Trens Metropolitanos

Abismo tecnológico separa portais de transparência do Metrô e da CPTM

Enquanto a Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, comumente grafado Metrô) ostenta um portal de transparência baseada numa plataforma dedicada e especialmente desenhada para abertura de dados (DKAN), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua improvisando soluções dentro do Microsoft SharePoint. Legenda: Portal de transparência do Metrô (esquerda) e CPTM (direita) A primeira má impressão com relação ao portal da CPTM começa com os ícones: além da ausência de um ícone para a seção “Prestação de Contas / Contratos de Publicidade”, o alinhamento é, no mínimo… curioso.

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CPTM abandona passageiros aos finais de semana e deixa de comunicar obras

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), apesar das novas ações de transparência precariamente adotadas em 2019, como o fornecimento de uma planilha e uma apresentação de slides sobre obras (infelizmente ambas com aparência amadora) em estações, decidiu remar na direção oposta e deixou de informar quando e quais obras está realizando. Desde então, a partir das 21h de sábado, a CPTM informa que o intervalo é de pelo menos 30 minutos, tenha ou não alguma obra. Se tiver a obra, não sabemos nada sobre o impacto, a menos que seja alguma situação excepcional, como são as obras da Linha 17-Ouro (Morumbi-Congonhas/Jardim Aeroporto) que estão interferindo na Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú). Em algumas linhas, como a 12-Safira (Brás-Calmon Viana), o intervalo médio entre os trens está programado para 35 minutos a partir das 21h de sábado.

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Monotrilho: capacidade está longe do esgotamento

Notícias abordando as estratégias de contenção de fluxo de passageiros na Linha 15-Prata (Vila Prudente-São Mateus) parecem ter desencadeado a noção de que uma das mais novas linhas da Companhia do Metropolitano de São Paulo, poucos meses após chegar em São Mateus, na periferia da capital paulista, teve sua capacidade esgotada. Nada mais falso. Segundo dados oficiais acerca da infraestrutura, sabe-se que 189 carros integram a frota da Linha 15-Prata, sendo que as composições, que possuem 7 carros cada, nos picos circulam a cada 3 minutos e 40 segundos (204 segundos). Ora, se as composições possuem 7 carros cada, temos 189 ÷ 7 = 27 trens. Ora, se a cada 3,4 minutos um trem passa, temos 60 ÷ 3,4 = 17 trens/hora. Cada trem possui capacidade de carregar pouquíssimo mais que 1.000 passageiros, de forma que a oferta é de cerca de 17 mil lugares/hora. Como a linha opera em via dupla, a oferta deve ser calculada por hora e por sentido, então, simplificadamente, são 17 mil lugares/hora por sentido ou 34 mil lugares/hora no total. Não é uma capacidade impressionante, porém, a linha foi projetada para operar com 75 segundos de intervalo nos picos, não 204 segundos. Numa postura cética e conservadora, mesmo que os 75 segundos sejam uma capacidade estritamente de projeto, sem viabilidade técnica, poderíamos assumir 120 segundos (2 minutos) de intervalo possível nos picos, o que exigiria mais trens e a operação do Pátio Ragueb Chohffi, mas significaria uma oferta de 30 mil lugares/hora por sentido ou 60 mil lugares/hora no total. A capacidade quase dobrou e a redução foi apenas 1 minuto e 40 segundos. Não tem segredo.

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Terminal da futura Linha 20 no ABC mal conta com acessibilidade e plataformas cobertas

Introdução Aventada como possível terminal da Linha 20-Rosa (até então Lapa-Afonsina), a Estação Prefeito Saladino da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não vive seus melhores dias. Na verdade, talvez não seria exagero dizer que, para o tipo de serviço que a CPTM presta, a estação jamais esteve adequada. Nos últimos meses, fotografamos e utilizamos a estação com um olhar crítico. Com a notícia de que a Linha 20 poderá terminar no município de Santo André, decidimos publicar algumas considerações sobre a estação, com o objetivo de reiterar a importância de modernizar as instalações da CPTM, uma vez que a estagnação do programa de modernização reforça assimetrias indesejáveis entre os dois sistemas que compõem a rede metroferroviária, reduz a qualidade de vida da população e marginaliza os territórios e pessoas atendidas pelas parcelas “esquecidas” da rede.

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CPTM espreme seus últimos limões ao estender Linha 7 até a Estação Brás

Introdução A mudança na estratégia de operação das linhas 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) e 7-Rubi (que passou a ser Brás-Francisco Morato-Jundiaí durante os dias úteis) foi efetivada pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em 30 de outubro de 2019. Desde o primeiro da operação em novo formato, temos observado o comportamento das duas linhas, tanto na plataforma, como dentro dos trens, afinal, o COMMU não é um site de notícias, mas sim um coletivo de pessoas que deseja um transporte metropolitano melhor, até porque vivemos aqui e dependemos do transporte coletivo. A seguir, você confere nossas considerações a respeito daquela que é, na nossa opinião, uma das últimas mudanças que a CPTM será capaz de fazer sem obras de infraestrutura, que continuam sendo necessárias. Na página oficial da Companhia no Facebook, a notícia é dada em meio a relatos positivos

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Governo prometeu “metrô de superfície” na Linha 10, mas ainda não divulgou planos

Contextualização Graças às respostas macarrônicas da Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, usualmente Metrô) no Twitter, descobrimos que, a despeito do silêncio do Executivo paulista, liderado por João Doria (governador pelo PSDB) e Alexandre Baldy (secretário dos transportes metropolitanos, DEM), a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) continua sendo utilizada como “moeda de troca” para minorar as críticas ao governo, que cedeu e abandonou o projeto de uma linha de metrô leve (Linha 18-Bronze) em favor de um BRT ainda nebuloso.

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#Entrelinhas: uma controversa campanha de marketing sobre trilhos

Introdução A Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, usualmente Metrô), responsável por operação de parte da malha metroferroviária da região metropolitana, lançou recentemente a campanha “#Entrelinhas: Histórias em Movimento” e, assim como aconteceu no caso da campanha “Gente que move São Paulo” da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o tiro parece ter saído pela culatra. Antes de discutirmos os aspectos problemáticos da campanha, precisamos deixar algumas coisas muito claras na próxima seção, pensando sobre a figura da estatal.

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Planos para modernização da estação da Barra Funda impressionam

Série especial Entre os dias 03/09/2019 e 06/09/2019 a AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) realizou sua vigésima quinta edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária. O COMMU esteve presente a convite e compartilha impressões do evento por meio de uma série especial. Clique aqui para conferir todos os artigos da série já publicados até o momento. Documentos estão disponíveis desde o final de agosto Apesar do pouco alarde na mídia (incluindo a mídia especializada, que em algumas situações parece oscilar entre se portar como mera assessoria de comunicação e disseminar sensacionalismos e reducionismos dispensáveis), a concessão da Estação Palmeiras·Barra Funda está em sua fase de consulta pública, sustentada por cinco documentos disponíveis no site da Companhia do Metropolitano de São Paulo desde 21/08/2019. Reproduzimos abaixo o anúncio oficial, incluindo as hiperligações:

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CPTM e Metrô querem aumentar aposta em segmentos de publicidade e comércio varejista

Série especial Entre os dias 03/09/2019 e 06/09/2019 a AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) realizou sua vigésima quinta edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária. O COMMU esteve presente a convite e compartilha impressões do evento por meio de uma série especial. Clique aqui para conferir todos os artigos da série já publicados até o momento. Motivação inicial: sobre a forte tendência observada Alguns dos painéis e apresentações da 25ª Semana sugeriram fortemente o desejo de inverter a relação entre receitas tarifárias e acessórias, ou seja, passar a custear a maior parte da operação utilizando recursos que não dependem da tarifa, mas sim de outras atividades. Em suma, do nosso ponto de vista, a exploração mais agressiva de receitas acessórias foi a tônica durante toda a semana de tecnologia, ficando claro, em alguns momentos de forma mais explícita, em outros momentos de forma mais sutil, de que a sobrevivência dos sistemas depende de mudanças no modelo de negócio e do aumento da participação de grupos privados.

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Segregação de cargueiros definirá futura competitividade de trem para Campinas

Série especial Entre os dias 03/09/2019 e 06/09/2019 a AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) realizou sua vigésima quinta edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária. O COMMU esteve presente a convite e compartilha impressões do evento por meio de uma série especial. Clique aqui para conferir todos os artigos da série já publicados até o momento. Introdução Conversas com pessoas do setor durante o evento apontam possibilidades mais flexíveis para a futura concessão da Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), entretanto, algumas condições são desejáveis ou até mesmo mandatórias, como veremos a seguir.

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