Guararema

Sucateamento da CPTM pode potencializar relações tóxicas com o território

Trevas no horizonte E se Tarcísio de Freitas (Rep), atual governador do estado de São Paulo, conseguir avançar com o rolo compressor? E se todas as linhas do METRÔ (Companhia do Metropolitano de São Paulo) e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) forem privatizadas? E se a privatização selar um nível de serviço degradado para toda a malha, similar aquele das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Mendes·Vila Natal)?

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Para reduzir trapalhadas com trens regionais, governo deveria adotar múltiplas tipologias

Contextualização Recentemente, duas notícias preocupantes foram publicadas pelo site Metrô CPTM: a primeira delas, voltada para o futuro TIC (Trem Intercidades) para Campinas, aponta que o governo deve descartar a necessidade de construção de pátios de manutenção pela iniciativa privada, aumentando a pressão sobre os pátios da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos); já a segunda notícia aponta uma curiosa mudança de planos, na qual o TIC para São José dos Campos seguiria pelo leito da Linha 11-Coral (Luz-Estudantes), a mais movimentada da CPTM, até desenvolver um traçado segregado em Mogi das Cruzes, supostamente utilizando a Variante do Parateí para chegar até a Estação São José dos Campos.

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Trem para Aparecida: mais um vexame jornalístico e governamental

Trem fantasma Nossa imprensa, mais uma vez, patinou na discussão da mobilidade regional no estado de São Paulo. Sem grandes surpresas, embarcou num trem fantasma para a cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba. O passeio, é claro, durou pouco e o devaneio acabou debelado em cerca de dois dias, tanto pela concessionária MRS Logística, quanto pelos preservacionistas da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), que expuseram o total amadorismo do Executivo paulista.

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Unidade de negócio!? Não, o Expresso Turístico deveria ser extinto

Parece que as prioridades andam um tanto estranhas na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos): enquanto pairam incertezas em torno da ideia de estabelecer ligações ferroviárias de caráter regional, utilizando trens confortáveis entre a capital e municípios como Campinas, Sorocaba e São José dos Campos, a estatal decidiu que vai criar uma “unidade de negócio” em torno de seu “ferrorama turístico” (aquele que utiliza uma locomotiva ultrapassada de manutenção em conjunto com carros de passageiros também de concepção superada).

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Após prejudicar futuro da CPTM, pasquim mogiano vomita editorial depreciando VLTs

Arrogância Mais uma vez, O Diário de Mogi ignorou sua incompetência, tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista eleitoral, para atacar a — há muito sepultada pelo governo estadual — possibilidade de modernização do trecho mogiano da Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com conversão tipológica: de trens pesados para trens leves. Legenda: Diagrama de municípios atendidos pela Linha 11-Coral (clique para ampliar) Ninguém elegeu o jornal para governar São Paulo ou Mogi das Cruzes. Ninguém avalizou o teor das opiniões publicadas em suas páginas, por vezes, sob um disfarce noticioso. O Diário de Mogi pode ter poder político como mídia local, mas não tem capacidade técnica e não está com a caneta do Palácio dos Bandeirantes.

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Mogi das Cruzes passará por grandes transformações. Estamos prestando atenção?

Prólogo Enquanto alguns acreditam (ou fingem que acreditam) que a revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo foi adiada por vontade popular, e não pela pressão de grupos de moradores endinheirados dos chamados “bairros tradicionais” ou “bairros nobres” situados dentro do Centro Expandido, as restrições da capital só reforçam apostas mercadológicas em municípios da região metropolitana que, por melhores que sejam, estão geograficamente distantes dos locais com maior concentração de postos de trabalho.

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Jornal mogiano cita pressão legislativa pela expansão da Linha 11. Premissas continuam rodoviaristas

O Diário de Mogi continua reciclando as baboseiras ditas em torno da expansão da Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) até o distrito de Cezar de Souza, distante cerca de 5 km a leste do atual terminal da linha, construído na década de 1970. A edição de sábado passado, 24, pelo visto, não foi suficiente e novas reportagens baseadas na edição impressa de quinta-feira, 29, continuam sendo publicadas. Em uma delas, publicada em 30/10/2020 e assinada por Larissa Rodrigues (a mesma que revelou desconhecimento em torno da ciclovia da Marginal Pinheiros, na capital paulista), o lobby da vez mira nos deputados Marcos Damásio (estadual, PL) e Marco Bertaiolli (federal, PSD). Apesar de enaltecer o papel dos mandatários, o texto, porém, não aponta emendas ou fontes de recursos para o custeio da empreitada, similarmente, não há detalhes sobre as supostas ações em prol de Mogi das Cruzes.

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Jornal mogiano sai dos trilhos, minimiza desafios e volta a defender expansão da Linha 11 até Cezar de Souza

A edição de sábado, 24, d’O Diário de Mogi revelou um novo projeto gráfico, mudanças na periodicidade da versão impressa e uma capa anunciando um conjunto de reportagens especiais sobre a Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As reportagens ocuparam quatro páginas, o que pode parecer pouco, mas para os padrões das mídias regionais da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), é bastante coisa. Legenda: Diagrama recortando as linhas da CPTM que atendem a Zona Leste da capital e a Sub-região Leste da Região Metropolitana de São Paulo De cara, a adoção do termo “trem de subúrbio” pela repórter Carla Olivo, incomoda. Consideramos que sua utilização revela anacronismo e é incapaz de descrever os atuais serviços da CPTM, ademais, o termo resgata um paradigma de operação que jamais esteve preocupado em privilegiar deslocamentos internos. Esta postura obtusa do tabloide mogiano já foi motivo de crítica pelo Coletivo no passado. Chama a atenção que Cláudio de Faria Rodrigues, atual Secretário de Planejamento e Urbanismo, conforme exposto no box “Metrô de superfície” (p. 10), diferente do jornal, reconheça que a linha já faz papel de metrô:

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Reflexões sobre o Expresso Turístico no Alto Tietê e no Grande ABC

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. Prólogo A graça do Expresso Turístico não está no trem, pois em nenhum dos trajetos a paisagem é espetacular (com exceções pontuais aqui e ali, mas bem pontuais, como talvez a Serra do Itapeti ao entardecer), nem no material rodante (que não tem nada de especial), mas nos três destinos oferecidos: Mogi das Cruzes, Jundiaí e Paranapiacaba. Parece-nos evidente o quanto os destinos oferecidos influenciam na escolha do passageiro, tanto que Mogi das Cruzes e Jundiaí possuem muito menor procura do que Paranapiacaba, o que talvez se deva ao fato de que nenhuma das duas primeiras oferecem um contacto com um lugar imediatamente icônico e pitoresco.

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Sem mudanças drásticas, ampliação do Expresso Turístico não faz sentido

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. A “nova” litorina Atualmente, o Expresso Turístico da CPTM utiliza locomotivas fabricadas há décadas e carros de passageiros tão ou mais antigos, que foram restaurados por uma organização não governamental. O arranjo é resumido a seguir pelo hotsite de turismo da Prefeitura de Jundiaí:

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