Artigos publicados

A linha de metrô mais barata de São Paulo

Bem, é. Convenientemente, os discípulos do rodoviarismo deixaram aberta essa possibilidade com o imenso espaço, sem cruzamentos, lisinho, do eixo rodoviário que corta a cidade de norte a sul. As faixas centrais desse eixo têm mais do que a largura necessária para se passar por elas um trem; só precisariam ser feitos túneis em alguns momentos (para as estações — nem todas — e nos trevos), mas muito poucos comparados com o tamanho da linha que seria criada.

Continuar lendo

Por que devemos lutar pela transformação dos subúrbios?

É muito comum para nós do COMMU recebermos ataques no Facebook quando defendemos, por exemplo, mais infraestrutura cicloviária ou a abertura da Avenida Paulista para as pessoas, muito mais raro, porém, é recebermos propostas ou comentários visando uma nova ocupação de espaços comerciais movimentados na periferia da capital ou nas cidades da Grande São Paulo. Quando surge alguém mencionando a periferia, o que encontramos é a utilização desonesta das regiões periféricas para defender o status quo, para defender que tudo permaneça como está, num claro tom de aproveitamento da situação.

Continuar lendo

Participamos da 1ª Semana de Tecnologia do Transporte na Fatec Tatuapé

No dia 16/10/2015, às 15h, o COMMU participou de uma palestra na unidade Tatuapé (Victor Civita) da Faculdade de Tecnologia, nela apresentamos o Coletivo aos presentes, explicando o que levou ao surgimento e como tem sido nossa jornada até o momento. Contando apenas com o apoio de uma empresa de grande porte, a 1ª Semana de Tecnologia do Transporte é um esforço pioneiro e conjunto, envolvendo o Prof. Edegar Keretch e alunos do Tecnólogo em Transporte Terrestre, sendo um deles integrante do COMMU.

Continuar lendo

SPTrans se rende aos novos tempos e se reúne com blogueiros e ativistas

Em 01/10/2015 participamos de um animado bate-papo com a São Paulo Transporte, comumente conhecida por SPTrans e responsável por gerenciar e planejar o sistema de ônibus da capital paulista. Recebemos o convite definitivo em 24/09/2015 e nele a atividade foi apresentada como sendo uma continuidade à Semana da Mobilidade 2015. O encontro seguiu de forma leve e descontraída. Os presentes foram apresentados às instalações da SPTrans na zona central de São Paulo e em seguida conduzidos para uma sala de reunião, na qual puderam se servir (foram oferecidos sucos, bolachas etc) e acompanhar uma apresentação sobre a São Paulo Transporte, além de discutir sobre o sistema de ônibus da Prefeitura de São Paulo.

Continuar lendo

Ministério Público, por qual São Paulo você luta?

Na data de hoje, 02/10/2015, soubemos que o MP decidiu rejeitar o resultado da audiência pública feita na Avenida Paulista para discutir mudanças no seu funcionamento aos domingos, as quais incluem a interrupção do tráfego de automóveis (com exceções para moradores e veículos de serviço e resgate) permitindo que a população possa desfrutar da avenida como um bulevar, além disso, também ignorou pesquisas recentes: Ampla maioria dos comerciantes da Paulista apoia avenida aberta a pedestres aos domingos (Rede Nossa São Paulo); “Abre-te Paulista: uma avenida aberta para pessoas” (Cidadeapé); Pesquisa revela avaliação dos paulistanos sobre trânsito, transporte público e poluição (Rede Nossa São Paulo). Afinal, qual São Paulo o Ministério Público está defendendo? Em pesquisa recente, apenas 13% das pessoas em São Paulo informaram que não deixariam de usar o carro se houvesse um transporte coletivo percebido como sendo de qualidade. Ainda em 2013, mais de 90% dos paulistanos aprovava o aumento das faixas exclusivas (hoje mais de 400 km em toda a cidade). Também sabemos desde 2012 que o carro transporta menos de um terço dos paulistanos, aliás, neste último link, citamos o seguinte parágrafo:

Continuar lendo

Nós já estamos acostumados, não se preocupe

Não sabemos se o trem vai demorar 10 ou 40 minutos, não sabemos também se ele vai a 60 ou 10 km/h, pior, não sabemos quão duras serão as filas que poderemos enfrentar, principalmente se uma parte da linha estiver interrompida e o trajeto precisar ser completado por ônibus do chamado PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência). Introdução A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos foi criada por força da Lei nº 7.861, de 28 de maio de 1992, desde então, foram desdobradas uma série de ações que resultaram em:

Continuar lendo

Estação General Miguel Costa e as múltiplas facetas da falta de infraestrutura

Introdução Segundo notícia de 26/06/2013 do Blog Mural da Folha de São Paulo, os passageiros e moradores da região esperam há quase 10 anos por um terminal de ônibus, é o que releva o seguinte fragmento: Desde 2006, projetos de um terminal são divulgados pelas prefeituras dos municípios. Entretanto, não há prazo para a conclusão. “Faz oito anos que eu escuto isso. Não acredito mais”, afirma o orçamentista gráfico Cléo Frari, 32.

Continuar lendo

Os tropeços na reconstrução da Estação Antônio João

Prólogo A estação tem passado por um processo de anacronismo, relacionado por transformações não só nos serviços da CPTM, como também na região em que está inserida (Aldeia de Barueri). Antônio João, cada vez mais, mostra ser uma estação que estagnou e cujas formas e ambiente refletem uma realidade que há muito deixou de existir. Cronologia Acompanhe a seguir uma série de acontecimentos relevantes, todos a partir do novo milênio:

Continuar lendo

O motorista do automóvel é um vilão?

Legenda: Charge que compartilhamos no Facebook em 23/04/2015 Aproveitamos a polêmica gerada naquela altura para recuperar algumas colocações que fizemos, de forma a não permitir que sejam esquecidas num post antigo do Facebook. Vilão ou vítima? O motorista do automóvel é um vilão? Não. Nós, indivíduos, cidadãos, pessoas comuns, em geral respondemos aos incentivos que recebemos. Se a cidade, sociedade ou Estado fornece boas ruas para os carros e más alternativas para o restante, é razoável supor que as pessoas comprarão mais carros. Louvável aquele que, por pensar na cidade, mobilidade ou mero altruísmo, buscar alternativas mesmo contra todos os incentivos. Mas não dá pra imaginar que ele seja a regra.

Continuar lendo

Como atuamos?

Prólogo Pretendemos aqui esclarecer como o COMMU, Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana, atua e/ou pretende atuar para se somar a todos as pessoas que lutam por cidades mais democráticas, mais verdes, mais voltadas às pessoas, onde os deslocamentos sejam agradáveis. Objetivos e Princípios Aqui você confere nossos objetivos e princípios na luta por uma melhor mobilidade urbana na metrópole de São Paulo. Priorizar o transporte coletivo em detrimento do transporte individual motorizado A priorização do transporte coletivo significa desenvolver ações que busquem colocá-lo no topo da lista de prioridades do poder público em termos de mobilidade urbana.

Continuar lendo