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Candidato propõe transporte sobre trilhos para Barueri, mas discurso tem problemas

Introdução O período eleitoral cria um ambiente farto para a disseminação dos mais variados tipos de ideias, nem sempre com os devidos cuidados. De olho nas candidaturas para as prefeituras e vereanças dos mais de 30 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, nós do COMMU fomos surpreendidos pelas falas do candidato Reinaldo Monteiro (PROS), um dos proponentes à Prefeitura de Barueri, na Sub-região Oeste, principalmente aquelas noticiadas pelo Diário da Região, em reportagem intitulada "Candidatos sugerem aero trem contra trânsito em Osasco e Barueri".

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Rede de cidades novas especializadas poderia financiar trens regionais de alta performance

Série especial Organizada para ocorrer entre os dias 01/09/2020 e 04/09/2020, a vigésima sexta edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária, organizada pela AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) em formato gratuito e virtual, revela importantes trabalhos ligados ao transporte de média e alta capacidade, produzidos por diferentes atores. O COMMU mais uma vez compartilha impressões do evento por meio de uma série especial. Clique aqui para conferir todos os artigos da série já publicados até o momento.

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Folha de S.Paulo acerta em podcast e proporciona reflexões indispensáveis sobre transporte público

Contextualização Além do reforço positivo com relação à defesa de pedágio urbano e da priorização da circulação dos ônibus no sistema viário, gostaríamos de destacar uma edição recente do podcast Café da Manhã da Folha de São Paulo, que abordou o transporte público no pós-pandemia. O podcast, que logo de início se destaca por construir uma atmosfera semelhante àquela encontrada num ônibus lotado, foi permeado por reflexões e informações trazidas pelos repórteres Artur Rodrigues e Thiago Amâncio. A partir delas, este Coletivo gostaria de, humildemente, aprofundar e trazer outros pontos para enriquecimento de dois aspectos do debate.

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Região Sudoeste: a mais esquecida da metrópole

Panorama geral Segundo definição da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, atualmente em processo de liquidação), a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é formada por seis sub-regiões. Legenda: Mapa da Região Metropolitana de São Paulo. Fonte: Emplasa (sem data) Esclarecido isso, vamos falar da sub-região Sudoeste. De todas as sub-regiões da RMSP, a Sudoeste possui a peculiaridade de não possui um único quilômetro de trens metropolitanos ou corredores de ônibus. Algumas cidades, como Taboão da Serra, sequer possuem terminais de ônibus. Dessa forma, podemos colocar a sub-região Sudoeste como a mais atrasada da RMSP em matéria de mobilidade urbana.

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Sobreposições da nova Linha 20-Rosa são preocupantes e evidenciam disputa entre atores estatais

A Linha 20-Rosa atual (Santa Marina-Santo André, com projeto funcional sendo contratado) teve trechos na região da Faria Lima aparecendo no PITU (Plano Integrado de Transportes Urbanos) 2020 (1999) como propícios para demanda de VLP (Veículo Leve sobre Pneus) em superfície. Os demais sequer eram citados. Enquanto isso, a atual Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Alvarenga) aparecia como metrô. Já no PITU 2025 (2007), o trecho da Faria Lima da Linha 20 era citado como Corredor Urbanístico de média capacidade, propício para BRT ou VLT em superfície. Os demais trechos sequer eram citados. Enquanto isso, a atual Linha 18 aparecia como Corredor Urbanístico de média capacidade.

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Monotrilho: precisamos de mais bom senso na discussão sobre a Linha 15

A interdição da Linha 15-Prata (Vila Prudente-São Mateus) por parte da Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, corriqueiramente grafada como Metrô) exacerba a crise de imagem da companhia e, sobretudo, da própria linha, que tem sofrido com o que parece ser um misto de equívocos típicos, que permeiam todas as obras, ineditismo e outros equívocos maiores, cuja explicação até hoje não foi tornada pública. Muito antes da chegada a São Mateus, foi no mínimo estranho receber notícias de que o ribeirão da Moóca, que corre sob a Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, havia sido negligenciado, passando ao largo do delicado e complexo processo de planejamento que, esperamos, ocorre antes das obras civis de grande envergadura, como é o caso da construção de uma linha de metrô leve, tal qual a Linha 15-Prata. Nada disso, no entanto, tem balizado as críticas, ou pelo menos, a maioria delas que encontramos. O que tem ocorrido é um verdadeiro teatro de horror, exibindo uma peça de drama no qual uma série de personagens dissemina sentenças alarmistas sem, no entanto, sustentá-las. O final da peça parece ser trágico: condenação política da tecnologia e de seu fornecedor, Bombardier, que acaba de ser integrado à gigante francesa Alstom (aquela mesma que ficou conhecida pela participação no que ficou conhecido como “cartel dos trens do Metrô de São Paulo”).

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Abismo tecnológico separa portais de transparência do Metrô e da CPTM

Enquanto a Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, comumente grafado Metrô) ostenta um portal de transparência baseada numa plataforma dedicada e especialmente desenhada para abertura de dados (DKAN), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua improvisando soluções dentro do Microsoft SharePoint. Legenda: Portal de transparência do Metrô (esquerda) e CPTM (direita) A primeira má impressão com relação ao portal da CPTM começa com os ícones: além da ausência de um ícone para a seção “Prestação de Contas / Contratos de Publicidade”, o alinhamento é, no mínimo… curioso.

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Monotrilho: capacidade está longe do esgotamento

Notícias abordando as estratégias de contenção de fluxo de passageiros na Linha 15-Prata (Vila Prudente-São Mateus) parecem ter desencadeado a noção de que uma das mais novas linhas da Companhia do Metropolitano de São Paulo, poucos meses após chegar em São Mateus, na periferia da capital paulista, teve sua capacidade esgotada. Nada mais falso. Segundo dados oficiais acerca da infraestrutura, sabe-se que 189 carros integram a frota da Linha 15-Prata, sendo que as composições, que possuem 7 carros cada, nos picos circulam a cada 3 minutos e 40 segundos (204 segundos). Ora, se as composições possuem 7 carros cada, temos 189 ÷ 7 = 27 trens. Ora, se a cada 3,4 minutos um trem passa, temos 60 ÷ 3,4 = 17 trens/hora. Cada trem possui capacidade de carregar pouquíssimo mais que 1.000 passageiros, de forma que a oferta é de cerca de 17 mil lugares/hora. Como a linha opera em via dupla, a oferta deve ser calculada por hora e por sentido, então, simplificadamente, são 17 mil lugares/hora por sentido ou 34 mil lugares/hora no total. Não é uma capacidade impressionante, porém, a linha foi projetada para operar com 75 segundos de intervalo nos picos, não 204 segundos. Numa postura cética e conservadora, mesmo que os 75 segundos sejam uma capacidade estritamente de projeto, sem viabilidade técnica, poderíamos assumir 120 segundos (2 minutos) de intervalo possível nos picos, o que exigiria mais trens e a operação do Pátio Ragueb Chohffi, mas significaria uma oferta de 30 mil lugares/hora por sentido ou 60 mil lugares/hora no total. A capacidade quase dobrou e a redução foi apenas 1 minuto e 40 segundos. Não tem segredo.

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#Entrelinhas: uma controversa campanha de marketing sobre trilhos

Introdução A Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ, usualmente Metrô), responsável por operação de parte da malha metroferroviária da região metropolitana, lançou recentemente a campanha “#Entrelinhas: Histórias em Movimento” e, assim como aconteceu no caso da campanha “Gente que move São Paulo” da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o tiro parece ter saído pela culatra. Antes de discutirmos os aspectos problemáticos da campanha, precisamos deixar algumas coisas muito claras na próxima seção, pensando sobre a figura da estatal.

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Planos para modernização da estação da Barra Funda impressionam

Série especial Entre os dias 03/09/2019 e 06/09/2019 a AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) realizou sua vigésima quinta edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária. O COMMU esteve presente a convite e compartilha impressões do evento por meio de uma série especial. Clique aqui para conferir todos os artigos da série já publicados até o momento. Documentos estão disponíveis desde o final de agosto Apesar do pouco alarde na mídia (incluindo a mídia especializada, que em algumas situações parece oscilar entre se portar como mera assessoria de comunicação e disseminar sensacionalismos e reducionismos dispensáveis), a concessão da Estação Palmeiras·Barra Funda está em sua fase de consulta pública, sustentada por cinco documentos disponíveis no site da Companhia do Metropolitano de São Paulo desde 21/08/2019. Reproduzimos abaixo o anúncio oficial, incluindo as hiperligações:

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