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Compras e viagens usando o transporte coletivo: sim, é possível!

Introdução Recentemente recebemos os seguintes comentários na nossa página no Facebook, devidamente indicados com setas vermelhas, após questionarmos quão ineficiente é o automóvel ao ocupar o espaço no sistema viário, ou seja, nas nossas ruas e avenidas: Legenda: Comentários recebidos em publicação datada de 29/05/2018 (o link permite acesso na íntegra) A ideia de que um carro é obrigatório para viajar e fazer compras não é nova. Durante a implantação das faixas exclusivas de ônibus na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, eram recorrentes as manifestações de comerciantes, que se manifestavam contra as faixas exclusivas e, portanto, contra o aumento da qualidade de vida do passageiro do transporte público em detrimento da racionalização do espaço que, ao ser privatizado em prol de uma minoria, supostamente garante a maior movimentação do comércio varejista de rua. Basicamente os comerciantes faziam parecer que pedestres e ciclistas não compram.

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Linha 4-Amarela, foliões e hipocrisia

Falta de educação? Nas redes sociais, predomina o discurso de que a Linha 4-Amarela (Luz-Butantã) foi vitimada pela falta de educação de alguns foliões, contudo, aquilo que parece ser mera opinião não passa de um posicionamento incoerente, fruto de posições ideológicas que defendem uma concessão repleta de garantias e cuja contrapartida da concessionária vencedora foi irrisória, conforme já discutimos no passado. É um posicionamento que precisa, desde já, ser questionado. O restante do sistema, com mais de 300 km de extensão, é operado por estatais e não conta com brandura e compaixão quando falha, pelo contrário, as categorias que integram a operação estatal — ferroviários e metroviários — são atacadas e acusadas de serem privilegiadas, preguiçosas e incompetentes. Por que com a Linha 4-Amarela é diferente?

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Monotrilho vs. BRT: parte 1

Na metade de 2017, uma discussão surgiu em um de nossos posts no Facebook, nele divulgávamos uma notícia intitulada “Consórcio Intermunicipal ABC vai formalizar proposta de BRT no lugar de monotrilho na linha 18” e, a princípio, não havia motivo para escrevermos um artigo longo por sua causa, até recebermos alguns comentários reforçando pré-conceitos e concepções equivocadas sobre sistemas de monotrilho. O maior problema foi a impressão de que havia um otimismo exagerando envolvendo sistemas de BRT (Bus Rapid Transit). Proponho o presente artigo como uma espécie de guia para construir melhores oportunidades de diálogo.

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Zona Leste: até quando presa numa camisa de força?

Quando dialogamos com certas parcelas do campo progressista, uma das maiores dificuldades é explicar que a luta por mais infraestrutura de transporte não se trata de “mais do mesmo”, como já nos foi dito por uma ciclo-ativista. É óbvio que a Zona Leste precisa de políticas e ações de desenvolvimento, que elevem o número de postos de trabalho e permitam que a economia local seja mais dinâmica, mas será correto julgar que a infraestrutura atual é suficiente?

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Concessão dos terminais de ônibus do Metrô: cadê a participação social?

O terreno está pronto Originalmente se falou em 17 terminais, conforme nós do COMMU adiantamos em artigo publicado em 21/09/2016, mas parece que o número final já está fechado: 15, a maioria deles na Linha 3-Vermelha (Itaquera-Barra Funda). São Paulo terá 15 terminais de ônibus integrados a estações do...São Paulo terá 15 terminais de ônibus integrados a estações do Metrô concedidos à iniciativa privada. Veja quais serão ▶

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9 situações em que a CPTM supera o Metrô

Prólogo Como costuma ser defendido em vários dos artigos publicados pelo COMMU, a Região Metropolitana de São Paulo tem hoje e cada vez mais, dois sistemas de metrô, um nascido pelas mãos do município e o outro, fruto da “costura” e de diferentes ferrovias, que continuam sendo modernizadas e transportando cada vez mais passageiros a cada ano. Décadas de desinvestimento e a passagem por uma série de periferias e cidades menos prestigiadas da metrópole, no entanto, colocam um dos sistemas no limbo. São listadas a seguir nove situações em que o “patinho feio” não é tão feio assim.

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Pesquisa Origem e Destino 2017: A hora da verdade

Há quatro anos um aumento de vinte centavos na tarifa foi o estopim para a maior série de protestos da atualidade em São Paulo, repercutindo em diversas cidades em situação semelhante, em todo o país. Em atitude excepcional, o aumento foi revisto, o edital para renovação da concessão/permissão das linhas de ônibus foi adiado, o programa de implantação de faixas exclusivas de ônibus e ciclovias tomou força como solução de baixo custo e rápida execução. Cada uma dessas atitudes procurou resolver alguns problemas — e criou vários outros.

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Reclame menos e colabore mais

Durante os últimos meses tem sido particularmente difícil produzir conteúdo para o COMMU, na realidade, nunca foi fácil, mas algumas reações de leitores e seguidores suscitam um verdadeiro sentimento de revolta, daí o título “Reclame menos e colabore mais”. Desde que começamos a “brincadeira” de escrever com profundidade, fugindo de um olhar distante e descompromissado (que, por sinal, é típico da imprensa tradicional), recebemos pouca ou nenhuma contribuição. Um elogio aqui e outro acolá, sim, recebemos, mas não é comum receber mensagens oferecendo ajuda ou de pessoas interessadas em participar com maior proximidade. Para que um coletivo seja coletivo, ele precisa de pessoas. Falar de transporte coletivo, que é algo que a maioria da população usa, deve atrair pessoas, certo? Errado! A realidade tem nos enviado sonoros nãos, dia após dia.

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Clarinete ou saxofone? — A vitória do supérfluo

Introdução Não, não tem problema reclamar ou elogiar a maneira como uma concessionária decide se comunicar, a questão a ser levantada é outra: numa linha que tem apenas seis estações funcionando e não tem nem 15 km de extensão, é de se imaginar que uma boa parcela dos usuários não residam nos arredores de estações como Fradique Coutinho ou Butantã, é de imaginar que uma boa parte dos passageiros tenham saído da periferia da capital ou então de outros municípios da Região Metropolitana, utilizando pra isso outro meio de transporte, como a Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí) da CPTM até a Estação Luz ou então a Linha 3-Vermelha (Itaquera-Barra Funda) da Companhia do Metropolitano até a Estação República.

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Retrocessos exigem serenidade

Enquanto a capital paulista vive altos e baixos, colecionando retrocessos, como a redução da prioridade aos ônibus, ameaças à infraestrutura cicloviária e aumento nas velocidades máximas das marginais, é preciso buscar serenidade para que a emoção não substitua completamente a razão, dificultando ainda mais o diálogo entre atores antagônicos, principalmente quando estes não passam de cidadãos comuns, os elos mais frágeis e mais numerosos de todo o processo político. Infelizmente, a metrópole continua implorando por infraestrutura, o que não é, absolutamente, “mais do mesmo”, mas resultado de um processo perverso de periferização.

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