Ciclovia que tira espaço da CPTM vira pretexto para defesa de vias marginais expressas
Os fins não justificam os meios: rodoviarismo atrai rodoviarismo. Quando um grupo de arquitetos e ciclistas ignora o papel do transporte público, marginalizando a ele e a seus usuários, que até o momento não foram ouvidos, passa ser apenas uma questão de tempo até alguém aparecer pedindo mais asfalto, mais trânsito, mais carro. E este alguém, infelizmente, apareceu. Hoje, 2 de agosto, O Diário de Mogi, mais uma vez, demonstrou que não respeita a ferrovia e não está preocupado com quem dela depende. É lamentável encontrar, em pleno ano de 2020 e numa cidade que possui quatro estações da Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) e inúmeras possibilidades de atrelar o desenvolvimento urbano e socioeconômico ao sistema metroferroviário, a insistência em ideias anacrônicas de vias marginais e vias expressas, pior ainda, redundantes.