto? Pior, por qual motivo a população que vive na parte esquecida só se torna importante quando realmente é conveniente para ser lembrada, como para ser utilizada como escudo ou munição em discussões, disputas políticas etc?

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Estrangeiros no próprio país

Em primeiro lugar, não, não quero falar aqui sobre uma região de 20 milhões nas quais ninguém precisa gastar horas e horas se deslocando, não por desmerecer aqueles que acreditam em algo assim, mas por entender que a missão do Coletivo é lutar por um melhor transporte coletivo, que por sua vez, representa os alicerces para uma cidade mais humana e racional, na qual o transporte coletivo é uma ferramenta de acesso que não deixa cicatrizes, na qual o transporte coletivo não é um triste espelho de realidades e dilemas que são, em muito, fruto de uma cidade voltada para o automóvel e na qual as áreas com melhor infraestrutura de transporte possuem um valor de m² pornográfico.

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Continuam tingindo a CPTM de cinza

Vamos brincar Vou propor aqui uma coisa bem simples: de 1 a 4, teremos algumas colocações sobre a realidade de quem depende do transporte sobre trilhos, leia, pense na malha de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e no quanto as colocações parecem verdadeiras ou falsas, em seguida, continue lendo o nosso texto. Pronto? Então vamos lá! “A situação econômica não é boa (…) Pessoas estão enfrentando dificuldades para procurar um emprego e permanecer nele. Hoje eu recebi duas mensagens de pessoas e ambas me disseram que perderam os seus empregos porque estavam atrasados devido a problemas no transporte público”; “A rede ferroviária de transporte na região está em situação falha, o que impacta na habilidade das pessoas encontrarem e permanecerem nos empregos (…) Apesar de tudo, o governo e as autoridades regionais permanecem surdos a estas preocupações. Os políticos estão completamente desconectados das preocupações dos cidadãos”; “Ao longo dos últimos dois anos, os problemas aumentaram. Não é apenas uma linha, mas toda a rede. Trens são cancelados e serviços são cortados ou atrasam. Depois, há problemas com os trens quebrando e problemas que nós nem sequer entendemos. É um sistema de transporte do século XIX que não está apto para o século XXI”; “A malha precisa de pesados investimentos. [As autoridades] dizem aos passageiros que obras estão em curso, mas nunca vemos qualquer melhoria”. Agora que você leu e refletiu um pouco, vá para a próxima parte do texto e saiba mais sobre os fragmentos acima.

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Vá além do Centro Expandido de São Paulo

Introdução Quando falamos de mobilidade urbana, a palavra “descentralização” surge com grande facilidade, é muito comum desejar e encontrar pessoas desejando maneiras de reduzir seus deslocamentos e depender menos do transporte coletivo para o dia-a-dia, algo assim, teoricamente, aumenta o tempo livre e aumenta a liberdade para viver a cidade e ter uma vida mais saudável. Eu tenho notado que existe, porém, um comportamento muito interessante: um morador do Centro Expandido, com bom nível de consciência política e não raramente já desfrutando de maior tempo livre devido à dinâmica da região, que concentra não só muitos postos diversos (ou seja, com diferentes níveis de qualificação) de trabalho, mas uma imensidão de equipamentos públicos e privados, defendendo a tal “descentralização”, porém, se o mesmo morador não sai do Centro Expandido e pré-concebe uma imagem do restante do município de São Paulo e também dos outros municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (também chamada de Grande São Paulo), passa a existir, portanto, uma incoerência.

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Por que devemos lutar pela transformação dos subúrbios?

É muito comum para nós do COMMU recebermos ataques no Facebook quando defendemos, por exemplo, mais infraestrutura cicloviária ou a abertura da Avenida Paulista para as pessoas, muito mais raro, porém, é recebermos propostas ou comentários visando uma nova ocupação de espaços comerciais movimentados na periferia da capital ou nas cidades da Grande São Paulo. Quando surge alguém mencionando a periferia, o que encontramos é a utilização desonesta das regiões periféricas para defender o status quo, para defender que tudo permaneça como está, num claro tom de aproveitamento da situação.

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Manifesto a favor da redução da velocidade nas marginais

A Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo e o Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana manifestam aqui sua posição favorável à redução da velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê na cidade de São Paulo. Antes de tudo, somos a favor da vida. Se reduzir a velocidade dos carros é uma maneira de garantir que vidas sejam poupadas, e, com isso, famílias inteiras deixem de sofrer, não podemos ter outra posição senão apoiar tal medida.

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Uma melhor mobilidade urbana se faz com união

Numa metrópole, é virtualmente impossível que todas as pessoas utilizem todos os meios de transporte disponíveis. É intuitivo imaginar que a maioria delas não terá conhecimento sobre milhares de linhas de ônibus ou sobre todo o sistema metroferroviário, é algo natural e compreensível, uma vez que a mobilidade urbana deve fazer parte da dinâmica da cidade sem causar grandes interferências. Exemplo, ir ao cinema motiva uma viagem entre o ponto A e o ponto B, neste cenário, o foco do deslocamento é a sessão de cinema, não o trajeto a ser feito.

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Racionalizar não significa radicalizar

Introdução Quando falamos de transporte coletivo, a questão não pode girar apenas em torno da lotação, primeiramente, é preciso lembrar do potencial de oferta de lugares, ou seja, da capacidade de transporte. O transporte coletivo apresenta desconforto, verdade seja dita, mas optar pelo automóvel não tornará o transporte coletivo melhor, apenas reforçará a lógica de que ele não deve ter prioridade. A lógica que precisamos é a de melhorar o transporte coletivo, seja pela expansão da rede, seja pela modernização, seja pelo aumento de qualidade nos serviços prestados.

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Qual transporte público você quer?

Quantas vezes você já se perguntou qual tipo de transporte público gostaria de utilizar? Talvez nos momentos de fúria, quando as coisas não saem como esperado? Talvez durante as férias, quando a rotina é quebrada e a relação com a cidade muda? Trata-se de um questionamento importante: Qual é o metrô que você quer? Ou então os ônibus, como eles devem ser? Não é uma questão de falar em utopia, como em “eu quero um metrô a cada 30 segundos, silencioso, sempre com bastante espaço para ir sentado e passando na porta da minha casa”, mas talvez seja uma questão de pensar algo mais razoável, pelo qual todos podemos lutar, digamos “eu quero um sistema sem superlotação, com intervalo entre 3 e 5 minutos, no qual boa parte da metrópole seja atendida, mas eu também encontre uma estação nos principais pontos das cidades, talvez uma estação a cada no máximo uns 600, 800 metros nas principais centralidades”.

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Por que escrevemos textos de opinião?

a) A imprensa não cobre todos os aspectos do transporte público Se jornais como Folha de S.Paulo e Estadão deixam algumas lacunas, alguém precisa supri-las, melhor ainda quando não se tem um automóvel ou condomínio fechado sendo anunciado bem ao lado da manchete. Menos rabo preso significa mais chances de desagradar setores que ajudam a criar os problemas, mas também significa mostrar outros pontos de vista para a população. Veja um exemplo de “acidente de percurso” da Folha de S.Paulo:

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