Guararema

Turismo ferroviário não pode ser sinônimo de saudosismo

Introdução O Diário de Mogi, jornal que costuma ter suas reportagens compartilhadas frequentemente em nossa página no Facebook, publicou em 20/08/2019 um editorial intitulado “Na contramão” e, como não poderia deixar de ser, quem está na contramão, mais uma vez, é o jornal. Verdade seja dita, nem tudo o que foi dito pel’O Diário é errado, o problema é orientar as críticas a partir de uma determinada noção, como veremos a seguir.

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O turismo na Grande São Paulo merece um olhar mais atento

Introdução Em 27/09/2018, a Agência Mural publicou uma reportagem a respeito da busca por recursos adicionais, oriundos do título de MIP (Município de Interesse Turístico). Os municípios dotados do título recebem, a cada ano, R$ 550 mil do Governo do Estado de São Paulo para que invistam no setor turístico. O tema é interessantíssimo, pois a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) abriga cerca de 20 milhões de habitantes e, considerando o uso do transporte coletivo, há um grande potencial turístico. Mesmo combinando vários meios de transporte, o custo do deslocamento ainda assim provavelmente é mais baixo do que passagens rodoviárias para destinos como a Estância Balneária de Praia Grande, que em determinados períodos do ano vê sua população ultrapassar a marca de 1 milhão de pessoas. Mais do que incentivo ao turismo por meio de repasses de recursos do erário estadual, trata-se de uma oportunidade para pensarmos a metrópole de São Paulo “fora da caixa”, fugindo de estereótipos e também de Ibirapueras e shopping centers lotados.

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Oportunismo eleitoreiro: ligação direta entre São Paulo e Mogi das Cruzes

Contexto eleitoral Chegou a hora de acompanharmos as pérolas e promessas — a diferença entre elas parece cada vez mais tênue — dos candidatos ao cargo de governador do Estado de São Paulo. Temos aqui a primeira delas. Deu no Diário de Suzano: “Doria promete trem direto até a Luz e alça na Estrada dos Fernandes”, com o atual candidato a governador que abandonou o mandato que exercia como prefeito na capital paulista afirmando genericamente que “a baldeação demanda mais tempo e por isso as pessoas demoram mais para chegar ao seu destino e na volta para casa”.

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