São Paulo

Os 130 km de trilhos da CPTM esquecidos dentro da capital

A rede da CPTM, com cerca de 260 km, atendendo 22 municípios, com mais de 90 estações, aproximadamente 170 trens e movimentação de quase 3 milhões de usuários em média por dia útil apresenta não só números superlativos, mas também descaso em igual ou superior escala. A capital possui cerca de 130 km (136,5 km, para ser mais exato, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos), o que é mais do que a rede do Metrô inteira, mesmo se somarmos a Linha 4, operada pela CCR ViaQuatro em regime de concessão patrocinada).

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A exaltação das dificuldades com o transporte coletivo é suficiente para que as causas sejam investigadas?

Quando falhas ocorrem em linhas como a 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, transbordam nas redes sociais críticas ao serviço da Companhia do Metrô, à superlotação e à precariedade do transporte coletivo em geral. São críticas oportunas, obviamente, mas precisamos ir além na captura do descontentamento. O problema é que reclamar da superlotação ou dizer que o transporte público é precário, é chover no molhado. Não resolve mais. É um grito de sofrimento que se tornou banal. A imprensa banaliza os casos de violência mais hediondos das grandes regiões do país e não poderia ser diferente com a mobilidade urbana de nossas metrópoles. Triste dizer, mas nunca inoportuno lembrar.

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Onde estão os serviços expressos?

Legenda: Trem da Linha 11-Coral da CPTM. Trens como este circulam nas áreas que ainda não receberam o padrão do Expresso Leste. Obras em Suzano, Ferraz e Poá, obviamente, estão atrasadas Temos hoje na chamada Zona Leste de São Paulo pelo menos 3,3 milhões de habitantes (dados de 2004), 3 linhas de trem metropolitano/metrô e um fluxo de pessoas oriundo de cidades como Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos, assim, somando a população de aproximadamente 1,2 milhões de habitantes (dados do Censo 2010), temos um superlativo número de 4,5 milhões de habitantes. Quando verificamos dados mais delicados, tais como IDH e renda média por habitante, contudo, percebemos que há algo errado, muito errado.

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Quem somos nós?

De maneira ainda embrionária, surge o COMMU, Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana, audacioso projeto em torno da mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo, com potencial para se expandir para outras regiões metropolitanas do Estado de São Paulo. Nosso objetivo é criar um espaço diferenciado de disseminação de informações sobre a mobilidade urbana, feito por quem utiliza o transporte coletivo e busca romper as barreiras das informações institucionais vazias e de matérias rasas da imprensa não-especializada.

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