Metropolização Em Debate

Predinhos: egoísmo urbano “do bem” em reedição do Brooklin à Vila Madalena

Motivação Os chamados “predinhos” se transformaram numa espécie de “produto validado” para progressistas endinheirados que buscam localização estratégica, como bairros centrais com boa oferta de empregos e amenidades, com forte diferenciação em relação às classes médias e altas. O desejo (ainda que velado) de exclusividade e filtragem socioeconômica robusta é ofuscado pela tentativa de convencimento (próprio ou auxiliado pelo mercado) de que tudo não passa da busca por uma relação charmosa entre pessoas e cidade, uma versão de aço e concreto da “gastronomia afetiva” que superfatura cafés e torradas no “bairro nobre” mais próximo de você.

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Sim, adensa e deixa congestionar

Prólogo Este artigo é produto de uma série de comentários elaborados em abril de 2024, envolvendo uma verdadeira “salada” de assuntos interconectados. Seu subúrbio não é especial Sobre a privatização do trecho mais conflituoso da rodovia Raposo Tavares (entre São Paulo e Cotia), com previsão de alargamento, desapropriações e cobrança de pedágio, é preciso coragem para afirmar: quem se opõe também contribuiu para semear o projeto que se aproxima. Quando o problema estava fora dos bairros afetados pela concessão, estava tudo bem. Pedágio na rodovia ditador Castello Branco? Ok. Pedágio no sistema Anhanguera-Bandeirantes? Manda bala. Pedágio na dupla Dutra-Trabalhadores? Excelente, principalmente na Dutra.

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Exaltado, Ricardo Nunes defende complexo viário de concepção anacrônica

Com documentos em mãos, o mandatário do Executivo paulistano, reeleito em chapa encabeçada pelo fisiológico MDB (Movimento Democrático Brasileiro), insiste que inaugurará complexo viário que contará com dois túneis na região da Avenida Sena Madureira, na Vila Mariana. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ricardo Nunes (@prefeitoricardonunes)

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São Paulo não está inchada! Por um Centro Expandido denso e acolhedor

No último domingo, 10, o Movimento Salve a Sena Madureira, bem como outros grupos ativistas, organizaram uma concentração na região da Praça Lasar Segall. Nosso membro e morador da região, Lucian De Paula, esteve presente e fez uma fala importantíssima sobre direito à moradia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lucian De Paula (@lucian.dp)

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Plano Diretor da Cidade Universitária da USP: uma oportunidade a não ser perdida

No último dia 18 de outubro, foi lançado o documento com as propostas consolidadas para o novo Plano Diretor da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira da Universidade de São Paulo e, ao contrário dos planos anteriores, este plano diretor não está sendo criado dentro da estrutura burocrática da universidade, o elemento participativo está ativamente presente em sua construção, algo muito positivo para uma instituição que ainda tem suas principais instâncias de decisão uma participação pequena da população dos trabalhadores, estudantes e estudantes-moradores do campus. Mas, por outro lado, a USP é sinônimo de vanguarda e modernidade, e esse plano diretor tem a grande possibilidade de ser prova da excelência da universidade transposta para sua própria sede.

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Caça à “bruxa da verticalização” expôs contradições às vésperas do segundo turno

Recentemente, o recém-eleito vereador Nabil Bonduki (PT) — resultado para o qual contribuí, pois era um dos menos piores, e preciso dizer com todas as letras que assim o considerei — deu continuidade à sua esteira de vídeos curtos no Instagram. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nabil Bonduki (@nabil_bonduki)

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Arqos promete “cidade de 15 minutos” nas franjas do Tamboré. Viva a descentralização?

Depois do greenwashing, vem aí o timewashing? Na primeira metade de setembro, eu comentava com outros integrantes deste Coletivo sobre o que denominei “mais uma suburbada no oeste”. Após abordar o empreendimento Fazenda Itahyê, chegou a vez de falar do DISTRITQ (lê-se “distrito”), da incorporadora Arqos. Mais um empreendimento que recicla a ideia de centros de apoio da Alphaville Urbanismo, porém, sem arrasar o meio físico (terraplanando e criando urbanizações suscetíveis a alagamentos, para ser gentil na crítica).

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Direito de criticar a preservação das Vilas do Sol deve ser respeitado

Para defender um centro comercial e residencial de luxo, a Gazeta de Pinheiros, mais uma vez, retomou a interpretação ingênua do Plano Diretor Estratégico, reforçando uma noção genérica de “trabalhadores” e “interesses imobiliários”. Em tela, mais uma vez, quem especula com restrições artificiais é tratado como herói, enquanto a produção imobiliária é generalizada como uma casca vazia e de utilidade duvidosa. Legenda: Galeria da viagem ao quadrilátero em abril de 2024. Acessar o local no horário de pico vespertino a partir da Zona Leste é didático: superlotação para os mais pobres que voltam para seus lares, ociosidade no contra-fluxo para os mais ricos. O quadrilátero poderia ocupar tranquilamente o térreo e alguns andares de um ou mais edifícios de uso misto, abrindo espaço para muito mais gente desfrutar do local, mas nossa sociedade continua escolhendo os caminhos mais difíceis para preservar privilégios e irracionalidades. Clicar numa fotografia a abre na galeria com controles de navegação próprios Infelizmente, o desafio de dialogar sobre especulação é que ela, como tenho tentado explicar, é naturalizada. Ninguém compra imóvel esperando depreciação. Ninguém disputa abertamente dizendo: “quero que o preço caia tanto a ponto de ensejar prejuízo a quem comprou na última década”. Enquanto for assim, não é possível atribuir a especulação como uma característica intrínseca de quem constrói, até porque, pouco tem sido feito para capturar a produção formal.

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O túnel Sena Madureira cabe no Zoneamento? Próximos passos da luta!

Já discutimos os vícios de contrato do túnel Sena Madureira que está sendo proposto para a Vila Mariana. Ao custo de túnel de metrô, o orçamento previsto hoje é de cerca de 575 milhões, para 500 m de túnel. E a obra continua, mesmo com a admissão do diretor do consórcio contratado pelo pagamento de 1 milhão em propina para que houvesse direcionamento da licitação. Além das irregularidades de contrato, é preciso perguntar se esse túnel pode ser construído ali. O que seria “ali”? Se um lado do projeto inicia matando uma centena de árvores na Sena Madureira, a outra ponta teve seu desemboque alterado explicitamente para sobrepor e remover a comunidade da rua Souza Ramos, cujo zoneamento é uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS-1) e onde habitam, desde a década de 1940, mais de 200 famílias.

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Sena Madureira: ação popular contra túnel deverá ser extinta e obras não serão interrompidas

A seguir, reproduzimos (com pequenas adaptações) a mensagem encaminhada por Ana Clara Costa no grupo “Não ao túnel Sena Madureira” associada ao parecer. Trata-se de grupo surgido organicamente após a subprefeitura cancelar a apresentação da obra do túnel, quando motivou o primeiro protesto parando a Sena Madureira, buscando reunir pessoas moradoras da Vila Mariana e outros indivíduos afetados diretamente na comunidade da rua Souza Ramos para organizar as ações de denúncia, protestos e resistência contra a obra. Eis a mensagem:

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