Richard Melo

O serviço “expresso” da Linha 13 não é bom

No último dia 07, o Plamurb publicou o artigo “Expresso Aeroporto da Linha 13-Jade: um serviço que continua muito bom”. Como usuário diário do serviço, tendo a discordar da opinião do colega. Antes gostaria de contextualizar minha relação com a linha. Em 2020 eu morava no Parque Belém, em São Paulo, e trabalhava em Guarulhos, no bairro Novo Recreio. Por conta disso, era um usuário assíduo do serviço Connect, que ligava as estações Brás e Aeroporto·Guarulhos, passando pelas estações Tatuapé, Engenheiro Goulart e Guarulhos·CECAP. Antes disso, cheguei a usar o serviço como alternativa à lotada Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), indo até Engenheiro Goulart pelo serviço Connect e somente lá pegando a Linha 12 até a USP Leste, onde estudo. Hoje, 2023, eu moro no bairro Novo Recreio e trabalho no Itaim Bibi, na Zona Oeste da capital, sendo usuário assíduo do serviço existente entre as estações Aeroporto·Guarulhos e Luz.

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A quem interessa o desmonte da rede noturna?

Introdução Em 2015 a prefeitura de São Paulo anunciou a criação de uma rede de ônibus noturna que contemplaria praticamente toda a cidade, em substituição às linhas isoladas que existiam até então. A medida foi um grande avanço para o transporte público da capital, que possui uma vida noturna agitada mas que até aquele momento carecia de um transporte bem articulado durante as madrugadas. O atendimento dava-se por algumas linhas isoladas e pouco articuladas, como a famigerada 3310-10 (Terminal Amaral Gurgel-Terminal Cidade Tiradentes), apelidada de “Rainha da Noite” e conhecida por ser a maior linha da cidade. A rede de ônibus noturna também atendeu parcialmente a demanda de “metrô 24 horas” ao incluir serviços paralelos às ferrovias. O funcionamento de linhas de metrô ininterruptamente, pedido por várias pessoas, é inviável com a estrutura atual.

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