Covid-19

Falta de equipamentos de proteção no Metrô e na CPTM motiva criação de abaixo-assinado

Fomos informados por uma fonte anônima de que a seguinte mensagem tem circulado entre funcionários das empresas estatais de transporte sobre trilhos de São Paulo: Olá! Estamos organizando um abaixo-assinado exigindo melhores condições para os funcionários do transporte público de São Paulo. Atualmente, a empresa não nos disponibiliza nem mesmo os EPIs básicos, recebemos apenas máscara de papel, e os colegas pertencentes aos grupos de risco foram forçados a retornar ao trabalho. Não queremos parar, mas queremos que o Estado nos dê o mínimo de condição para sobreviver! Por favor, se você valoriza os profissionais do transporte, que não pararam em nenhum momento desta pandemia, nos ajude com sua assinatura e compartilhe com seus amigos e familiares!

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Filha do liberalismo à brasileira, SuperVia continua dando maus exemplos durante a pandemia

Recentemente, um vídeo alcançou mais de 15 mil interações (entre curtidas e compartilhamentos) no Twitter, nele, um trem da SuperVia, concessionária de uma parcela da malha metroferroviária da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, parte superlotado e com portas abertas de uma estação do Ramal Japeri. Para tornar a situação mais dramática, é possível perceber que o passageiro abaixou a máscara poucos segundos antes de o trem começar a partir. Na mesma data de publicação do vídeo, a SuperVia utilizou o Twitter para justificar a má prestação de serviços, alegando que “em função das fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana, com incidência de raios, neste momento o ramal Japeri opera com intervalos irregulares e possíveis paradas para aguardo de sinalização durante a viagem”.

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Políticas urbanas negacionistas custam vidas

No momento em que o Brasil atinge 221.000 mortes por Covid-19, somos obrigados a lidar não apenas com a inação de um governo omisso, mas com o negacionismo de entidades que se dizem defensoras da sociedade civil, cujas propostas mesquinhas e contraproducentes, se implantadas, significam a sabotagem dos poucos esforços de distanciamento social, uma proliferação maior da pandemia, e um maior número de mortes. Enquanto na semana de 29 de janeiro todas as regiões do estado de São Paulo se encontram na Fase Laranja ou Fase Vermelha do Plano São Paulo (atividades ou completamente proibidas, ou permitidas com a máxima restrição), a Associação Comercial de São Paulo (ASCP) publica um manifesto negacionista assinado por outras associações de lojistas.

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Folha de S.Paulo acerta em podcast e proporciona reflexões indispensáveis sobre transporte público

Contextualização Além do reforço positivo com relação à defesa de pedágio urbano e da priorização da circulação dos ônibus no sistema viário, gostaríamos de destacar uma edição recente do podcast Café da Manhã da Folha de São Paulo, que abordou o transporte público no pós-pandemia. O podcast, que logo de início se destaca por construir uma atmosfera semelhante àquela encontrada num ônibus lotado, foi permeado por reflexões e informações trazidas pelos repórteres Artur Rodrigues e Thiago Amâncio. A partir delas, este Coletivo gostaria de, humildemente, aprofundar e trazer outros pontos para enriquecimento de dois aspectos do debate.

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CPTM negligencia proteção de funcionários durante epidemia

Com o crescimento das medidas de restrição na circulação de pessoas, parte importante das estratégias de contenção do COVID-19, saberíamos que, mais cedo ou mais tarde, receberíamos relatos e informações envolvendo o transporte metropolitano. Após algumas semanas de crescente isolamento preventivo, o Sindicato da Sorocabana enviou ao COMMU um release de imprensa no qual apontava que “obteve na Justiça Regional do Trabalho importante vitória para a prevenção o dos funcionários da CPTM contra o novo coronavírus, especialmente para os trabalhadores das linhas 8 e 9 da CPTM, que em tempos normais são responsáveis pelo transporte de 1 milhão de pessoas diariamente”. De imediato, ficamos assustados, afinal, o líder do Executivo paulista e atual governador, João Doria (PSDB), tem sido firme nas últimas coletivas de imprensa, sempre acompanhado de nomes relevantes na atual conjuntura, como as equipes de saúde da capital e do próprio governo do estado. Quando um sindicato afirma que precisou intervir para garantir medidas de proteção mínimas, podemos concluir algumas coisas:

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