Mobilidade Urbana

Doria, quer expandir a rede de metrô rapidamente? Pergunte-nos como!

Depois de escrever uma proposta que permite que o governo combine serviços metropolitanos e regionais otimizando o desenho do material rodante e ampliando a extensão de plataformas, voltamos a olhar para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para sugerir uma mudança substancial nas diretrizes que parecem ter norteado a expansão da rede até o momento. Se o governo atual, que tem João Doria (PSDB) como líder do Executivo, está tão comprometido com a reforma da máquina estatal, deveria buscar fusões inteligentes, ao invés de cortes preocupantes. CMSP (Companhia do Metropolitano de São Paulo), CPTM, EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e Emplasa (Empresa de Planejamento Metropolitano Sociedade Anônima) deveriam ser combinadas numa única empresa, responsável por todo o transporte e planejamento a ele associado, em toda a Macrometrópole Paulista (MMP; conjunto das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas que formam uma impressionante mancha, na qual vive a maior parte da população do estado de São Paulo). O objetivo é colocar fim à disputa velada de orçamento e do rebaixamento recorrente da CPTM e da EMTU, que sempre ficam no prejuízo e não conseguem tirar seus projetos do papel — mais grave ainda é observar a fragmentação crescendo ao longo dos anos, enfraquecendo planos secretariais, esquemas de comunicação visual e até mesmo a política tarifária.

Continuar lendo

Governo intensifica substituição de trens na Linha 10, mas idade dos trens provoca confusão

Contextualização Depois de frustrar moradores e frequentadores dos municípios do Grande ABC, nomeadamente Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, João Doria (PSDB), atual governador do estado, não perdeu tempo em anunciar que a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) seria convertida em metrô, tentando minorar as críticas em torno da troca de uma linha de metrô leve (que utilizaria monotrilhos) por um sistema de corredores rápidos de ônibus (conhecidos pela sigla BRT, que significa Bus Rapid Transit).

Continuar lendo

Populismo ameaça implantação de trens regionais no Estado de São Paulo

Nos últimos meses tem sido constante a necessidade de explicar que não figura como boa prática compartilhar trilhos entre trens de carga, trens regionais e trens metropolitanos, mas a máquina governamental e a imprensa (incluindo veículos especializados) parecem pouco preocupados com a realidade e as possíveis consequências. A última eleição já tinha dado sinais. Atualização (20/06/2019, 21h44): publicamos um vídeo sobre o tema no Facebook e no YouTube, que complementa este e os outros artigos:

Continuar lendo

Trem intercidades ignorar Mogi das Cruzes é apenas a ponta do iceberg

Contextualização No final de maio, O Diário de Mogi, transparecendo a miopia que tipicamente assola as reportagens do tabloide mogiano sobre o transporte metroferroviário, bradou sobre o nebuloso trem intercidades entre as regiões metropolitana de São Paulo e do Vale do Paraíba e Litoral Norte: Só não definiu se os trens de passageiros virão por Mogi, dividindo espaço com os subúrbios, ou se utilizarão o ramal do Parateí, o que alijaria a cidade dessa melhoria. Uma questão para entrar no radar de deputados que representam Mogi e região na Assembleia e Câmara. A hora de colocar o trem na rota de Mogi é essa, antes que a licitação seja realizada.

Continuar lendo

Plano Cicloviário de São Paulo vai para aprovação em audiências públicas

Depois de organizados 10 workshops onde uma centena de ciclistas se reuniu com técnicos da CET, SMT, colaboradores da Iniciativa Bloomberg (BIGRS) e os membros da Câmara Temática de Bicicleta , encontra-se em fase de sistematização e aprovação a nova versão do Plano Cicloviário de São Paulo, acessório ao Plano Municipal de Mobilidade Urbana — PlanMob/2015 . A cidade de São Paulo, que teve a expansão da infraestrutura de segurança cicloviária completamente suspensa pelo ex-prefeito João Dória, apesar de protestos , acena intenções de finalmente retomar a instalação de ciclovias e ciclofaixas, e de levar a sério o compromisso da Visão Zero reconhecido pelo Plano de Segurança Viária e o objetivo presente no Plano de Metas da gestão de reduzir de 7,07 para 6 mortes/100 mil habitantes.

Continuar lendo

Minhocão já poderia ter sido demolido, mas seguimos insistindo em premissas duvidosas

Contextualização A ideia de que a demolição do Minhocão (oficialmente Elevado Presidente João Goulart) provocará uma hecatombe em São Paulo é repetida por algumas pessoas sempre temas envolvendo o patético elevado ressurgem. A justificativa geralmente gira em torno das seguintes premissas duvidosas: (i) é preciso investir no transporte público primeiro; e (ii) é preciso investir no transporte individual primeiro, fornecendo pelo menos uma nova alternativa viária. Nada mais equivocado, como veremos neste artigo.

Continuar lendo

BikeSP e o Cartão Ciclista

Quem nunca experimentou, provavelmente tem uma certa preguiça de ir para o trabalho de bicicleta. Muitas vezes por nunca ter pensado na possibilidade ou simplesmente acreditar que o trajeto seja inviável. Mas quem faz seus deslocamentos para o trabalho de bicicleta geralmente começou com o apoio de outros ciclistas. É uma transição bem intimidante de se fazer sem nenhum incentivo. Legenda: Bicicletário de funcionários na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo Como forma de estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, em setembro de 2016, a gestão Haddad aprovou a Lei Nº 16.547/16 de autoria do vereador José Police Neto, que institui o BikeSP. Um programa que nasce integrado ao Plano Municipal de Mobilidade Urbana e que se propõe a pagar trabalhadores da cidade para que utilizem a bicicleta em parte ou em todo o trajeto até o trabalho.

Continuar lendo

Ciclovias compartilhadas

Legenda: Largo São Bento. Fotografia: Nicolas Le Roux Só pra explicar uma coisa sobre “ciclovias sobre calçada” que quase ninguém parece saber, nem mesmo o novo prefeito eleito. Pensei nisso porque esta foto é particularmente explicativa e me lembrou do assunto. É extraordinário o descaso generalizado com as calçadas de São Paulo. Por quê? Porque apesar de ser passeio público, desde um decreto-lei da década de 50 as calçadas são responsabilidade dos proprietários do lote lindeiro. Isso resultou no gigantesco descaso pela calçada, na total falta de manutenção, buracos, desníveis, degraus, privatização do espaço, rampas de garagem, obstáculos mil. A situação precária das calçadas de São Paulo é conhecida, notória, e acho difícil alguém discordar que a situação geral é ruim, certo?

Continuar lendo

Por que é tão difícil discutir a mobilidade na região do Grande ABC?

Introdução Nos últimos meses a Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra), que tem tudo para ser mais uma PPP (parceria público-privada) fracassada, tem sido envolvida em discussões sobre mobilidade urbana que adotam as premissas erradas e, como não poderia deixar de ser, chegam a conclusões equivocadas ou até mesmo desonestas. Considerando que já travamos uma série de discussões na página, que temos vários membros que moram e/ou estudam e/ou trabalham em municípios do Grande ABC (também chamado de ABC Paulista, ABC, ABCD e ABCDMMR, embora a denominação oficial seja Sub-região Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo) e que não seria de bom tom ignorar o que vem acontecendo, estamos publicando um artigo a respeito.

Continuar lendo

Editorial desinforma e distorce operação da CPTM em Mogi

Introdução O Diário de Mogi é um jornal de alcance regional que já tinha se tornado uma espécie de anedota na primeira metade da década de 2000, quando suas reportagens sobre a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) apareciam em grupos de discussão sobre ferrovias no Orkut e no Facebook, muitas vezes sendo motivo de chacota. Com a mudança no regime de operação da Linha 11-Coral (Luz-Guaianazes-Estudantes), o tabloide mogiano reitera seus esforços para seguir produzindo um jornalismo de questionável qualidade, uma vez que coloca a opinião na frente da apuração factual.

Continuar lendo