Metropolização Em Debate

Moradia e infraestrutura não podem virar pretexto contra verticalização

A necessidade de moradia popular é inegável, no entanto, não é possível acreditar que o discurso contrário à verticalização, que transformou intelectuais progressistas em aliados de associações reacionárias de bairro, virtualmente criando uma linha auxiliar à direita de Ricardo Nunes (MDB), possui em seu bojo a exclusão porque encampa uma noção favorável à moradia popular. Intelectuais incorporam discurso contra verticalização e prejudicam debate “Todo mundo quer poder morar numa casa, ou num bairro que tenha uma verticalização não tão grande”, assim começa a fala de Paula Santoro, uma das representantes da intelectualidade da Universidade de São Paulo (USP). Legenda: Publicação do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP no Twitter, destacando as falas questionáveis que surgiram durante uma entrevista à CBN Santoro justifica que a verticalização, supostamente descontrolada e assustadora, atingiu “anéis intermediários” da cidade de São Paulo, prejudicando “modos de vida”. Sua posição é bastante clara: a revisão do Plano Diretor Estratégico não pode ampliar a verticalização, sob pena de transformar o tecido de forma radical, irreversível e indesejável.

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Intelectuais incorporam discurso contra verticalização e prejudicam debate

“Todo mundo quer poder morar numa casa, ou num bairro que tenha uma verticalização não tão grande”, assim começa a fala de Paula Santoro, uma das representantes da intelectualidade da Universidade de São Paulo (USP). Legenda: Publicação do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP no Twitter, destacando as falas questionáveis que surgiram durante uma entrevista à CBN Santoro justifica que a verticalização, supostamente descontrolada e assustadora, atingiu “anéis intermediários” da cidade de São Paulo, prejudicando “modos de vida”. Sua posição é bastante clara: a revisão do Plano Diretor Estratégico não pode ampliar a verticalização, sob pena de transformar o tecido de forma radical, irreversível e indesejável.

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Discutir cidades é discutir consumo, mesmo que não pareça

Cada vez mais, estou convencido de que o cerne das péssimas discussões urbanísticas está no consumo. Uma parcela do campo progressista parece viver uma síndrome de impostor quando se trata das trocas que realiza em um ou mais mercados. O consumo se entrelaça com uma série de padrões demográficos, dando indícios sobre renda, deslocamentos, nível educacional, entre outros aspectos. É a partir do consumo que sedimentamos nossa relação com a cidade. As relações de consumo também estabelecem a profundidade do envolvimento do indivíduo com determinadas problemáticas, como o racismo estrutural.

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Subsídio às montadoras impulsiona narrativas abjetas no Twitter

Antes que qualquer um de nós conseguisse compreender profundamente as mudanças propostas para o plano diretor paulistano, o anúncio de uma política federal de incentivo a automóveis precificados em até R$ 120 mil, passou a bombardear nossas linhas do tempo na rede social do canário mimado. Apoiadores — e até mesmo alguns opositores! — do governo Lula passaram a defender a posse do automóvel, construindo espantalhos e generalizando situações pontuais para todo o Brasil. Além disso, o esgarçamento da heterogeneidade da ocupação brasileira, bem como um desprezo performático pela macrorregião Sudeste, contribuíram para a propagação de discursos bastante desonestos. Houve até quem reduzisse a importância do protagonismo da União para o desenvolvimento de nossas cidades, infraestruturas de circulação e sistemas de transporte público, automaticamente negligenciando marcos regulatórios relevantes, como o Estatuto da Cidade e o Estatuto da Metrópole.

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[VÍDEO] Hipocrisia na Revisão do Plano Diretor de São Paulo

Neste vídeo, Caio César, um dos idealizadores e fundadores do Coletivo, aponta os contornos contraditórios em torno do processo de revisão do Plano Diretor Estratégico da capital paulista. Crítico às alianças da esquerda com atores flagrantemente reacionário, como diferentes associações de bairros do Centro Expandido, César faz um apelo em prol de um debate que inclua a periferia e suas infraestruturas, como as linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

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Após 40 anos, Zona Leste receberá empreendimento de uso misto à altura de suas linhas de metrô

Longe dos olhares de reprovação dos reacionários urbanísticos dos “três pês do apocalipse” (Pinheiros, Pacaembu e Perdizes), a Porte Engenharia e Urbanismo anunciou seu mais novo empreendimento imobiliário, batizado de Urman São Paulo e posicionado entre o Sesc Belenzinho e a Estação Belém da Linha 3-Vermelha (Corinthians·Itaquera-Palmeiras·Barra Funda). De acordo com a Gazeta do Tatuapé, o lançamento ocorreu no último final de semana, durante os dias 18 e 19 de março. Integrante de um conjunto de empreendimentos que se articulam linearmente por meio do sistema viário lindeiro à face sul do tronco metroferroviário da Zona Leste paulistana, o Urman promete entregar um audacioso conjunto de edificações de uso misto, que combina centro de convenções e eventos, unidades hoteleiras, unidades habitacionais de diferentes tipos, lajes corporativas, salas de cinema, teatro, restaurantes, lojas e centro de saúde.

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Tarifa zero não é bala de prata, mas pode valer a pena

Em seu artigo intitulado “A Tarifa Zero não vale a pena”, Anthony Ling apresenta uma série de argumentos (alguns deles acompanhados de referências relevantes) para sustentar, em suma, que: Tarifa zero custa muito caro e exerce uma pressão orçamentária relevante sobre outros serviços essenciais; Tarifa zero empobrece tanto sistemas de incentivos aos operadores existentes, quanto a percepção de qualidade da população usuária, que se torna mais leniente; Tarifa zero desestrutura mecanismos de equilíbrio entre oferta e demanda; Casos nacionais relevantes dependem de recursos como royalties de atividades de extração de recursos não renováveis, tais como minério e petróleo; O caráter universal da tarifa zero pode acarretar subsídios regressivos; A tarifa zero pode não resultar em migração modal do transporte individual motorizado para o transporte público coletivo; A tarifa zero pode reduzir a participação das viagens a pé e de bicicleta, resultando em migração modal do transporte ativo para o transporte público coletivo. As preocupações de Ling são, a meu ver, bastante razoáveis, no entanto, acredito que elas decorrem fundamentalmente de uma percepção diferente em relação ao papel da maquinaria estatal.

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A tarifa zero para os ônibus de São Paulo seria uma política correta? SIM E NÃO

Contextualização O assunto não recebeu o consenso adequado dentro do COMMU, mas eu gostaria de criticar especialmente a postura do campo progressista e agradeço pelo apoio que recebi de alguns membros, como Tiago de Thuin e o Diego Vieira, além de pessoas que não estão conectadas diretamente ao COMMU, como o Guilherme, responsável pelo São Paulo YIMBY. É importante deixar claro, como principal financiador e contribuidor deste site, que o espaço está aberto para o debate.

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Direto ao ponto: revisão do plano diretor paulistano

Por meio do nosso membro Lucian, soube que a municipalidade realizará uma reunião em 14/10/2022 para discutir a revisão do PDE (Plano Diretor Estratégico). Obviamente, parece existir toda uma burocracia na divulgação e, por ser uma reunião extraordinária, não consegui encontrá-la no calendário de reuniões do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), sendo assim, reproduzo abaixo o e-mail encaminhado: Aos Conselheiros, A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito – SMT, convida para participar da Reunião Extraordinária do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte – CMTT.

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COMMU questiona Alden sobre mega-empreendimento imobiliário

Contextualização Na primeira metade de julho, a imprensa do Alto Tietê publicou algumas reportagens relacionadas ao Plano Urbanístico da Reserva da Serra do Itapety. Apesar de serem sucintas e não abordarem o plano diretamente, as reportagens veiculadas nos ofereceram indícios importantes em torno da postura da Alden, empresa que entendemos ser a responsável pelo processo de loteamento, tendo como sócios dois grupos empresariais tradicionais de Mogi das Cruzes e Suzano. De imediato, tanto a quantidade de lotes, quanto a proposta do lançamento imobiliário apresentado pela imprensa (veja aqui e aqui), chamaram a nossa atenção (não por bons motivos, como veremos).

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