O Coletivo Em Movimento

Políticas urbanas negacionistas custam vidas

No momento em que o Brasil atinge 221.000 mortes por Covid-19, somos obrigados a lidar não apenas com a inação de um governo omisso, mas com o negacionismo de entidades que se dizem defensoras da sociedade civil, cujas propostas mesquinhas e contraproducentes, se implantadas, significam a sabotagem dos poucos esforços de distanciamento social, uma proliferação maior da pandemia, e um maior número de mortes. Enquanto na semana de 29 de janeiro todas as regiões do estado de São Paulo se encontram na Fase Laranja ou Fase Vermelha do Plano São Paulo (atividades ou completamente proibidas, ou permitidas com a máxima restrição), a Associação Comercial de São Paulo (ASCP) publica um manifesto negacionista assinado por outras associações de lojistas.

Continuar lendo

Falar de mobilidade não é fazer propaganda

Muito da cobertura de mobilidade urbana não é nada mais do que uma coleção acrítica de comunicados (ou boletins, também comumente chamados de press releases ou releases de imprensa), ou seja, informações que são fornecidas para veículos de imprensa por um determinado ator da sociedade, seja ele público ou privado. Em outras palavras, a cobertura sobre mobilidade urbana costuma ser, na verdade, mínima, quase inexistente, limitando-se ao papel de mera reprodutora de mensagens alheias, sem apurar, sem criticar e sem enriquecer as informações.

Continuar lendo

Você sabe que 2021 também será uma bela porcaria

Desde sua criação, em 2014, o COMMU discute o transporte público e as cidades da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo). Com o passar do tempo, temos percebido que nossas discussões, na verdade, representam um conjunto de visões para o futuro das cidades nas quais vivemos e depositamos nosso sangue, suor e sonhos. Algumas das visões são mais palatáveis do que outras, mas todas nos parecem necessárias. Nossas visões para o futuro envolvem desde coisas simples, como boas calçadas, mais ciclovias e prioridade para os ônibus no sistema viário, até coisas mais delicadas e complexas, como aumento das ligações de transporte sobre trilhos, desmonte de rodovias urbanas e reorganização do transporte regional de passageiros em todo o estado.

Continuar lendo

Balanço de atividades 2020

Novo site No mês de junho nosso novo site finalmente foi lançado, representando uma ruptura com a plataforma Medium, que desde 2014 abrigava toda a nossa produção textual. Apesar das sugestões recebidas de outros membros, o árduo trabalho de colocar o site no ar foi executado por apenas uma pessoa, que estudou as tecnologias disponíveis no mercado, contratou a hospedagem e o domínio e iniciou a migração de todos os artigos, num processo moroso e frustrante, que levou meses (de 13 de junho até 1 de setembro) para ser concluído.

Continuar lendo

COMMU participa de live com candidatura da periferia da Zona Leste

No dia 10 de setembro (quinta-feira), nosso membro Lucian De Paula participou de uma live com Toninho Vespoli, pré-candidato a vereador pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), estavam também presentes Giulia Grillo (Ciclocidade), Leandro Vallim (Politize) e Márcia Fernog (Bike Zona Leste). A conversa teve cerca de 90 minutos de duração e permeou uma série de temas relevantes para a mobilidade urbana em São Paulo, seja por transporte coletivo, seja por modos ativos (bicicleta e a pé).

Continuar lendo

COMMU participa de conversa com candidatura de Piracicaba

Introdução O COMMU recorrentemente comenta, propõe e cobra melhorias nas políticas públicas voltadas à mobilidade na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) e ocasionalmente na MMP (Macrometrópole Paulista). Temos um posicionamento que é facilmente identificado como de esquerda e progressista. Com isso em mente, embora não façamos apoio a nenhum partido em particular, não é possível ser apolítico e se isolar das instituições responsáveis por propor, executar e fiscalizar políticas públicas.

Continuar lendo

COMMU e Bike Zona Sul participam de live sobre mobilidade urbana

Participaram do evento Caio César e Matheus Barboza (COMMU) e Paulo Alves (Bike Zona Sul). Cada um de nós teve 15 minutos para falar sobre mobilidade e mais alguns minutos para considerações finais. A live foi organizada e transmitida pela página SOS Transportes M’Boi Mirim, coordenada pelo Jailson, morador da região do Jardim Capela. Caio César alertou para os riscos envolvidos na concessão das linhas 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí), 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú). Na opinião do militante, os contratos serão pouco arrojados e congelarão o futuro de milhares de passageiros, uma vez que a duração é de 30 anos e renovações costumam ser comuns (vide as experiências com rodovias paulistas ou mesmo com a malha metroferroviária da Região Metropolitana do Rio de Janeiro).

Continuar lendo

Entre 12 participantes de mesa sobre mobilidade organizada pelo Instituto de Engenharia, não havia nenhuma mulher

Admitimos que somos um coletivo de indivíduos muito menor e, sem falsa modéstia, menos relevante do que o Instituto de Engenharia (fundado em 1916), ainda assim, como coletivo de indivíduos, o COMMU faz parte da sociedade civil organizada. Temos convicção que as discussões envolvendo temas caros à mobilidade e às cidades precisam ser mais inclusivas, contemplando a diversidade étnica-racial e de gênero tão presente no tecido social. Finalmente, acreditamos que o Instituto de Engenharia, por sua trajetória, não encontrará entraves para incluir mais mulheres em futuros debates e seminários. O evento do Instituto de Engenharia foi transmitido pelo YouTube.

Continuar lendo

Nota pública contrária ao Projeto de Lei 217/2020

Mais uma vez, alterações no Plano Diretor e no Zoneamento são propostas de forma irregular pela Câmara dos Vereadores Projeto de lei em discussão pode aumentar as desigualdades no longo prazo Está em tramitação na Câmara dos Vereadores de São Paulo o Projeto de Lei (PL 217/2020) que propõe alterar estratégias e parâmetros do Plano Diretor de 2014 e da Lei de Zoneamento de 2016, sob o mote da criação de um Plano Emergencial de Ativação Econômica. Essa proposta altera normas urbanísticas, sem evidências de que haverá impacto positivo na economia, utilizando-se da pandemia para tramitar sem amplo debate com a sociedade. Além disso, esse PL pode acirrar ainda mais as desigualdades socioespaciais do município. Se a COVID-19 colocou na pauta do dia esse grande problema da nossa sociedade, os incentivos urbanísticos propostos no PL podem piorar a desigualdade no longo prazo, como apresentamos a seguir:

Continuar lendo

Gostou? O COMMU está de casa nova!

A utilização do Medium, que parecia prática e infalível em 2014, acabou ficando desgastada com o passar do tempo. Ao longo do nosso “casamento” com o Medium, os problemas foram diversos e foi ficando claro que não havia outra solução: precisávamos migrar. Abaixo, resumimos os principais problemas que permearam nossa trajetória até aqui: O suporte ao português brasileiro, que nunca foi pleno (chegamos a ter problemas com caracteres acentuados durante um período); As inconveniências do modelo de negócio da plataforma começaram a crescer, com banners e outros elementos incentivando agressivamente a criação de uma conta; Com as mudanças constantes para monetização de conteúdo por parte do Medium, começamos a temer perda de visibilidade, já que a plataforma se fechou para o mundo anglófono e nunca tivemos um bom controle das métricas de acesso (o que tornava impossível falar em otimização para resultados em buscadores, o famoso SEO, Search Engine Optimization); Em várias situações o Embedly saiu do ar e os artigos ficaram com parte do conteúdo indisponível; Quando o Embedly não suportava o tipo de conteúdo a ser embarcado, nós não tínhamos nenhuma alternativa a não ser inserir uma hiperligação tradicional, uma imagem estática ou criar o conteúdo dentro de um site suportado pelo Embedly, o que limitava a interconectividade; O formato de publicações do Medium se mostrou muito limitado, porque não só estávamos disputando visibilidade, mas também disputando o interesse num ambiente que não convidava à exploração; Não tínhamos um “cartão de visitas” adequado e, com o abandono da opção de registro de domínios, o Medium basicamente deixou claro que queria distribuir conteúdo sem dar grande relevância para quem o criava, fortalecendo apenas a própria marca; A integração com outras redes e, principalmente, com plataformas de financiamento coletivo, era muito restrita ou então inexistente. O novo site (made in Zona Leste, diga-se de passagem) está muito melhor integrado com as nossas redes sociais e nossa página no Facebook, principal janela entre o COMMU e o mundo, fica sempre em evidência no rodapé. Nossas duas principais publicações no Medium, Trens Metropolitanos e Metropolização em Debate, seguem listadas na seção Artigos, lógica que também se aplicará à nossa terceira (e menos movimentada) publicação: O Coletivo em Movimento. Nossa série fotográfica sobre as centralidades da Região Metropolitana, chamada de Série Centros, ficará no Medium por enquanto, uma vez que se tratou de uma iniciativa experimental de pequeno alcance, mas não está descartada a criação de uma galeria de fotos no futuro.

Continuar lendo