2022

Em mais um dia de greve de ônibus, CET repete receituário ultrapassado

Em mais uma greve dos ônibus dos operadores privados do sistema estrutural da SPTrans (São Paulo Transporte), a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) repete receituário ultrapassado e privilegia o automóvel, liberando faixas exclusivas e corredores de ônibus para que sejam invadidos por automóveis, caminhões e motocicletas. É sintomático que a CET continue prejudicando a infraestrutura de priorização do transporte público sobre pneus, negando, por exemplo, que a despeito da paralisação das linhas do sistema estrutural, permanecem circulando as chamadas “lotações”, geralmente ônibus de menor porte que fazem parte do sistema local, responsável por atendimentos entre bairros, incluindo linhas alimentadoras para terminais de ônibus urbanos da SPTrans e estações do sistema de metroferroviário.

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Unidade de negócio!? Não, o Expresso Turístico deveria ser extinto

Parece que as prioridades andam um tanto estranhas na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos): enquanto pairam incertezas em torno da ideia de estabelecer ligações ferroviárias de caráter regional, utilizando trens confortáveis entre a capital e municípios como Campinas, Sorocaba e São José dos Campos, a estatal decidiu que vai criar uma “unidade de negócio” em torno de seu “ferrorama turístico” (aquele que utiliza uma locomotiva ultrapassada de manutenção em conjunto com carros de passageiros também de concepção superada).

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Alta dos combustíveis e a falta de consciência

É lamentável que a experiência adquirida com a implantação e operação de ônibus elétricos convencionais, por exemplo, não tenha nenhum papel relevante para ensejar propostas nas campanhas. O surgimento do Corredor Metropolitano ABD, que atende aos municípios de Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André e São Paulo, é fruto de uma série de esforços envidados a partir da década de 1970, marcada pelos choques que ficaram conhecidos como crises do petróleo e, mesmo assim, parece não servir de exemplo, tanto com relação aos acertos, quanto com relação aos equívocos.

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Concessão das linhas 8 e 9 macula história da CPTM

Este artigo é o segundo de uma série especial de artigos sobre os 30 anos da CPTM. Quem acompanha nossa produção de conteúdo há algum tempo, sabe que temos na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) um foco especial, fruto de uma visão de longo prazo para o desenvolvimento socioeconômico não só da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) e da RMJ (Região Metropolitana de Jundiaí, recém-criada), que abriga municípios de extrema importância para a economia paulista, como a capital, São Paulo, e cidades como as de Barueri, Mogi das Cruzes, Osasco, São Bernardo do Campo e Santo André. As sete linhas do Trem Metropolitano da CPTM se colocam como o principal sistema nervoso dessa mancha urbana, sendo seu único meio de transporte de alta capacidade verdadeiramente capilar na escala metropolitana, assumindo o desafio de transportar pessoas entre 23 municípios.

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Contra privatização da CPTM, comitê marca ato para segunda-feira, 20

Depois de realizar um ato na Estação Palmeiras·Barra Funda e lançar um abaixo-assinado, o CLCP (Comitê de Luta Contra a Privatização da CPTM) convoca a classe trabalhadora, a juventude e os movimentos populares para que compareçam em novo ato pela revogação da concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Mendes·Vila Natal) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O ato está previsto para ser realizado próxima segunda-feira, 20, às 18 horas, em frente ao Terminal Grajaú, conforme publicação no Facebook e no Instagram. Na edição mais recente do Sobre Trilhos, o boletim informativo da Comitê, o valor de R$ 5 milhões, a ser pago pela CCR a título de remunerar a CPTM pelo auxílio à concessionária ViaMobilidade é questionado: “tudo indica que esses 5 milhões não representam nada além de uma parte mínima dos valores que a CPTM repassará na forma de peças novas e mão de obra”.

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Contra privatização da CPTM, comitê marca ato para segunda-feira, 13

O CLCP (Comitê de luta contra a privatização da CPTM) realizou a divulgação de um ato a ser realizado na Estação Palmeiras·Barra Funda, que visa conscientizar a classe trabalhadora dos malefícios associados à concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi-Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco-Mendes·Vila Natal) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O maquinista Lucas Dametto, ligado ao CLCP, divulgou mensagem em vídeo destacando que o processo de transferência das linhas para a iniciativa privada se deu em condições estranhas. Para Dametto, a ViaMobilidade, empresa ligada ao grupo CCR, se valeu da dívida bilionária com o governo estadual para abocanhar as duas linhas. Em junho de 2021, o veículo de jornalista investigativo The Intercept também publicou reportagem a respeito, na qual destacou que a coincidência também foi estranhada pela bancada do Partido dos Trabalhadores, que realizou denúncia ao TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).

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Nova Tamoios: um remédio caro e ineficaz para o subdesenvolvimento

O anúncio de inauguração da Nova Tamoios, a nova pista de descida ligando o Vale do Paraíba ao Litoral Norte de São Paulo, concentra-se na obra de engenharia. São números faraônicos (“o maior túnel rodoviário do Brasil, com 5.555 m!”) e hipérboles ligadas à tecnologia, ou a um pretenso baixo impacto ambiental. Há apenas uma menção direta ao uso dessa obra cara, pra além de generalidades que se fala de qualquer obra, como empregos gerados na construção e desenvolvimento regional: ela vai “reduzir o tempo de viagem pela metade”.

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O seccionamento de linhas como a 574J-10 está atrasado e precisa ser defendido

O município de São Paulo possui um dos maiores sistemas de ônibus do continente americano, no entanto, a promessa de uma reforma, dando continuidade ao choque de racionalização ocorrido durante a gestão da Marta Suplicy, então no Partido dos Trabalhadores (PT), jamais foi cumprida. Legenda: As duas tipologias de sistemas de ônibus comumemente adotadas (Guia TPC, p. 17) Seja pela ligação afetiva de alguns operadores com linhas com as quais sentem terem contribuído por um ou mais motivos, seja pelo populismo de políticos eleitos, seja pela ausência de infraestrutura ou resistência para melhor utilização da infraestrutura existente, São Paulo tem patinado na construção de uma rede de ônibus, que substitua o atual sistema, caótico, incoerente e com sérios problemas de velocidade média, oferta de lugares e articulação local e regional.

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Entusiasta canadense retrata Metrô de São Paulo e repete velhos cacoetes em torno da CPTM

Em seu canal no YouTube, Reece se apresenta para um público de cem mil inscritos como urbanista e analista de transportes coletivos de massa. Situado em Toronto, no Canadá, Reece discute não só sistemas norte-americanos, mas também sistemas localizados em virtualmente qualquer lugar do mundo. O fato de o RMTransit ser um canal voltado a um público de nicho, infelizmente, não impediu que Reece repetisse alguns cacoetes comuns acerca dos sistemas sobre trilhos da Região Metropolitana de São Paulo.

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Bucha de canhão: demissão de maquinista da ViaMobilidade evitará novos acidentes?

Noticiada pela mídia especializada e pelos grandes veículos de imprensa, a demissão do maquinista responsável pela condução da composição da Linha 8-Esmeralda (Júlio Preste-Itapevi-Amador Bueno) que se chocou contra uma barreira de contenção na Estação Júlio Prestes, não oferece nenhuma garantia para as pessoas que dependem dos serviços da ViaMobilidade, empreitada que envolve os grupos CCR e RuasInvest. De fato, o que tem sido noticiado é que existe uma abissal disparidade salarial, além de diferenças nas escalas e suspeitas de que não houve tempo suficiente para treinar as equipes. Não faz diferença alguma se a ViaMobilidade alega que cumpriu o contrato e não faz diferença alguma se o governo estadual alegar que o contrato não apresenta irregularidades.

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