Campo Progressista

Cidades sem rumo

Ainda que nem sempre possamos externar no Facebook nossa insatisfação, desempenhamos um esforço tentando acompanhar os mandatos de todo o legislativo dos municípios atendidos pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ou seja, pelas câmaras municipais da capital e mais vinte e duas outras cidades distribuídas na Região Metropolitana de São Paulo e na Aglomeração Urbana de Jundiaí, além disso, tentamos acompanhar também as atividades da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, ligada à esfera estadual de governo.

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Câmara de São Paulo aprovou mais formas de prejudicar quem usa ônibus

Fazendo coro à nota pública denunciando a postura covarde da Câmara Municipal de São Paulo, gostaríamos de repudiar veementemente não só substitutivo do Executivo ao PL (Projeto de Lei) 513/2019, mas também a postura negligente, preguiçosa, inconsequente e absolutamente retrógrada do Legislativo, que permitiu a aprovação de mecanismos que atacam o já combalido transporte público paulistano. É inaceitável, por exemplo, que a única força progressista a ter se manifestado contra tenha sido José Police Neto (PSD), que se absteve. Nenhuma outra abstenção ou voto contrário partiu do campo progressista, na verdade, dos 49 votos registrados, apenas um foi contrário e dois foram abstenções.

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Vila Operária da Rua João Migliari

“There are two strong conquerors of the forgetfulness of men, Poetry and Architecture” “Há dois fortes conquistadores do esquecimento do Homem (pessoa): a Poesia e a Arquitetura.” John Ruskin, Seven Lamps of Architecture — The Lamp of Memory, 1849, (Capítulo VI, § II) Na noite de 20/02/2019, o Urbanista e Arquiteto, Lucas Chiconi, decidiu compartilhar sua indignação com relação da parcela mais influente do campo progressista e a relação desta com a Zona Leste da capital e pautas de cunho mais local. O motivo da indignação: uma antiga vila operária no Tatuapé, bairro que há muitos anos passa por um processo de enobrecimento, parece estar com os dias contados. Para quem não conhece a região, a vila em questão pode ser vista no encontro das ruas Itapura (um reduto gastronômico e boêmio) e Padre Estevão Pernet, porém talvez seja mais acertado fazer referência a ela pela rua João Migliari. O local está a cerca de 500 metros da Estação Carrão da Linha 3-Vermelha do Metrô.

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O campo progressista só pode estar de brincadeira

Antes de começar, saliento que os debates sobre temas como passe livre e faixas exclusivas que, sem sombra de dúvida, possuem grande importância, seguem restritos, pior ainda, seguem sazonais, ocorrendo geralmente depois do incêndio, numa eterna e pouco frutífera corrida contra o tempo. O campo progressista (e a esquerda, principalmente), precisa colocar as mãos na cabeça e adotar uma postura mais pragmática, coesa e robusta em prol de uma agenda para a mobilidade na cidade. É nítido que o fenômeno que consolidou a cidade como principal habitat do brasileiro não vai ser revertido. A cidade corresponde ao lugar no qual passamos e passaremos a maior parte de nossas vidas, porém, ainda assim não o discutimos muito, não gostamos de falar sobre ele e não nos debruçamos sobre os problemas adequadamente. A cidade não vai deixar de existir da noite para o dia, nem perderá o protagonismo que já adquiriu. Urge que olhemos para a cidade com disposição para encarar todos os desafios a ela associados.

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Por que a nova linha da CPTM para o aeroporto internacional não chega diretamente nos terminais?

Prólogo A Linha 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi aberta ao público pela primeira vez no último sábado, 31, desde então, já ouvimos de tudo um pouco: “não chega no aeroporto”, “não serve para quem usa bagagens”, “não atende a cidade de Guarulhos”, “liga nada ao lugar nenhum” etc. Prazos e promessas do poder público A ordem de serviço para as obras civis da foi assinada em 2013 com a promessa de conclusão para 2015, postergada depois para 2016, porém as obras realmente só progrediram ao ponto de ser possível a entrega da linha em operação assistida (e limitada, com um único trem operando) no primeiro quadrimestre de 2018. Parte dos recursos vieram da Agência Francesa de Desenvolvimento.

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Tornar a CPTM subterrânea entre a Lapa e o Brás não é delírio

Contextualização Há alguns dias o COMMU publicou um artigo de minha autoria intitulado “As entrelinhas da preservação do Minhocão”, o qual foi gentilmente compartilhado pelo senhor Alexandre A. Moreira num grupo público do Facebook chamado “SP sem Minhocão!”, gerando uma reação por parte do senhor João Baptista Lago, o qual declara em seu perfil naquela mesma rede social ser fotógrafo, dirigir uma organização da sociedade civil, ser morador do bairro nobre de Santa Cecília e contar com uma formação acadêmica em universidades tradicionais, incluindo uma passagem pela França.

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Procura-se um milagre

Negligência milagrosa Intitulado “Milagre é pegar um trem 3 segundos antes das portas se fecharem”, a crônica de Jéssica Moreira romantiza suavemente a convivência do passageiro com as intermináveis obras de modernização da CPTM e a conivência com o mau comportamento, aquele mesmo que todos sabemos ser o causador de inúmeros atrasos e acidentes, mas que muitas vezes ignoramos na correria cotidiana. Vamos direto ao ponto. Um passageiro segurou a porta do trem e a passageira desesperada (vou assumir que se tratava da própria cronista) saiu correndo para entrar. Eis o tal “milagre”. Sobrou ainda espaço para superstições a respeito dos trens de carga:

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Retrocessos exigem serenidade

Enquanto a capital paulista vive altos e baixos, colecionando retrocessos, como a redução da prioridade aos ônibus, ameaças à infraestrutura cicloviária e aumento nas velocidades máximas das marginais, é preciso buscar serenidade para que a emoção não substitua completamente a razão, dificultando ainda mais o diálogo entre atores antagônicos, principalmente quando estes não passam de cidadãos comuns, os elos mais frágeis e mais numerosos de todo o processo político. Infelizmente, a metrópole continua implorando por infraestrutura, o que não é, absolutamente, “mais do mesmo”, mas resultado de um processo perverso de periferização.

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Tapa cotidiano

Sábado. Faltam uns 10 minutos para as 9h. Os trens sentido Francisco Morato circulam normalmente e a demanda, naturalmente, é baixa. No primeiro carro todos se sentam e mesmo com o maior tempo de partida, típico de um final de semana, sobram assentos. Da Luz até a Barra Funda são cerca de cinco minutos, vencidos sem muito esforço pelo hoje surrado trem de origem eslovena. Mesmo com poucas pessoas para embarcar e desembarcar, quem está na plataforma se mostra impaciente. O conflito será inevitável.

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