Grande Abc

Extinção da EMTU vem a reboque da Emplasa e aprofunda efeitos do municipalismo

Introdução No último quadrimestre letivo da UFABC (Universidade Federal do ABC), tive a oportunidade de produzir um ensaio ligado à governança metropolitana, como parte de uma disciplina que aborda modelos de governança e participação social. A metropolização da capital paulista e os municípios do entorno, culminando posteriormente na criação da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), no ano de 1974, ainda durante a ditadura, bem como os desafios de sua governança em meio às transformações socioeconômicas e políticas de um Brasil redemocratizado, são temas que recorrentemente surgem nas discussões entre os membros mais ativos do COMMU em nosso grupo no Telegram.

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Concessão para reconstrução e exploração comercial do Terminal Central de Mauá é publicada

Após notícias referentes à reforma e construção dos terminais do Itapark, Itapeva e Zaíra, na cidade de Mauá, no ABC Paulista, foi publicado na última quinta-feira (16) no Diário Oficial do Município a concorrência pública número 003/2020. A publicação consiste na “concessão de uso parcial de espaço público para exploração comercial, mediante a realização de obras de reestruturação e modernização do terminal rodoviário do município de Mauá, respectivo passeio público e entorno”. O Terminal Central de Mauá está localizado na Praça XXII de Novembro, ao lado da estação Mauá da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na margem nordeste da ferrovia. Cerca de 45 linhas municipais, operadas pela Suzantur Mauá, têm como destino o terminal.

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Reflexões sobre o Expresso Turístico no Alto Tietê e no Grande ABC

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. Prólogo A graça do Expresso Turístico não está no trem, pois em nenhum dos trajetos a paisagem é espetacular (com exceções pontuais aqui e ali, mas bem pontuais, como talvez a Serra do Itapeti ao entardecer), nem no material rodante (que não tem nada de especial), mas nos três destinos oferecidos: Mogi das Cruzes, Jundiaí e Paranapiacaba. Parece-nos evidente o quanto os destinos oferecidos influenciam na escolha do passageiro, tanto que Mogi das Cruzes e Jundiaí possuem muito menor procura do que Paranapiacaba, o que talvez se deva ao fato de que nenhuma das duas primeiras oferecem um contacto com um lugar imediatamente icônico e pitoresco.

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Sem mudanças drásticas, ampliação do Expresso Turístico não faz sentido

Série especial Recentemente participei de uma discussão no fórum SkyscraperCity que basicamente tratava do potencial de exploração de serviços ferroviários turísticos na malha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Devido à extensão da discussão, decidi transformá-la numa pequena série de artigos, incorporando a visão das discussões internas do Coletivo. Clique aqui para acessar todos os artigos já publicados. A “nova” litorina Atualmente, o Expresso Turístico da CPTM utiliza locomotivas fabricadas há décadas e carros de passageiros tão ou mais antigos, que foram restaurados por uma organização não governamental. O arranjo é resumido a seguir pelo hotsite de turismo da Prefeitura de Jundiaí:

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Terminal da futura Linha 20 no ABC mal conta com acessibilidade e plataformas cobertas

Introdução Aventada como possível terminal da Linha 20-Rosa (até então Lapa-Afonsina), a Estação Prefeito Saladino da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não vive seus melhores dias. Na verdade, talvez não seria exagero dizer que, para o tipo de serviço que a CPTM presta, a estação jamais esteve adequada. Nos últimos meses, fotografamos e utilizamos a estação com um olhar crítico. Com a notícia de que a Linha 20 poderá terminar no município de Santo André, decidimos publicar algumas considerações sobre a estação, com o objetivo de reiterar a importância de modernizar as instalações da CPTM, uma vez que a estagnação do programa de modernização reforça assimetrias indesejáveis entre os dois sistemas que compõem a rede metroferroviária, reduz a qualidade de vida da população e marginaliza os territórios e pessoas atendidas pelas parcelas “esquecidas” da rede.

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Os novos terminais de Mauá

Contextualização No último sábado, de acordo com reportagem do Diário do Transporte foi publicado no Diário Oficial de Mauá a concorrência pública para construção e reforma de terminais de Mauá. As obras contam com recurso de 16,8 milhões, a verba é corresponde à primeira de duas etapas de um pacote no total de aproximadamente 33 milhões, provenientes do PAC Mobilidade, que contemplarão, na segunda etapa, a construção do corredor de ônibus da Avenida Itapark. As ordens de serviço haviam sido assinadas pelo prefeito Átila Jacomussi no primeiro trimestre de 2018. Neste primeiro momento, deverão ser construídos dois novos terminais, Itapark e Zaíra e no Itapeva, o terminal existente será totalmente remodelado.

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Governo prometeu “metrô de superfície” na Linha 10, mas ainda não divulgou planos

Contextualização Graças às respostas macarrônicas da Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, usualmente Metrô) no Twitter, descobrimos que, a despeito do silêncio do Executivo paulista, liderado por João Doria (governador pelo PSDB) e Alexandre Baldy (secretário dos transportes metropolitanos, DEM), a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) continua sendo utilizada como “moeda de troca” para minorar as críticas ao governo, que cedeu e abandonou o projeto de uma linha de metrô leve (Linha 18-Bronze) em favor de um BRT ainda nebuloso.

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Gestão frouxa da EMTU transmite abandono e descaso

Introdução Contatar a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) pelos canais oficiais é garantia de respostas genéricas, enviadas na forma de e-mails sem assunto, que não raramente chegam em horários nada comerciais, incluindo domingos. O relacionamento entre a estatal e os passageiros, que dependem dos serviços de permissionários e concessionários, não demonstra ser capaz de entregar soluções e melhorias. Marasmo É lamentável observar que a empresa não possui nenhuma prioridade orçamentária, pois claramente não vai entregar nenhum dos corredores projetados nas gestões passadas.

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Turismo ferroviário não pode ser sinônimo de saudosismo

Introdução O Diário de Mogi, jornal que costuma ter suas reportagens compartilhadas frequentemente em nossa página no Facebook, publicou em 20/08/2019 um editorial intitulado “Na contramão” e, como não poderia deixar de ser, quem está na contramão, mais uma vez, é o jornal. Verdade seja dita, nem tudo o que foi dito pel’O Diário é errado, o problema é orientar as críticas a partir de uma determinada noção, como veremos a seguir.

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Governo intensifica substituição de trens na Linha 10, mas idade dos trens provoca confusão

Contextualização Depois de frustrar moradores e frequentadores dos municípios do Grande ABC, nomeadamente Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, João Doria (PSDB), atual governador do estado, não perdeu tempo em anunciar que a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) seria convertida em metrô, tentando minorar as críticas em torno da troca de uma linha de metrô leve (que utilizaria monotrilhos) por um sistema de corredores rápidos de ônibus (conhecidos pela sigla BRT, que significa Bus Rapid Transit).

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