Ônibus

Ônibus em São Paulo: outra audiência “mais do mesmo”?

Graças à gentileza do nosso membro Lucian De Paula, soube que o vereador Nabil Bonduki (PT) realizará uma audiência pública na data de hoje. A iniciativa é um esforço conjunto com a vereadora Renata Falzoni (PSB). Estranhamente, não consegui encontrar uma divulgação recente da audiência nas redes sociais dos dois mandatos (considerando X e Instagram). O evento parece ter circulado apenas pelo WhatsApp, o que não inspira lá muita confiança, lamento.

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Análise do fluxo de pedestres no Terminal Central de Mauá

Durante recente visita ao município, tive a oportunidade de analisar o movimento no terminal e percorrer diversas vezes o trajeto em direção ao lado B. Observei que a maioria dos usuários prefere descer pela plataforma C — o caminho mais direto — e, em seguida, atravessam diagonalmente em direção às plataformas F, G e H, onde há uma abertura no guarda-corpo. Vale destacar que o acesso oficialmente indicado seria pela plataforma A, que de fato oferece maior segurança por dispensar travessias.

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Criatividade defensiva: como a mobilidade marginalizada me fez um escritor melhor

Se você me vir xingando a 574J-10, já sabe: a disciplina de Bases Matemáticas voltou à minha rotina universitária. E, junto dela, voltou também o roteiro tragicômico que une a Vila Formosa, na Zona Leste paulistana, à avenida Kennedy, em São Bernardo do Campo, costurado por linhas que não se encontram, corredores que nem sempre existem e escolhas de transporte dignas de um teste de resistência. Legenda: Avenida Kennedy às 22h47 de 10 de março de 2025: ciclovia/pista de caminhada se destaca e oferece “tapete vermelho” em meio à arborização (à direita, está o Parque Raphael Lazzuri) Sim, voltarei a cursar a disciplina que persiste como um karma do meu ciclo acadêmico — e, como não poderia deixar de ser, isso envolve voltar a atravessar a metrópole de leste a sudeste com a leveza de um saco de cimento.

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Farsa e planejamento. Planos patinam da contratação à execução

Introdução A cada ciclo de gestão municipal, um novo prazo. Desde 2015, os Planos de Mobilidade Urbana (PlanMobs) se arrastam nas gavetas das prefeituras da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), ora por inércia, ora por conveniência. Em 2025, uma década depois do prazo original, pelo menos 12 municípios ainda não cumpriram a obrigatoriedade legal de produzi-los. Entre eles, Caieiras. A constatação veio de forma peculiar: uma publicação do Portal Dois Pontos no Instagram que cita uma matéria da Globo que sequer estava disponível quando foi mencionada pelo jornal local. Até agora, não circulou nenhuma lista oficial dos municípios retardatários, reforçando a percepção de ausência de dados sobre um dos elementos mais fundamentais para o bom funcionamento das cidades da região. Bem… ao menos, na teoria.

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Pesquisa Origem e Destino 2023: comentários preliminares

Introdução Este artigo está saindo com quase uma semana de atraso, mas considerando o comportamento infantilizado e baseado numa reatividade de extremo curto-prazo, quero frisar, desde já, que os resultados da última Pesquisa Origem e Destino são bastante preocupantes. Não consigo expressar quão preocupantes são, considerando principalmente a trajetória crítica que desempenho no Coletivo, os apontamentos presentes no relatório da pesquisa. A Pesquisa Origem e Destino é uma das mais tradicionais e completas em matéria de mobilidade, sendo um insumo relevante para o planejamento da operação e da expansão da rede metropolitana de transporte e, possivelmente, de alguns sistemas de caráter estritamente municipal que se entrelaçam com a rede sob responsabilidade do governo do estado.

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99Moto, sintoma da omissão e da preguiça (de burocratas a intelectuais)

Enquanto tratamos a 99 como uma barraquinha de churros em algum rincão, minimizando a presença da empresa, os problemas continuam se avolumando em meio à crise de representatividade que tem corroído a esquerda. Olhares atentos devem ter percebido que o artigo anterior fez referência à proposta para um “sistema super local” — pela qual peço desculpas pela redação, pois suspeito que o texto foi retalhado para se adequar às limitações da prefeitura paulistana —, feita há cerca de quatro anos. É óbvio que nada aconteceu desde então, reforçando a noção de que o ambiente no qual 99, Uber e afins se instalam é fértil.

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Concorrência desleal do 99Moto visa criar outro exército de idiotas

A oferta de serviços de ride-hailing envolvendo motocicletas está longe de ser uma novidade na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo). Empresas como a gigante chinesa DiDi Chuxing, proprietária da 99, já exploram o serviço na vizinhança invisível da capital paulista. Em municípios como São Bernardo do Campo, por exemplo, não é muito difícil evidenciar o embarque de passageiros em motocicletas ao longo de avenidas como a Senador Vergueiro, mas apesar de toda a riqueza, o quinto PIB (Produto Interno Bruto) paulista virtualmente não tem relevância na discussão sobre a cidade de São Paulo, embora a cidade esteja conurbada e relativamente próxima da Zona Sudeste; em Franco da Rocha, um município bem mais pobre, a queda de braço foi perdida.

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Plano Diretor da Cidade Universitária da USP: uma oportunidade a não ser perdida

No último dia 18 de outubro, foi lançado o documento com as propostas consolidadas para o novo Plano Diretor da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira da Universidade de São Paulo e, ao contrário dos planos anteriores, este plano diretor não está sendo criado dentro da estrutura burocrática da universidade, o elemento participativo está ativamente presente em sua construção, algo muito positivo para uma instituição que ainda tem suas principais instâncias de decisão uma participação pequena da população dos trabalhadores, estudantes e estudantes-moradores do campus. Mas, por outro lado, a USP é sinônimo de vanguarda e modernidade, e esse plano diretor tem a grande possibilidade de ser prova da excelência da universidade transposta para sua própria sede.

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O tímido programa de Rodrigo Valverde para Mogi das Cruzes

Introdução Rodrigo Valverde encabeça a chapa do Partido dos Trabalhadores (PT) para a prefeitura de Mogi das Cruzes. Estando no seio do bolsonarismo e no quintal do Partido Liberal (PL) de Valdemar da Costa Neto, não tenho dúvidas de que a vida política de Valverde não deve ser das mais simples. A vida, às vezes, pode envolver escolhas. Valverde escolheu ser candidato. Eu escolhi construir um coletivo ligado à mobilidade urbana na região metropolitana. Dada a minha relação com Mogi das Cruzes, preciso tecer críticas ao principal programa de governo progressista do Alto Tietê.

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COMMU comenta programa de governo de Ricardo Nunes

Para localizar outros dados em relação à candidatura, incluindo o programa de governo, basta acessar a página correspondente no Sistema DivulgaCandContas. Meio Ambiente pra frente, cuidando de gente. ATRIBUÍDO-001. Definimos uma estratégia abrangente para enfrentar os desafios ambientais da nossa cidade, que envolve a integração do desenvolvimento das Áreas de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM) com habitação social, lazer e empregos verdes. Atuaremos nos assentamentos precários da Billings e Guarapiranga, no marco legal do Programa Mananciais, que poderão beneficiar até 40 mil domicílios. Criaremos novos parques, revitalizaremos os existentes e expandiremos a arborização. No setor de transporte, reduziremos emissões com veículos “zero emissões” para carga fracionada e incentivaremos a substituição da frota de transporte escolar por alternativas que não utilizam energia fóssil. A gestão de resíduos também é prioridade, com metas ambiciosas para compostagem, reciclagem e logística reversa. A modernização dos serviços de coleta e destinação de resíduos, o uso de biometano em veículos e a criação de áreas verdes em espaços de canalização de tráfego complementam a estratégia. Intensificaremos ações de saúde e bem estar animal, com o combate aos maus tratos aos animais e fortalecimento dos hospitais veterinários municipais.

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