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Trens não operam no vácuo e merecem mais conversas adultas

Acredito que problematizar o uso e ocupação do solo é indispensável para que a sociedade rompa com discursos eleitoreiros e oportunistas envolvendo o transporte sobre trilhos. A natureza do transporte sobre trilhos pode ser descrita como indelével e impactante, ou seja, dependente de obras caras, demoradas, que causam grandes incômodos e transformam a paisagem de uma maneira praticamente irreversível. A natureza do transporte sobre trilhos, entretanto, não torna a malha homogênea. A distribuição dos trilhos pelo espaço não se traduz numa mesma capacidade de acesso ou numa mesma conectividade. Não se traduz, nem mesmo, numa mesma qualidade urbanística das cercanias (ou seja, das imediações das linhas) ou de uma taxa de atividade similar (relação entre pessoas residentes e empregos gerados localmente).

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A rede invisível

Introdução Em 22 de maio, detectei que um trabalho potencialmente interessante apareceu no Teses USP, mas, ao folheá-lo, fiquei com a impressão de que ele falhou na interpretação da malha. A seguir, quero discutir o que pode ser considerado um conjunto de impressões preliminares e, ao mesmo tempo, parte de uma leitura que talvez não volte a ser retomada. Não prometo uma segunda ou terceira parte sobre o trabalho que abordo a partir deste ponto.

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Amizade ou vassalagem?

Em sua recente visita ao Alto Tietê, o atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou clara a chantagem que se tornou regra em seu mandato: para ele, a discussão dos pedágios em rodovias que passam por solo mogiano não só está superada, mas faz parte de um modelo inevitável. O governador bolsonarista considera que o pedágio é um pilar inegociável da concessão almejada, que, por sua vez, é a única maneira de viabilizar a retirada de recursos do erário. Para Tarcísio, sem contar com a presença de capital privado, São Paulo simplesmente não tem capacidade para encarar os desafios que sua administração enxerga.

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Pesquisa Origem e Destino 2023: comentários preliminares

Introdução Este artigo está saindo com quase uma semana de atraso, mas considerando o comportamento infantilizado e baseado numa reatividade de extremo curto-prazo, quero frisar, desde já, que os resultados da última Pesquisa Origem e Destino são bastante preocupantes. Não consigo expressar quão preocupantes são, considerando principalmente a trajetória crítica que desempenho no Coletivo, os apontamentos presentes no relatório da pesquisa. A Pesquisa Origem e Destino é uma das mais tradicionais e completas em matéria de mobilidade, sendo um insumo relevante para o planejamento da operação e da expansão da rede metropolitana de transporte e, possivelmente, de alguns sistemas de caráter estritamente municipal que se entrelaçam com a rede sob responsabilidade do governo do estado.

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Sim, adensa e deixa congestionar

Prólogo Este artigo é produto de uma série de comentários elaborados em abril de 2024, envolvendo uma verdadeira “salada” de assuntos interconectados. Seu subúrbio não é especial Sobre a privatização do trecho mais conflituoso da rodovia Raposo Tavares (entre São Paulo e Cotia), com previsão de alargamento, desapropriações e cobrança de pedágio, é preciso coragem para afirmar: quem se opõe também contribuiu para semear o projeto que se aproxima. Quando o problema estava fora dos bairros afetados pela concessão, estava tudo bem. Pedágio na rodovia ditador Castello Branco? Ok. Pedágio no sistema Anhanguera-Bandeirantes? Manda bala. Pedágio na dupla Dutra-Trabalhadores? Excelente, principalmente na Dutra.

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Plano Diretor da Cidade Universitária da USP: uma oportunidade a não ser perdida

No último dia 18 de outubro, foi lançado o documento com as propostas consolidadas para o novo Plano Diretor da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira da Universidade de São Paulo e, ao contrário dos planos anteriores, este plano diretor não está sendo criado dentro da estrutura burocrática da universidade, o elemento participativo está ativamente presente em sua construção, algo muito positivo para uma instituição que ainda tem suas principais instâncias de decisão uma participação pequena da população dos trabalhadores, estudantes e estudantes-moradores do campus. Mas, por outro lado, a USP é sinônimo de vanguarda e modernidade, e esse plano diretor tem a grande possibilidade de ser prova da excelência da universidade transposta para sua própria sede.

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Terminal Vila Carrão × greve no Metrô: alternativas

Introdução Com o gigantismo de São Paulo e um jornalismo cada vez mais precarizado, não raramente, fiquei com a percepção de que a cobertura da imprensa deixou a desejar durante as greves em diferentes linhas do sistema metroferroviário. Neste artigo, gostaria de compartilhar algumas estratégias para a região que eu estou chamando de “bacia do Terminal Vila Carrão”. Inserção do Terminal Vila Carrão Conforme o mapa a seguir, o referido terminal está localizado à Avenida Dezenove de Janeiro, 884, mais ou menos no meio dos troncos viários que articulam tanto as antigas cercanias da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) em direção ao leito da ferrovia, notadamente na porção paralela e adjacente à Radial Leste, quanto os novos vetores de expansão ao longo do rio Aricanduva.

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Preteridas pelos jornais, linhas do Trem Metropolitano brilharam em meio à greve

Encarar as ruas paulistanas durante uma greve da Companhia do Metropolitano (normalmente, grafada como Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), para muitas pessoas, não temos dúvidas, é sinônimo de incerteza e aborrecimento. Ontem, 24 de março, diante da intransigência dos dirigentes do Metrô e do governador recém-eleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), São Paulo amanheceu sem a operação das linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena), 3-Vermelha (Corinthians·Itaquera-Palmeiras·Barra Funda) e 15-Prata (Vila Prudente-Jardim Colonial).

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Apenas gente estúpida defende privatização durante uma greve

A postura revela, além de ausência de consciência de classe e do ruído provocado por reacionários de fora do estado, uma imensa dose de estupidez, que ainda não sabemos ser fruto de maucaratismo ou ingenuidade. Considerando a arquitetura problemática da Câmara de Compensação, que tem sido questionada devido ao descolamento entre a “tarifa de balcão” (aquela que o passageiro efetivamente paga) e a “tarifa real”, aquela que a concessionária efetivamente recebe, sugando recursos das operadoras estatais, bem como os problemas acintosos da concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Mendes·Vila Natal), é lamentável a insistência de alguns em pautar a privatização de forma revanchista e desqualificada.

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COMMU comenta programa de governo de Tarcísio Freitas

Este artigo representa outro de nossos esforços na observação das eleições como pessoas cidadãs e eleitoras, especialmente preocupadas com os rumos das regiões metropolitanas da Macrometrópole Paulista, sobretudo com a Região Metropolitana de São Paulo. Assim como já fizemos com o candidato Fernando Haddad (PT), desta vez, avaliamos o programa de governo do candidato Tarcísio Freitas (Republicanos). Para tanto, reproduzimos a parte do programa que acreditamos estar mais próxima das discussões e anseios que alimentamos, tecendo comentários quando julgamos adequado.

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