Ônibus

Praia na Região Metropolitana de São Paulo? Temos!

Introdução No Riacho Grande, moradores e visitantes podem desfrutar de um amplo deck de madeira junto ao passeio público, quiosques com mesas e cadeiras, restaurantes flutuantes e uma pequena faixa de areia, com algumas árvores complementando o conjunto. Trata-se da prainha, como é conhecido o local, cujo principal acesso não poderia ter recebido um nome mais apropriado: Avenida da Praia. Assim como acontece com os bairros vizinhos da represa de Guarapiranga, o Riacho Grande também está situado numa área de proteção aos mananciais, sendo que a orla da prainha está às margens da represa Billings.

Continuar lendo

5 sinais de que o paulistano ainda não atingiu a maturidade

Abaixo estão elencadas cinco situações comuns, todas acompanhadas de alguns comentários e esclarecimentos. Em alguns casos, foram incluídas fotografias também. 1. Defender bairros residenciais de baixa densidade ao lado de importantes centralidades Aqui temos um dos maiores reflexos de um processo de urbanização fragmentado e conduzido pelo mercado, que quando não estava desregulado o suficiente, buscava capturar o poder público para garantir a predominância de suas práticas, supostamente as melhores práticas.

Continuar lendo

Avaliando o serviço suburbano Artesp entre Itapevi e São Roque

Prólogo Numa linda tarde de sábado, 23 de setembro de 2017, passageiros se enfileiram num ponto mal sinalizado na região central de Itapevi. Esperam por um ônibus que conecta Itapevi a São Roque, passando pelo distrito de São João Novo. Trata-se de uma ligação que opera entre duas metrópoles: a de São Paulo e a de Sorocaba. Estamos numa espécie de “limbo institucional” e a EMTU não tem poder de atuação; a Artesp, responsável por fiscalizar o transporte rodoviário, é quem regula — de forma bastante frouxa, diga-se de passagem — o serviço.

Continuar lendo

Concessão dos terminais de ônibus do Metrô: cadê a participação social?

O terreno está pronto Originalmente se falou em 17 terminais, conforme nós do COMMU adiantamos em artigo publicado em 21/09/2016, mas parece que o número final já está fechado: 15, a maioria deles na Linha 3-Vermelha (Itaquera-Barra Funda). São Paulo terá 15 terminais de ônibus integrados a estações do...São Paulo terá 15 terminais de ônibus integrados a estações do Metrô concedidos à iniciativa privada. Veja quais serão ▶

Continuar lendo

Carta aberta: licitação dos ônibus em São Paulo

Na última quarta-feira (28/06) aconteceram as mais recentes audiências públicas regionais sobre a licitação do transporte sobre ônibus da cidade de São Paulo e assim como no dia 01/06, eu estive presente para participar e colaborar com o processo na audiência realizada na subprefeitura de Itaim Paulista. Os trabalhos começaram com a definição das regras de como seria feito o processo, assim, seriam quinze minutos de apresentação das diretrizes do projeto pelos técnicos da SPTrans, seguido por falas de três minutos por pessoas previamente inscritas e respondidas de pronto pela equipe técnica e, para finalizar, leitura e resposta às perguntas escritas.

Continuar lendo

Reclame menos e colabore mais

Durante os últimos meses tem sido particularmente difícil produzir conteúdo para o COMMU, na realidade, nunca foi fácil, mas algumas reações de leitores e seguidores suscitam um verdadeiro sentimento de revolta, daí o título “Reclame menos e colabore mais”. Desde que começamos a “brincadeira” de escrever com profundidade, fugindo de um olhar distante e descompromissado (que, por sinal, é típico da imprensa tradicional), recebemos pouca ou nenhuma contribuição. Um elogio aqui e outro acolá, sim, recebemos, mas não é comum receber mensagens oferecendo ajuda ou de pessoas interessadas em participar com maior proximidade. Para que um coletivo seja coletivo, ele precisa de pessoas. Falar de transporte coletivo, que é algo que a maioria da população usa, deve atrair pessoas, certo? Errado! A realidade tem nos enviado sonoros nãos, dia após dia.

Continuar lendo

Bate-papo com a SPTrans no Maio Amarelo

Introdução Centro de São Paulo, manhã de sábado, garoa e céu nublado, assim era a atmosfera da região que abriga o MobLab da SPTrans, local escolhido para sediar o primeiro encontro da estatal após as últimas eleições para a prefeitura da capital paulista. Confira o vídeo da transmissão na página da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. Dentro do espaço, porém, o clima era outro: pelo menos uma dúzia de pessoas aguardava pelo início do evento. O COMMU marcou presença, ainda que não tenha sido possível fazer perguntas durante: faltou tempo para responder tantas dúvidas, várias delas de aspecto local, voltadas a linhas e bairros específicos. O secretário Sérgio Avelleda espera que o encontro ganhe periodicidade e possa ocorrer num intervalo que vai de 45 a 60 dias.

Continuar lendo

Por que a ideia de Doria para a EMTU pode ser um tiro no pé?

Introdução Encurtar linhas com o objetivo de racionalizar o transporte por ônibus é uma ação relativamente comum na capital e até mesmo em alguns pontos da metrópole, contudo, esforços em prol da racionalização costumam ser acompanhados de três elementos: Estudos/pareceres técnicos; Políticas tarifárias e; Investimentos em terminais de integração e corredores exclusivos. Até o momento, não há nenhum estudo público disponível para consulta, muito diferente das audiências públicas e planos da EMTU, que geralmente podem ser consultados, sendo possível até desenterrar planos jurássicos.

Continuar lendo

Outra concessão no horizonte: 17 terminais de ônibus do Metrô

Desestatização Sem dúvidas, a audiência é parte integrante de mais uma das manobras do programa de desestatização do Governo do Estado de São Paulo, tanto que no dia seguinte, 23/09/2016, está prevista outra audiência no mesmo local, que visará discutir a concessão da Linha 5-Lilás (atualmente Capão Redondo-Adolfo Pinheiro, futuramente Capão Redondo-Chácara Klabin). Neste caso, já há um evento no Facebook, organizado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que convida interessados e interessadas a comparecerem para se opor às intenções do governo paulista.

Continuar lendo

Jardim Zaíra: Será possível solucionar o problema dos congestionamentos de um bairro tão populoso?

Introdução O Jardim Zaíra é o maior bairro da cidade de Mauá, no Grande ABC, contando com uma população calculada em quase 80 mil habitantes, segundo Censo de 2010 do IBGE. O bairro é composto majoritariamente por residências, sendo boa parte dessas em aglomerados subnormais, e um eixo comercial bem dinâmico, onde é possível encontrar agências bancárias, supermercados, lojas das mais variadas, clínicas odontológicas, escolas de idioma, entre outras variedades. A principal e mais longa via do bairro é a Avenida Presidente (sic) Castello Branco, com quase 3,5 km, é por ela que se estendem a maioria dos serviços utilizados pela população do Jardim Zaíra e adjacências, incluindo uma estação de transferência de ônibus, parte de um sistema tronco-alimentador. A via é majoritariamente composta por uma pista simples com uma faixa de rolamento por sentido e faixas para estacionamento ao longo de diversos trechos.

Continuar lendo