Política

Esquinas mortas ou indignação seletiva?

Contextualização Nos últimos dias, o corte de uma figueira na Vila Mariana foi assunto em diferentes redes sociais, por diferentes pessoas, incluindo pessoas com ensino superior completo e trajetória acadêmica inegável. Foram várias as manifestações que, embora legítimas, parecem repetir os cacoetes de sempre. Quero, aqui, desafiar a ideia de “morte de uma esquina” presente em diferentes momentos nas últimas semanas. Legenda: Algumas das publicações realizadas em redes sociais. Uma bolha muito bem conectada escolhe sem remorso suas preocupações e a cidade incluída nelas é do tamanho de uma ervilha. Clique na montagem para abri-la e ampliá-la Para começarmos bem, que tal sermos objetivos desde os primeiros parágrafos? O empreendimento The Rose é o responsável pela supressão arbórea e está localizado junto a um importante acesso da Estação Ana Rosa das linhas 1-Azul e 2-Verde do METRÔ (Companhia do Metropolitano de São Paulo), no encontro da rua Domingos de Moraes com a avenida Conselheiro Rodrigues Alves (lado oposto à rua Vergueiro, portanto).

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Verônica Bilyk volta a atacar COMMU em audiência sobre quadrilátero elitista

Legenda: Slide exibido durante a transmissão da audiência da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente no canal da Câmara Municipal de São Paulo. Fica a pergunta: seria inclusivo um quadrilátero com imóveis de 4 a 7 milhões em lotes monofuncionais? Clicar na imagem também reproduz o vídeo no YouTube Embora a mandatária tenha pedido por respeito nos minutos iniciais da audiência, Verônica Bilyk, publicitária e empresária que já foi proprietária de um bistrô polonês em Pinheiros (veja mais aqui, aqui, aqui e aqui) e candidata à Câmara de São Paulo pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) em 2024, reagiu negativamente pouco depois de um comentário inicial nosso no YouTube, contrariando eventualmente as orientações. O Coletivo não se rendeu à baixaria.

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São Paulo é refém de preservacionismos com critérios duvidosos

Sobre a recente demolição do edifício da Cultura Inglesa que funcionava na rua Deputado Lacerda Franco, classificado no Instagram como “icônico” e “de valor histórico” por Nabil Bonduki (PT), queremos aproveitar para reeditar alguns comentários na forma de um artigo, para que nosso latim não seja enterrado no submundo das redes pegajosas de Mark Zuckerberg. De partida, há que se compreender que as pessoas (frequentadoras e, sobretudo, moradoras) do bairro ou da vizinhança mais imediata, correspondem a uma pequena fração da cidade, não podendo ser descartada a possibilidade de protagonismo nas opressões em escala metropolitana que estão ligadas com a preservação de tecidos (ou seja, fragmentos do espaço que humanos transformam para viver) repletos de edifícios de baixo gabarito (ou seja, de pouca altura) e baixa densidade (ou seja, que abrigam poucos habitantes). Pinheiros é apenas um bairro.

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Dane-se Pinheiros e a esquerda caviar

Quando figuras proeminentes da esquerda brasileira, como Nabil Bonduki (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) publicam em suas redes sociais, sempre vale avaliar não só os comentários, mas a moderação (ou a falta dela) em relação às ideias de potenciais pessoas eleitoras. Seriam alguns comentários um termômetro de um eleitorado que demonstra ser viciado em volante e cidades pouco densas e muito segregadas? Aparentemente, sim. As tristes demonstrações são constantes e é difícil observá-las com passividade.

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Paisagens invisíveis

Prólogo Pequenas alterações foram realizadas para explorar possibilidades inexistentes na rede social, além disso, foram feitas pequenas alterações para adequar o conteúdo à proposta do site. Superlotação: subproduto de uma paisagem excludente Legenda: Versão sem recorte da publicação original, de 3 de março. Trem superlotado no Serviço 710 (embarque para viagem entre as estações Ipiranga e Santo André), pico vespertino. Clique para abrir e ampliar “ O problema nunca foi "gente demais". Fim de papo. Não ataque as periferias. Questione privilégios. Ninguém aqui está dissimulando. Ninguém aqui está defendendo construtora.

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Amizade ou vassalagem?

Em sua recente visita ao Alto Tietê, o atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou clara a chantagem que se tornou regra em seu mandato: para ele, a discussão dos pedágios em rodovias que passam por solo mogiano não só está superada, mas faz parte de um modelo inevitável. O governador bolsonarista considera que o pedágio é um pilar inegociável da concessão almejada, que, por sua vez, é a única maneira de viabilizar a retirada de recursos do erário. Para Tarcísio, sem contar com a presença de capital privado, São Paulo simplesmente não tem capacidade para encarar os desafios que sua administração enxerga.

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Quadrilátero de luxo não é “oásis”

O recente caso do Quadrilátero Vilas do Sol, mais uma vez, expõe uma argumentação criativa (para não dizer desonesta) e polarizadora, que pouco contribui para a construção de uma agenda robusta em torno da melhoria da urbanidade das cidades da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo). Pelas falas de Nabil Bonduki (PT), vereador eleito na última eleição, a região apresenta um modelo que equilibra a verticalização. Discurso perigoso. Luxo, herdeirismo e hipocrisia. Nabil, você legislará para quem? Lamentavelmente, de novo, encontramos um mandato de um partido de origem operária e metalúrgica se perdendo nos devaneios de herdeiras milionárias e, pior, oferecendo combustível para avaliações distorcidas do espaço. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nabil Bonduki (@nabil_bonduki)

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Luxo, herdeirismo e hipocrisia. Nabil, você legislará para quem?

Lamentavelmente, de novo, encontramos um mandato de um partido de origem operária e metalúrgica se perdendo nos devaneios de herdeiras milionárias e, pior, oferecendo combustível para avaliações distorcidas do espaço. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nabil Bonduki (@nabil_bonduki)

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O contorcionismo urbanístico de Bob Fernandes e Mauro Calliari

Em 21 de janeiro, Bob Fernandes entrevistou o doutor em urbanismo Mauro Calliari, que mais uma vez poderia ter sido menos genérico e mais cuidadoso em suas colocações, principalmente após nos presentear com platitudes em torno da rodovia Raposo Tavares no final de 2024. Legenda: Vídeo de 21 de janeiro do canal de Bob Fernandes Sendo muito objetivo, eu perdi uma hora do meu precioso tempo para ouvir ainda mais platitudes! O âncora, apesar da longa trajetória jornalística, não parece ter se preparado adequadamente e deixou escapar muito senso comum sobre temas ligados ao urbanismo, num país que, como admitiu o doutor, tem a maioria de sua população vivendo em cidades. Será que a maioria de nós não merecia mais respeito?

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Com extinção da CPTM no horizonte, ainda há o que dizer?

Em meio à privatização da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), tenho me perguntado se há muito mais o que cobrir criticamente para o Coletivo. À medida que os contratos de concessão são celebrados, temos uma noção mais ou menos clara em torno dos investimentos futuros. Como já apontado por mim no âmbito deste Coletivo, o histórico sugere uma redução nos investimentos: média irrisória de R$/ano e ausência de grandes obras de infraestrutura, mesmo algumas intuitivamente necessárias, como a expansão da Linha 13-Jade (Eng. Goulart-Aeroporto·Guarulhos) em direção à porção sudeste da capital, facilitando o acesso às novas (e mais relevantes) centralidades de negócios nas regiões da Paulista e Berrini.

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